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Arquivo de fevereiro de 2012


Retomar o namoro com o ex é cilada

Thiago Perin 29 de fevereiro de 2012

Lá no fundo, todo mundo sabe disso. É provável que, mesmo assim, você já tenha pensado em voltar a investir em um relacionamento que acabou. Talvez já tenha até mandado alguns e-mails desesperados no meio da madrugada. Pôxa, mas vocês formavam um casal tão bacana. Esse tempo separados deve ter mudado alguma coisa. Se voltarem, dessa vez, as coisas vão ser melhores. Têm que ser. E é tão ruim ficar só. Vale a pena tentar, né?

Não, amigos, é uma má ideia. É UMA MÁ IDEIA. E não sou eu quem diz: a pesquisadora Amber Vennum, da Kansas State University (EUA), analisou casais que terminaram e depois retomaram o relacionamento e constatou que o resultado quase nunca é legal.

Logo de cara, a maioria tendia a ser especialmente impulsiva — tomavam decisões como morar juntos, por exemplo, mais rápido, talvez para compensar o tempo perdido. E aí a chance de tudo ir pelo ralo era maior. Além disso, as pessoas em relacionamentos cíclicos (o famoso vai e vem) se declaravam menos satisfeitas com o parceiro, tinham autoestima mais baixa, mais problemas de comunicação e estavam menos seguras sobre o futuro da relação.

Segundo Amber, a maioria dos casais volta a ficar junto após um término porque um acredita que o outro mudou e que a comunicação melhorou — mas isso costuma ser uma ilusão. No estudo, casais que terminaram, voltaram e acabaram se casando já começaram o casamento cheios de incertezas, menos felizes e mais propensos a brigar (e a se separar já nos primeiros 3 anos de papel passado) do que os que ficaram juntinhos desde o começo.

A dica da pesquisadora para os pombinhos que não deram certo uma vez, então, é bem clara e direta: “não voltem”, diz ela.

E aí, o que você acha? Já viveu alguma história parecida?

(Via Gizmondo, dica do @todearaujo) ;)

Crédito da foto: flickr.com/tamburix

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Ler livros sobre vampiros deixa você mais… vampírico

Thiago Perin 28 de fevereiro de 2012

Quer virar um vampiro? Uma boa maneira de começar, aparentemente, é lendo bastante sobre eles. Ah, se preferir se tornar um bruxo, a dica também vale.

Nós somos tão loucos nos identificamos tanto com os personagens dos livros que lemos (e curtimos!) que acabamos adotando, sem perceber, algumas características do comportamento deles. Isso já foi comprovado por vários estudos, e é considerado normal. A novidade maluca aqui é que o efeito é verdadeiro mesmo quando os tais personagens são seres que não existem.

Pesquisadores da Universidade de Buffalo (EUA) colocaram 140 voluntários para ler, por 30 minutos, trechos de um livro da série Crepúsculo ou da série Harry Potter. Depois, todos tiveram que responder a questionários que incluíam, no meio de  perguntas normais (para ninguém desconfiar), questões mais direcionadas — para os que leram sobre vampiros, “quanto tempo você conseguiria ficar sem dormir?” e “o quão afiados são os seus dentes?”, por exemplo; para os que ficaram com os bruxinhos, coisas como “você acha que, se tentasse bastante, poderia ser capaz de mover um objeto usando apenas o poder da mente?”.

“A análise mostrou que os participantes que leram sobre bruxos começaram a pensar como bruxos, enquanto os que leram sobre vampiros começaram a pensar como vampiros”, diz o estudo. Ou seja, os dois grupos ficaram mais propensos a acreditar que tinham ou poderiam desenvolver capacidades sobrenaturais após lerem as histórias. Na prática, isso não significa muita coisa — a mudança, normalmente, é inconsciente, e o efeito do livro tende a se dissipar em pouco tempo, conforme a gente se foca em outra história. Mas não é muito louco?

Vale tomar cuidado para não sair mordendo ninguém por aí, tentando voar etc.

