Thiago Perin 7 de janeiro de 2011
Convenhamos: o que não falta na vida é coisa prazerosa para fazer por aí. Pega essas que a gente citou no título do post e adiciona mais as que você quiser: a lista vai crescendo e crescendo, até ficar gigante. Mas, entre todos os itens gostosinhos que a gente consegue citar, qual deles é o que nos faz mais bem? Em dois estudos, pesquisadores pediram a estudantes universitários (282, no total) que avaliassem o quanto eles “desejavam” e “gostavam” de uma série de atividades numa escala de 1 a 5. E os resultados indicaram o quê? Que os voluntários dão mais valor para aqueles tapinhas na autoestima (como receber um elogio ou uma avaliação positiva) do que para, muita atenção: comer sua comida preferida, fazer sexo, beber, receber o salário do mês e até encontrar um melhor amigo.
“É um tanto surpreendente como esse desejo de se sentir valorizado triunfa sobre qualquer outra atividade prazerosa que a gente possa imaginar”, diz o líder do estudo, Brad Bushman, professor de comunicação e psicologia na Universidade de Ohio (EUA). E não tem nada errado com isso, é claro. Todo mundo quer se sentir bem consigo mesmo, e ser elogiado é parte fundamental disso. Mas tem o lado negro da história: os resultados do estudo sugerem que alguns jovens talvez estejam focados um tantinho demais nesse papo de receber elogios. Os voluntários tiveram que avaliar o quanto “desejavam” e o quanto “gostavam” dos itens, certo? Isso porque pesquisas sobre o vício sugerem que as pessoas viciadas tendem a reportar que “desejam” algo mais do que “gostam” daquilo. E, nesse estudo, os participantes “gostaram” de mais do que “desejaram” todas as atividades prazerosas citadas – mas, quando o papo mexia com a autoestima, a diferença entre os verbos foi a menor registrada, a mais próxima do “desejo”. “Não seria correto dizer que os participantes são viciados em autoestima”, diz Bushman. “Mas eles estavam mais próximos disso do que de serem viciados em qualquer outra atividade estudada”.
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Carol Castro
É jornalista. Gosta de filmes sem sentido, livros sem clichês, comida sem carne e ciência pra divertir. Tudo sem fanatismo.
castro.g.caroline@gmail.com
o livro do Dale Carnagie “Como Fazer Amigos e Influenciar Pessoas” já dizia algo assim.
“Approval from others is like crack to us.”
legal
desejar mais do que gostar é um “irracional wanting” associado à atuação de dopamina no sistema mesolímbico cerebral. quando ocorre em conjunto com um estímulo ambiental altamente reforçado (como o dinheiro na nossa cultura) desencadeia o comportamento de desejar mais do que se gosta de fato.
o que é mais importante para mim,neste momento,é o dinheiro,pois amigos não o tenho,tenho apenas colegas de trabalho e conhecidos.Se temos dinheiro,as pessoas de nós se aproximam ,se não o temos,de nós se afastam.Concordam?
Concordo com Rodrigo, Leila Maciel Da Rolt, Felipe Lemos, Carlos, Brenda, Mauricio Joffre da Silva, Gaspar Belchior Francisco da Cunha e Rafael Rodrigues.
Quero ver gente feliz hoje! abraços!
vc pode fazer todas as coisas q mais gosta se vc naum é elogiado naquilo q fez vc naum pode se sentir feliz por completo é uma nessecidade do ego do ser humano ser reconhcido
Não há dúvidas que as pesquisas científicas servem para desafiar as literaturas. Ou seja, os resultados revelam algumas vezes variáveis supreendentes. Nesta em particular, penso, que não por ser se tratar de uma região estadunidense. É claro que a cultura é fundamenal na análise. Não nego isso. Mas não é tudo. A autoestima é muito importante para o movimento humano. Pergunto: quem não gosta de receber um elogio? trabalhando em quaisquer organizações, trago à luz – quem não quer receber um feedback. Para tanto, palavras elogiosas ainda que não vindo em consonância com nossos desejos elas nos ensinam e nos amadurecem gradativamente. Aponto isso como psicólogo/bacharem em Psicologia. Fundamentado em vários teóricos e pesquisas científicas. Também não pode negar que alguns jovens, dentre outras ciclos da vida adulta valorizam mais o dinheiro, sexo, comida, amigos, dentre outras variáveis. Mas esta matéria, cujo resultado apontou a necessidade de elogio apenas revelou o que as pessoas querem de verdade. Quanto ao sexo, abordo um pouquinho mais… há pessoas que fazem ‘sexo’ outras ‘amor’ as duas coisas são importantes e não precisa ser exatamente numa relação heterossexual. Pode-se dar em qualquer relação entre os sexos (homossexual, bissexual, transexual etc.). O importante é o estado psicólogico saudável atendo-se a todos os cuidados necessários, porque a vida é um dom precioso.
A pesquisa diz, sexo, somos seres humanos, racionais, isto é temos raciocínio. Não devemos confundir o sexo que fazemos como os animais. Tudo deve ser com amor e inteligência. Com uma mulher que se ame e não como muitos fazem com prostitutas que nem é pelo prazer, e sim pelo dinheiro.
Concordo coma pesquisa, afinal de contas, quem não gosta de ter um tweet retweetado?
Não sei se isso é coisa somente de estadunidense. Acredito que isso vale para humanos em geral, com certeza com graus de intensidade diferentes. Afinal, é muito melhor fazer sexo com uma mulher que te deseje do que pagar uma prostituta não é mesmo? Mas as duas coisas são sexo, a diferença reside bem no que a pesquisa aponta.
Pois é galera , acho que todos querem ser reconhecidos por isso ou aquilo,tendo status. Então ser bem aceito faz parte disso. Eu responderia sentir valorizado também.Mas isso não é tudo, pois você pode não exercer sua personalidade só pra agradar um grupo social
A fonte de todos os desejos do ser humano é de ser desejado sempre. Todas as opções são essenciais, porém o dinheiro é o mais importante… com ele conseguimos acessar todas as necessidades.
Discordo de @msbarrios. Acho que no Brasil o elogio é tão ou mais importante para as pessoas que o que foi dito na matéria.
É bem a personalidade dos estadunidenses mesmo. Aposto que uma pesquisa do tipo no Brasil daria resultados diferentes.