Thiago Perin 24 de janeiro de 2012
Nossa, cientistas, assim vocês me matam.
Uma equipe da Universidade de Bristol (Reino Unido) desenvolveu uma equação matemática que é capaz de prever, com 60% de precisão (precisa melhorar um pouquinho, mas já é algo), se uma música vai entrar no top 5 ou ficar fora do top 30 da parada de sucessos britânica.
A equação usa 23 variáveis, incluindo harmonia, andamento e o quão “dançável” a música é. Todos os fatores são analisados por um programinha de computador, que dá o veredicto.
O banco de dados do estudo inclui tudo o que entrou nas paradas do Reino Unido nos últimos 50 anos. E, como os gostos das pessoas mudam — os sucessos de hoje em dia não soam como os dos anos 80 —, os cientistas tiveram o cuidado de calibrar o computador: quando analisa os hits passados, o programa “aprende” quais os fatores mais importantes para as modinhas musicais de diferentes épocas (se as músicas de hoje em dia são mais rápidas ou mais lentas do que nos anos 90, por exemplo), e assim define o peso que cada variável deve ter.
Não é bacana? Os caras vêm analisando o potencial de sucesso das novas músicas lançadas semanalmente no Reino Unido, antes da divulgação da parada oficial.
Na última atualização, eles dizem, por exemplo, que “I’m The Best” da Nicki Minaj não vai fazer feio. Já “Towers”, do Bon Iver… Ih. Dá para acompanhar nesse link.
Crédito da foto: divulgação
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Thiago Perin
É jornalista e curioso inveterado. Fã de cultura pop, ciência, tecnologia e Goonies. Não é nerd, mas se esforça.
tfperin@gmail.com
Eu não acho bacana, esse programa com certeza tá sendo usado pra criar músicas chicletes para que a indústria de massa cumpra seu papel, uma melodia dançante e três fases hj em aia são o suficiente pra compor o que eles chamam de música e vender pro povo continuar alienado, vide exemplo do restart, lady gaga, justin bieber e outras porcarias sem letra que somos obrigados a escutar.
Será que eles consideram também o quão bom são os empresários e produtores dos intérpretes destas músicas e também a quantidade de propaganda que se aplica em cima delas??
Amei o início da matéria: “Nossa, cientistas, assim vocês me matam.”