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Fãs de música country são menos atraentes

Thiago Perin 13 de maio de 2011

Ninguém me ama, ninguém me quer

Má notícia para os fãs da Shania Twain. Pesquisadores dos EUA confirmaram aquilo que a gente já imaginava: o gosto musical dos nossos pretendentes, no geral, pode aumentar ou diminuir nosso interesse por eles. Mas, dentro dessa tendência, vieram com uma constatação mais específica: o pessoal que curte música country está na pior.

No estudo, voluntários de ambos os sexos tiveram que avaliar o sex appeal de modelos antes e depois de eles declararem seu amor por determinado gênero musical. Nessa brincadeira, os pesquisadores observaram que ser fã de heavy metal era um trunfo para os homens, mas prejudicava a imagem das mulheres. Já com a música clássica, acontecia o oposto: as moças que curtiam eram mais bem avaliadas, enquanto os rapazes perdiam pontos.

Quando o papo era gostar de country, enfim, a coisa ficava ainda mais grave: a revelação prejudicou as avaliações, sem dó, dos modelos de ambos os sexos.

Será que a música sertaneja, o nosso country, entra nesse bolo? Você daria um pé na bunda de alguém só porque ele ouve Chitãozinho e Xororó?

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Escada rolante torna você uma pessoa melhor

Thiago Perin 15 de abril de 2011

Um anjo na Terra

Quando você se cansar de aprontar por aí e quiser se redimir, já sabe o que fazer.

Pesquisadores dos EUA resolveram avaliar o quanto mudanças de altura (coisas simples, como, no caso, subir escadas) podem influenciar o nosso comportamento. Em um dos testes, colocaram caixas para a coleta de doações em um shopping center, bem em frente às escadas rolantes, de modo que as pessoas (que, isso é importante, não sabiam que estavam sendo observadas) davam de cara com elas logo após subir ou descer as escadas.

E adivinha no que deu? Os passantes que tinham acabado de subir colocaram mais dinheiro na caixinha do que o povo que desceu – que, em maioria, passou direto.

Em outros testes, participantes que estavam sentados em cadeiras mais altas foram mais prestativos e pacientes na hora de oferecer ajuda a desconhecidos. E a gente segue achando que está no controle das próprias atitudes. Confere a íntegra aqui.

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Somos mais bonzinhos quando nos sentimos observados

Thiago Perin 31 de março de 2011

Tô de olho no senhor

A gente já contou que dormir mal pode incentivar você a fazer umas coisinhas erradas aqui e ali, e também que nos sentimos mais a vontade para fazer malandragens quando estamos no escuro. Aí vem mais um estudo para mostrar como a nossa conduta varia conforme o ambiente. Pesquisadores da Universidade de Newcastle, no Reino Unido, constataram que ter olhos inquisidores vigiando você (mesmo que em foto!) é incentivo suficiente para fazê-lo se comportar bem, seguir ordens, fazer “a coisa certa”.

O teste foi o seguinte: eles penduraram dois cartazes, em dias diferentes, em um restaurante. Ambos pediam aos clientes que, em vez de deixar a bandeja em cima da mesa, jogassem o próprio lixo fora depois de comer. Só que um tinha a imagem de um vaso de flores, enquanto o outro mostrava um par de olhos pouco simpáticos. Adivinha qual funcionou melhor? É: segundo os pesquisadores, a quantidade de pessoas que pegaram a dica e limparam a própria mesa dobrou quando o cartaz exposto era o que tinha o olhar ameaçador.

Dá para conferir o estudo completo, em PDF. Trocar o tradicional smile das placas de “você está sendo filmado” por olhos de psicopata pode ser uma boa ideia, né?

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Mulheres bonitas emburrecem os homens

Thiago Perin 31 de janeiro de 2011

Homem é bobo mesmo – é fácil ouvir um montão de mulheres por aí bradarem essa máxima. E o pior é que, na presença delas, eles realmente são. “Dois testes, nos quais participantes interagiram com alguém do mesmo sexo ou do sexo oposto, demonstraram que a capacidade cognitiva do homem (mas não a da mulher) cai logo após uma conversa com o sexo oposto”, conta um estudo de pesquisadores da Universidade de Radboud, na Holanda. E, quanto mais atraente o cara considera a mulher em questão, maior o efeito dessa confusão mental – que é temporária e passa alguns minutos após o contato com a bonitona. É que, lembram os cientistas, os homens são mais motivados pelo acasalamento do que a mulher. São, por exemplo, mais propensos a procurar por sinais de interesse sexual no comportamento feminino e a superestimar o interesse dela numa conversa. O que, na hora da interação, dá uma embaralhada nos pensamentos e os deixa biologicamente confusos.

Em tempo: o estudo só examinou essa questão entre heterossexuais. “Entretanto, uma questão interessante para pesquisas futuras seria se, entre homossexuais, interações com pessoas atraentes do mesmo sexo seriam mais exigentes cognitivamente”. A ver.

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Primeiro beijo é melhor para o homem do que para a mulher

Thiago Perin 6 de dezembro de 2010

Oops!

As mulheres são mais românticas. As mulheres são mais sensíveis. As mulheres dão mais importância ao primeiro beijo. É o que a gente está acostumado a achar, e pode até ser tudo verdade mesmo. Mas quem curte mais essa primeira vez, de verdade, é o homem.

“O primeiro beijo é um evento significativo, uma marca de desenvolvimento que leva as pessoas ao reino da maturidade sexual e da vida adulta“, dizem os pesquisadores Pamela Regana, Winny Shena, Eric De La Pentildeaa e Elizabeth Gosseta, da Universidade da Califórnia (EUA). Eles pediram a 338 voluntários que descrevessem as “reações afetivas” (impressões, emoções, sentimentos) que tiveram antes, durante e logo após o primeiro beijo. Antes, as reações mais comuns foram “subjetivamente desagradáveis” (ansiedade, medo, incerteza) – o que é previsível. E isso para ambos os sexos.

Mas o que surpreendeu foi que um número “significativamente” maior de homens disse ter sentido coisas positivas durante e após o beijo. E por quê? Culpa da tradicional cultura machista. “Essa diferença entre os gêneros está de acordo com pesquisas anteriores sobre as reações afetivas a outros eventos sexuais (primeira transa, por exemplo), e podem refletir a operação de forças socioculturais, que encorajam o homem a adotar atitudes mais positivas do que as mulheres em relação a experiências e expressões sexuais“.

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