Thiago Perin 1 de julho de 2011
Segurem as calças aí, gente.
Veja bem, não estamos querendo jogar balde de água fria e atrapalhar a diversão de ninguém. Mas, de acordo com pesquisadores da Universidade Brigham Young, nos EUA, se você está atrás de algo sério, a dica é deixar certas intimidades mais pra frente.
“O melhor é testar a compatibilidade sexual o mais cedo possível ou investir na contenção, para que outras áreas do relacionamento possam se desenvolver?”, questiona o estudo. “Exploramos essa questão com uma amostragem de 2035 indivíduos casados, examinando o quão cedo eles se tornaram sexualmente envolvidos como casal e quais efeitos isso tem na qualidade do sexo, comunicação, satisfação e estabilidade atuais do casal”.
E não teve erro. “A contenção sexual está associada a melhores resultados no relacionamento”, pregam os pesquisadores, “mesmo levando em consideração nível de educação, número de parceiros sexuais, religiosidade e o tempo que o casal está junto”.
Só tem um detalhe. A Brigham Young é uma universidade religiosa, mantida pela igreja mórmon. Ops. E aí, a gente confia que o resultado é idôneo? Ou, por causa disso, vocês desconfiam da palavra dos pesquisadores?
Leia também:
Ruivas fazem mais sexo
Limpar a casa faz bem à vida sexual
Sexo faz o cérebro crescer
Os assuntos mais bizarros do mundo das pesquisas científicas com muito bom humor.
Carol Castro
É jornalista. Gosta de filmes sem sentido, livros sem clichês, comida sem carne e ciência pra divertir. Tudo sem fanatismo.
castro.g.caroline@gmail.com
Acho que o Thiago Perin deu uma escorregada na matéria, não deve ter lido a discussão ao final do artigo, onde os autores afirmam que o estudo deles é limitado em diversos pontos, incluíndo o fato de que a crença religiosa dos estudados não é representativa da sociedade americana e restringiu-se a uma população de brancos, dentre outros fatores, lá também descritos.
Em outro ponto eles afirmam que pelo estudo deles não podem descartar a influência da “química sexual” na percepção de estabilidade dos casais. No entanto, que os casais que tiveram relações sexuais no início do relacionamento podem ter baseado a sua relação apenas em sexo deixando de lado outros processos como o envolvimento pessoal e o diálogo.
Talvez da próxima vez além do comentário desnecessário sobre a orientação religiosa dos pesquisadores, o jornalista seja mais curioso a ler o texto na íntegra ao invés de fazer uma reportagem apenas pelo resumo do artigo.
+ 1 pesquisa furada …
Igrejas não são confiáveis, ateus tbm não… infelizmente, não existe pesquisa imparcial. Acredita nelas quem qr e quem tem coragem. Eu particularmente… ér… não sei…
É sabido que num relacionamento o sexo e uma arma poderosa, mas vamos lembrar que se torna banalidade o sexo a qualquer preço, lugar ou qualquer um. Cada um deve saber o que é melhor para si, nem precisava de pesquisa.
Bem… como é uma universidade associada, aparentemente de maneira íntima, a uma religião relativamente fundamentalista, a interpretação dos dados que geram o resultado tem um viés, mesmo que a amostra seja grande. Nem de longe esse resultado é válido.
Se adiar de mais vai ganhar de presente um chapeu de touro.
Apaga essa notícia!!!
@Rick “Pode ser que o este estudo esteja realmente certo, afinal na época dos nossos avós o índice de divórcio não era tão alto assim…”
Nada a ver… na época dos nossos avós o divórcio (ou desquite) era muito estigmatizado. Uma mulher divorciada ficava literalmente “pra titia”.
E o fato do casal não se divorciar não quer dizer que o relacionamento era bom. Basta pensar no tanto de vovô por aí que passou a vida pulando cerca com concubina…
Acho que o bom relacionamento entre duas pessoas independe de o sexo ter sido feito logo no primeiro encontro ou depois de mil encontros.
Tá explicado! quem divugou o estudo foi a Universidade Brigham Young.. Ufa!!! mais tranquila!!!
A desconfiança é válida. Ora, ciência não é como religião, você pode discordar de qualquer estudo! E isso leva a ciência adiante.
Sobre esse estudo, entra em conflito com um que, se não me engano, saiu na Mundo Estranho, e mostrava que o orgasmo libera substâncias que aumentam a sensação de apego ao parceiro e até aconselhava não fazer sexo com quem não se quer ter um relacionamento sério.
Bem, como eu disse, orgasmo. Quem garante que esses casais aí tem uma vida sexual tão ruim que só não fazendo pra conviverem? heheh
Concordo com a pesquisa… E não acho que os pesquisadores estão mentindo por serem de determinada religião… Até porque mentir é pecado! ;D
Se fosse uma universidade não confessional, vocês me dariam o direito de questionar suas pesquisas que concluam algo contrário a alguma religião? Espero que me deem.
Super saudável a vida sexual de nossas avós, sim: minha avó de 86 anos me perguntou o que era orgasmo e afirma que sentia vergonha de transar com meu avô e não engravidar.
Desconfio completamente!!!
Diego, foi justamente das igrejas que vieram as primeiras universidades.
Essa coisa de religião totalmente separada de ciência não se faz regra em certas instituições mais.
Nenhum estudo é imparcial, o melhor dos cientistas quando inicia sua pesquisa espera obter uma resposta e mesmo inconscientemente ele interpreta os seus resultados como prova daquilo que deseja mostrar.
Em laboratórios de pesquisa não é nada raro ouvir, não deu o que eu esperava, MAS se a gente modificar umas coisas aqui, outras ali… E por ai vai.
Pode ser que o este estudo esteja realmente certo, afinal na época dos nossos avós o índice de divórcio não era tão alto assim…
Interessante… Se fosse uma Universidade não vinculada à uma entidade religiosa, o último parágrafo não teria sido escrito; não haveria porque desconfiar de nada. Será que esse tipo de pesquisa não nos deixa desconfortáveis com nossas atitudes e então é mais fácil colocar desconfiança? Paremos de ser hipócritas!
2035 pessoas pesquisadas não formam um universo amostral válido para afirmar qualquer coisa com tanta certeza.
Ainda mais em um mundo com tanta diversidade cultural como o nosso.
Igreja não faz ciência.. logo não é confiavel..