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Posts da categoria ‘personalidade’


Pessoas que leem são mais legais

Thiago Perin 26 de março de 2012

Pesquisadores da Universidade de Washington e Lee (EUA) constataram esse efeito com um teste bem simples: colocaram voluntários para ler uma história bem curtinha, fizeram algumas perguntas para identificar o quanto cada um tinha curtido o que leu e aí derrubaram, sem querer querendo, um monte de canetas no chão. O estudo conta que, quanto mais “transportadas” para dentro da história as pessoas tinham sido, maiores eram as chances de levantarem o bumbum da cadeira para ajudar a recolher as canetas.

A explicação é que quando lemos algo que realmente mexe com a gente, criamos empatia pelos personagens da história — e quanto maior essa empatia, mais propenso a gente fica a ser bacana com os outros na vida real. E você aí, anda lendo muito?

Crédito da foto: flickr.com/ciro

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Ler livros sobre vampiros deixa você mais… vampírico

Thiago Perin 28 de fevereiro de 2012

Quer virar um vampiro? Uma boa maneira de começar, aparentemente, é lendo bastante sobre eles. Ah, se preferir se tornar um bruxo, a dica também vale.

Nós somos tão loucos nos identificamos tanto com os personagens dos livros que lemos (e curtimos!) que acabamos adotando, sem perceber, algumas características do comportamento deles. Isso já foi comprovado por vários estudos, e é considerado normal. A novidade maluca aqui é que o efeito é verdadeiro mesmo quando os tais personagens são seres que não existem.

Pesquisadores da Universidade de Buffalo (EUA) colocaram 140 voluntários para ler, por 30 minutos, trechos de um livro da série Crepúsculo ou da série Harry Potter. Depois, todos tiveram que responder a questionários que incluíam, no meio de  perguntas normais (para ninguém desconfiar), questões mais direcionadas — para os que leram sobre vampiros, “quanto tempo você conseguiria ficar sem dormir?” e “o quão afiados são os seus dentes?”, por exemplo; para os que ficaram com os bruxinhos, coisas como “você acha que, se tentasse bastante, poderia ser capaz de mover um objeto usando apenas o poder da mente?”.

“A análise mostrou que os participantes que leram sobre bruxos começaram a pensar como bruxos, enquanto os que leram sobre vampiros começaram a pensar como vampiros”, diz o estudo. Ou seja, os dois grupos ficaram mais propensos a acreditar que tinham ou poderiam desenvolver capacidades sobrenaturais após lerem as histórias. Na prática, isso não significa muita coisa — a mudança, normalmente, é inconsciente, e o efeito do livro tende a se dissipar em pouco tempo, conforme a gente se foca em outra história. Mas não é muito louco?

Vale tomar cuidado para não sair mordendo ninguém por aí, tentando voar etc.

Crédito da foto: flickr.com/karensauce

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Ver o logo da Apple deixa você mais criativo

Thiago Perin 13 de dezembro de 2011

Você deve estar achando que nós, do CIÊNCIA MALUCA, somos puxa-sacos da Apple.

Calma, vai, não é bem por aí. Mas não dá para negar que ela e sua maçã viraram um símbolo de criatividade e inovação mundo afora, né? Talvez tenha sido daí, então, que pesquisadores das universidades de Duke (EUA) e Waterloo (Canadá) tiraram a ideia de expor voluntários subliminarmente o logotipo de empresas famosas e ver como isso os afetava.

341 universitários assistiram a projeções nas quais o logo da Apple ou o da IBM apareciam por milésimos de segundo — tão rápido que eles nem conseguiam identificar que tinham visto um dos dois. Depois da exibição, partiram para um exercício (que consistia em listar a maior quantidade possível de usos para um tijolo) criado para avaliar o quão criativos eram.

Segundo os pesquisadores, o pessoal que viu o logo da Apple (mesmo sem perceber) foi “significativamente” mais criativo na tarefa do que o povo que viu o da IBM. O efeito, eles acreditam, vem da associação geral que fazemos da companhia de Steve Jobs com criatividade.

“Nós somos expostos a milhares de logotipos todos os dias”, disse o líder da pesquisa, Gavan Fitzsimons. “Achamos que isso não nos afeta, mas nosso trabalho demonstra que até vislumbres fugazes podem nos afetar drasticamente”. O que você acha? Fique de olho!

Crédito da foto: flickr.com/chubbybat

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Perder peso é mais difícil se você é otimista

Thiago Perin 17 de maio de 2011

Ser uma pessoa positiva tem seus benefícios (comprovados pela ciência e, né?, pelos livros de autoajuda também). Mas parece que, quando você está gordinho e a meta é emagrecer, o melhor caminho é ser um pouco pessimista.

Foi o que pesquisadores japoneses constataram durante um estudo que acompanhou 101 voluntários obesos por seis meses, enquanto eles se submetiam a um programa de aconselhamento, regime e exercícios.

Traçando perfis psicológicos ao longo desse período, os especialistas notaram que a maioria dos gordinhos ia ficando mais feliz e otimista conforme o tempo passava e os quilos a mais sumiam. Até aí, faz todo o sentido. Mas eles perceberam também que os que já entravam no programa achando a vida linda tinham mais dificuldade em perder peso.

Segundo os pesquisadores, até a habilidade de ver as coisas sempre pelo lado positivo tem seu lado negro: a pessoa acaba se preocupando menos com a própria saúde e cedendo mais facilmente a tentações, já que “o otimismo leva a comportamentos instintivos e impulsivos“.

Está na hora de começar o regime por aí? A gente ajuda você: a vida é uma droga, né?

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Falar vários idiomas pode deixar você com várias personalidades

Thiago Perin 4 de maio de 2011

Espera aí, é isso mesmo? É sério que a nossa personalidade muda dependendo de qual língua estamos falando? Um estudo chinês sugere que sim.

Psicólogos da Universidade de Hong Kong observaram que estudantes chineses fluentes em inglês se tornavam visivelmente “mais assertivos, extrovertidos e abertos a novas experiências” (características, segundo eles, culturalmente mais próximas de quem cresceu em países que falam inglês) quando estavam usando o segundo idioma.

O efeito foi ainda maior dependendo de com quem os estudantes chineses estavam conversando. Se eles falavam inglês com uma pessoa estrangeira, a “nova personalidade” ficava ainda mais proeminente.

Para os pesquisadores, isso sugere um link claro entre linguagem e personalidade. Eles explicam: o poder, é claro, não está na língua em si, e sim na ideia que as pessoas (no caso, os estudantes chineses) têm de quem a fala. Ou seja: se eles consideram os falantes de inglês mais extrovertidos, ajustam suas personalidades de acordo na hora de usar o idioma.

(Dica da @clauagain ;) )

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