Crédito da foto: flickr.com/karensauce

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Ganhar um Oscar de Melhor Atriz aumenta as chances de a mulher se divorciar

Thiago Perin 24 de fevereiro de 2012

Kate Winslet, que aparece aí em cima toda feliz com a estatueta dourada nas mãos, foi vítima desse efeito bizarro: 2 anos após ganhar o Oscar por O Leitor, em 2008, anunciou sua separação do diretor Sam Mendes. E a lista continua: Bette Davis e Halle Berry, por exemplo, também ficaram solteiras pouco tempo depois de serem eleitas a melhor atriz do ano.

Pesquisadores das universidades de Toronto (Canadá) e Carnegie Mellon (EUA) dão as estatísticas: fuçando a vida de todos os indicados nas categorias de Melhor Atriz e Melhor Ator do Oscar até 2010 (desde 1936, foram 751 nomes), eles constataram que os casamentos das ganhadoras do prêmio de Melhor Atriz têm 63% mais chances de acabar do que os das indicadas que não levam a cobiçada estatueta para casa.

A coisa parece ser bem séria mesmo: a pesquisa mostrou que os casamentos das vencedoras duram, em média, apenas 4,3 anos (o da Kate Winslet durou um pouquinho mais, quase 7), enquanto os das indicadas que não ganham duram, em média, 9,5 anos.

Entre os vencedores e indicados como Melhor Ator, não foram encontradas diferenças significativas. O que nos leva à suposta explicação: machismo. Segundo o estudo, é aquela velha história do marido que sente-se diminuído quando a mulher ganha mais ou se torna mais importante do que ele. E aí surgem as brigas que estragam o relacionamento.

Será que o Oscar desse ano vai acabar com a alegria da Viola Davis? E se for a Meryl Streep a ganhadora, será que o casamento de 34 anos da mulher vai pelo ralo? É melhor não torcer para a Glenn Close, coitada: ela nunca ganhou um Oscar, e mesmo assim já está no 3º marido.

Crédito da foto: divulgação

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Falar mal dos outros é a melhor maneira de fazer amizades

Thiago Perin 23 de fevereiro de 2012

É verdade: o veneno aproxima as pessoas. Se você perguntar a um grupo de amigos porque eles são amigos, eles provavelmente vão dizer que gostam das mesmas coisas e das mesmas pessoas. Mas desgostar das mesmas pessoas também é um fator bem importante. É o que aponta um estudo feito nas universidades de Oklahoma e do Texas (EUA).

Primeiro, os pesquisadores colocaram os participantes para lembrar de como nasceram suas amizades mais duradouras (e a maioria tinha sido compartilhando opiniões negativas sobre os conhecidos em comum). Depois, perguntaram sobre como eles agiam em relação às outras pessoas quando estavam com os três amigos mais próximos (e a tendência mais forte era falar mal do pessoal ao redor — tipo a sua turma falando mal do bumbum alheio na praia, sabe?).

Por fim, propuseram um teste que mostrou que se você conhece uma pessoa que faz as mesmas ressalvas que você sobre o comportamento das outras pessoas (“ela fala alto demais”, por exemplo), as chances de você gostar dela são maiores. “Não é que a gente goste de não gostar das pessoas”, diz uma das autoras do estudo, Jennifer Bosson. “É que a gente gosta de conhecer pessoas que não gostam das mesmas pessoas”, explica.

Crédito da foto: flickr.com/idaaalen

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Ter problemas com a mãe faz você engordar

Thiago Perin 21 de fevereiro de 2012

Você luta contra a balança? Então responda: como é a sua relação com a sua mãe?

Pesquisadores da Universidade Estadual de Ohio (EUA) descobriram que crianças cujo relacionamento com a mãe é problemático são pelo menos duas vezes mais propensas a serem obesas quando crescem.

Quase mil voluntários participaram do estudo — foram avaliados ainda bebês e de novo aos 15 anos. Entre os que eram bem próximos da mãe, 13% estavam acima do peso na adolescência. Já entre os que não mantinham um laço emocional forte com ela, 26% apresentavam sinais de obesidade.

A explicação é justamente a que a gente espera: segundo os pesquisadores, a hipótese mais provável é a de que as crianças comam mais e engordem ao substituir o amor da mãe por sorvete, pizza, bolo de chocolate, macarronada… Bem, você entendeu.

Crédito da foto: flickr.com/cavale

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