Nina Weingrill trabalhou na Super e agora colabora com as melhores revistas do país. Em Ciência Maluca, seu radar precioso aponta os assuntos mais bizarros do mundo das pesquisas científicas com muito bom humor
Depois do rap do LHC, com vocês, mais uma criação musical/científica:
O psicólogo Richard Wiseman encarnou um James Randy e saiu pelo mundo digital atrás de provas de paranormalidade. O britânico convidou voluntários e pessoas que alegavam ter poderes psíquicos a seguir seu twitter. Wiseman então se dirigia a um local secreto (no mundo real) e pedia aos seguidores que tentassem descrever onde estava, tudo por meio do Twitter. Depois, ele enviava fotos de cinco lugares diferentes para que os participantes votassem na locação verdadeira. A mais votada seria escolhida. O que, segundo o professor, seria prova suficiente para atestar a paranormalidade dos voluntários.
Resultado: em nenhuma das ocasiões o grupo acertou seu paradeiro. E olha que mais de mil pessoas participaram da experiência. Para Wiseman, a grande sacada não foi ter provado a incapacidade paranormal das pessoas, mas sim ter conseguido fazer um estudo por meio do Twitter. Se quiser seguir o homem, clique aqui.
Sempre fico chocada quando leio coisas do tipo: seu celular tem mais bactérias do que a sola do seu sapato. Fico pensando como o mundo é mais sujo do que a gente imagina, e às vezes bem mais perigoso, como é o caso da chamada desse post. Uma empresa de pesquisas revelou que milhares de itens domésticos, de raladores a botões de elevador, têm um nível radioativo mais alto do que o permitido. Isso porque nem todo material radioativo reciclado é testado antes de ser reutilizado. Segundo o estudo, alguns pesquisadores acreditam que o contato com esses metais pode não ser prejudicial, já que até a banana contém material radioativo. Eu ficaria ligada, só por precaução. Veja a pesquisa aqui.
Pesquisadores australianos descobriram que fãs de automobilismo são os que correm mais com seus carros e acreditam que não seja um problema tão grande desrespeitar as leis de trânsito. Segundo os cientistas, eles fazem isso por causa da necessidade que sentem de imitar seus ídolos, muitas vezes ultrapassando os limites da vida "real".
O que você acha da pesquisa? Acredita que o esporte pode formar péssimos motoristas?
Mandar mensagem pelo celular enquanto dirige, o Drive While Texting (DWT), foi proibido em sete estados americanos. Mas uma pesquisa recente, feita pelo distrito de Columbia, revelou que o pessoal não leva a lei a sério. Cerca de 60% dos entrevistados (entre 16 e 19 anos) admitiram usar o celular mesmo assim. 83% acreditam que o DWT nem devia existir.
Outra pesquisa assegurou que a prática pode ser fatal: pessoas que escrevem enquanto dirigem mudam de marcha sem necessidade e claro, mudam de faixa sem perceber (meio óbvio né, pessoal). Acidentes de carro matam cerca de 40 mil pessoas no país por ano.
Enquanto isso, aqui no Brasil, se discute um projeto que proíbe pessoas de fumar enquanto dirigem. Faz sentido. O que você acha?