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Posts da categoria ‘política’


Barba faz o homem parecer mais confiável

Thiago Perin 14 de janeiro de 2011

Uma pesquisa de universidades italianas testou o efeito da barba no sucesso de vendedores de vários tipos de produto. E os resultados revelaram que, na maioria dos casos, os barbudos são vistos como mais dignos de confiança do que os caras de rosto lisinho (vendendo produtos como celulares e creme dental, por exemplo). Eles só são ligeiramente menos bem cotados quando o produto anunciado é… cueca. Nesse nicho, os galãs bem barbeados são líderes na preferência do consumidor.

E as implicações dessa descoberta, dizem os pesquisadores, podem ir bem além do mercado de publicidade. Eles avaliam que, por exemplo, políticos poderiam se dar bem ao esquecerem do barbeador por uns tempos: a “presença da barba no rosto de candidatos poderia aumentar seu carisma, confiabilidade e, acima de tudo, sua experiência na percepção dos eleitores, com efeitos positivos nas intenções de voto”, apontam.

Ah, importante: os caras analisaram apenas o efeito das barbas curtas e bem aparadas. Não dá pra fazer cosplay de ZZ Top por aí e esperar que as pessoas confiem mais em você.

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Ditadores têm mais filhos que os líderes democráticos

Thiago Perin 2 de novembro de 2010

Stalin for kids

Stalin for kids

Além de controlar tudinho (e, às vezes, fazer barbaridades), procriar bastante também está na agenda de um ditador. É o que mostra um estudo de pesquisadores dos EUA, que analisaram os históricos de 221 governantes do mundo todo (tanto dos Hitlers quanto dos Obamas da vida) e constataram a tendência: os ditadores têm, em média, 1,5 a 2,5 mais filhos do que os líderes guiados pela democracia. Por quê? A teoria é que os ditadores têm deliberadamente mais descendentes para aumentar as chances de seu sangue continuar no poder. E, assim, extender a duração do seu regime. (O estudo, na íntegra, aqui.)

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Políticos bonitos têm vantagem nas eleições

Thiago Perin 21 de outubro de 2010

"Essa eu ganho!"

“Essa eu ganho!”

Quem vê cara não vê plano eleitoral, mas isso pode importar menos do que a gente imagina. (Ou talvez a gente já imagine mesmo.) “Será que candidatos bonitos são mais propensos a serem eleitos?”, se perguntaram os pesquisadores australianos Amy King e Andrew Leigh. Para descobrir, eles colheram dados lá na Austrália mesmo – país onde o voto é obrigatório e onde os eleitores recebem cartões com fotos dos candidatos dos principais partidos na hora de irem às urnas. “Selecionamos avaliadores representativos do eleitorado para estimar a beleza dos candidatos dos principais partidos e, então, estimamos o efeito da aparência nos votos da eleição federal de 2004″, contam. “Os candidatos bonitos são, de fato, mais propensos a serem eleitos, com um aumento médio de 1,5 a 2 pontos percentuais nos votos recebidos”. O estudo (na íntegra, aqui) aponta, ainda, que o efeito do rostinho bonito é maior entre os candidatos homens do que entre as mulheres. E também que a beleza importa mais nos eleitorados com maior número de eleitores “apáticos” – aqueles que saíram de casa para votar só porque foram obrigados. “Protesto”, será?

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Homens veem mais pornografia se seu candidato ganha a eleição

Thiago Perin 4 de outubro de 2010

Ficou a dica

Comemoração

Garotas, fica a dica: não é nossa culpa. Um estudo feito por psicólogos das universidades de Villanova e de Rutgers, ambas nos EUA, mostra que os homens sentem uma “necessidade” fora do comum de ver pornografia se o candidato que apoiavam ganha a eleição.

Outras pesquisas já haviam mostrado que se dar bem ou mal em uma competição pode aumentar ou diminuir, respectivamente, os níveis de testosterona nos homens – e isso mesmo que eles sejam apenas “espectadores” da disputa. Como testosterona e desejo sexual estão ligados, parecia lógico que aqueles que votaram nos políticos que acabaram eleitos (portanto, com os hormônios em polvorosa) procurassem mais estímulos sexuais do que o normal logo após a votação. E que “lugar” melhor para verificar isso do que a internet?

Para comprovar a teoria, os pesquisadores analisaram relatórios do Google com os termos mais buscados nas semanas que antecederam e sucederam as eleições presidenciais de 2004 e 2008. E bingo: nos dias seguintes à votação, as buscas com os 10 termos mais safadinhos do relatório – “boobs” (peitos), por exemplo – prevaleceram nos estados que apoiaram Bush em 2004 e Obama em 2008. Mas não nos estados que votaram, em maioria, nos candidatos derrotados. “Não sabemos com certeza se a testosterona é a razão dessas alterações”, diz Patrick Markey, um dos responsáveis pelo estudo, “mas essa parece ser a melhor explicação no momento”.

Em uma terceira análise, a tendência se mostrou verdadeira também após as eleições para o Congresso em 2006. Ou seja: não é brincadeira. “Se percebêssemos o efeito em apenas uma eleição, daria até para dizer que foi por acaso. Mas aconteceu três vezes”, disse o pesquisador ao site LiveScience. “Também é legal ver que os resultados afetaram tanto republicanos quanto democratas. Isso mostra que não tem a ver com preferência política”, aponta.

Até então, é claro, como o estudo levou em conta apenas dados dos EUA, é “coisa de americano”. Mas – por que não? – pode acontecer também por aqui. (Sendo verdade, lá no Distrito Federal a coisa deve estar bem fria.) E aí, seus candidatos se deram bem ontem?

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Posição do corpo influencia sua crença política

Thiago Perin 28 de setembro de 2010

Tô me sentindo tão conservador hoje

Hoje eu tô conservador

A menos de uma semana das eleições no Brasil, um novo estudo, feito por psicólogos da Universidade de Princeton (EUA), aparece para apontar que pode haver fatores espaciais bem malucos influenciando para que lado você vai na hora de apertar os botões da urna.

De acordo com os caras, inclinar fisicamente o corpo para a esquerda torna você mais aberto a seguir crenças liberais e votar em políticos esquerdistas, enquanto se inclinar para a direita deixa você, aham, mais propenso ao conservadorismo de direita.

(Fica de olho: SERÁ que a meiguice dos nossos candidatos confirma o resultado?)

Para chegar nisso, os pesquisadores entrevistaram voluntários sobre suas preferências políticas enquanto os induziam a se inclinarem para um lado ou para outro (colocando-os para sentar em cadeiras propositalmente tortas). E é fato: “em três testes, observamos que orientar espacialmente as pessoas em direção à esquerda ou à direta influencia correspondentemente suas atitudes políticas. Esses resultados dão suporte à noção de que o ambiente influencia a maneira como interpretamos domínios abstratos”, diz o estudo.

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