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Eu estava bêbada e fiz sexo contra a minha vontade. E agora?

Essa semana, os leitores pediram conselhos sobre o que fazer em caso de violência sexual.

Há alguns meses, saí para beber com uns amigos e passei do ponto. Me levaram pra casa e um homem (desse grupo de amigos) desceu comigo, disse que ia cuidar de mim. Ficamos conversando, e eu, na minha inocência, acabei caindo no papo dele e fomos para o meu quarto. Eu não queria fazer aquilo, mas não tenho certeza se foi estupro ou não, afinal eu deixei ele entrar. Também tenho medo de denunciar depois de tanto tempo.
– E agora?
Cara agora. Não conheço todas as condições, mas, pelo que você está descrevendo, parece que foi estupro. Qualquer tipo de sexo não-consensual é crime – e você diz que não queria ter feito sexo. Além disso, você não estava em condições de dar consentimento (pessoas alcoolizadas ou fora de seu estado normal de consciência não conseguem tomar essa decisão). Não importa que você tenha topado ir para o quarto com ele, não importa se mudou de ideia no meio do ato – não podia ter acontecido. Acho que a primeira coisa que você deveria fazer é procurar acompanhamento psicológico. Se você conseguir, tente falar sobre o assunto com alguém de confiança. O ideal seria fazer a denúncia mesmo, mas sabemos que o mundo não é perfeito – o processo pode ser doloroso e traumático. Se você decidir seguir esse caminho, crie uma rede de apoio para acompanhá-la: junte amigas, parentes, pessoas que vão sempre acreditar em você e amá-la. E o mais importante. Repita em mantra até o infinito: a culpa não é sua.

 

Olá, preciso muito de ajuda!! Ano passado terminei o ensino médio e esse ano vou iniciar o cursinho, sou vestibulanda de medicina. O problema é que eu não tenho pai, e moro apenas com a minha mãe que anda fazendo da minha vida um inferno. Por ela me sustentar financeiramente, joga na cara todos os custos como se ela estivesse fazendo “um favor” para mim contra sua vontade. Além disso, ela não deixar eu sair com meus amigos, não posso namorar com ninguém e me obriga a fazer o serviço dela, quando eu me recuso a fazer, ela ameaça parar de pagar o meu estudo. Eu estou completamente perdida, porque não tem como fazer cursinho trabalhando fora. Poderia me dar dicas de como lidar com essa situação?
– Escrava da própria mãe
Cara escrava. A sua mãe não está sendo razoável e você precisa se livrar das ameaças. Infelizmente, não tem como fazer isso sem conseguir independência financeira. A primeira coisa que você deveria fazer é tentar arranjar uma bolsa no cursinho (ou em algum outro). Assim, sua mãe fica sem ter com o que chantageá-la. Outra opção, claro, é procurar um emprego. Muita gente trabalha de dia e estuda de noite. Sei que não é o ideal e que medicina é muito difícil. Mas vale o esforço. Pode ser que você fique uns anos estudando antes de passar no vestibular – e imagina passar esse tempo todo sem sair ou sem namorar ou brigando com ela? (Não sei a que você se refere quando diz que ela põe você para fazer o serviço dela. Se forem tarefas de casa, é justo que você a ajude.) Infelizmente, não dá para mudar as pessoas – mas dá para mudar as condições da sua vida.

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  1. Rafael Henrique

    Analise superficial das situações e conselhos unilaterais. Pior matéria que já li na revista.

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  2. Dar conselhos para situações complexas pessoais descritas em um parágrafo de dez linhas é uma irresponsabilidade.

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  3. Aliás, o que tem a ver uma revista de divulgação científica com uma seção de “aconselhamento” de revistas popularescas? Daqui a pouco estarão abrindo seções para receitas de pudim, contos eróticos e fofocas de celebridades. Qualifiquem-se.

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  4. Com relação ao primeiro caso, então se um homem beber muito e, perdendo a capacidade plena, dirigir e atropelar alguém não é crime? Pois segundo o que a primeira moça diz foi estupro porque ela estava alcoolizada. Concluindo: Não sou procenceituoso nem machista, mas chamar isso de estupro é uma afronta ao Direito, se bebeu e levou o cara pra casa foi no máximo uma decisão equivocada, mas ele não forçou nada, a manina o autorizou e consentiu.

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  5. Cesar Lanzoni

    Acho que esta “especialista” está confundindo o ato de negar algo com o de arrepender-se depois.
    No texto, a mulher não falou nenhuma vez que disse não, só falou que se arrependeu DEPOIS.

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  6. Andre Felicio

    Uma pergunta sem critica e gostaria de não recebê-las tambem. Pelo menos as mal educadas. Sobre a primeira pergunta eu tenho uma duvida. E se os dois estivessem alcoolizados e sem condições de responderem por seus atos? A culpa continua sendo dele somente?

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  7. Andre Felicio

    Eu acho que uma ótima iniciativa; necessária e válida que se tornou absurdamente mal executada na atualidade é o feminismo. Parece que hoje ser feminista é ser contra o homem. Querem usar como justificativa séculos de atitudes erradas de nossos antepassados (e alguns contemporâneos) para revide. Coisa mais sem inteligencia que existe atualmente. E concordo com o cloega. A Super que conheço não é Capricho.

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