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Banho de banheira alivia a solidão

Thiago Perin 12 de julho de 2011

Boa dica para quem levou um pé na bunda ou para quem está à base do “ninguém me ama, ninguém me quer”: enfrentar o abandono é mais fácil para quem tem banheira em casa. É o que diz um pessoal da Universidade de Yale, nos EUA. Eles constataram que, quanto maior é a solidão que sente, mais banhos uma pessoa toma, mais tempo ela demora neles e mais quente é a água que usa. A água quentinha, no caso, atua como substituta para a companhia.

Um grupo de 400 voluntários, entre 18 e 65 anos, fez um diário dos seus “hábitos de banho”, anotando como se sentia antes e depois dele. Nisso, já deu para constatar a tendência. Tempos depois, os pesquisadores mediram os níveis de solidão de cada um enquanto eles seguravam bolsas cheias de água quente ou gelada, o que confirmou a ligação entre o calorzinho físico e a sensação boa que a gente sente quando está ao lado de quem gosta.

De acordo com o estudo, a associação é feita no cérebro durante a infância, e condiz com os resultados de uma outra pesquisa, feita no Canadá, que diz que as pessoas têm mais frio quando se sentem sozinhas. “Quanto mais solitário a gente fica, mais tende a substituir carinho com calor físico”, dizem. Quer ler na íntegra? Dá para baixar aqui.

Tá frio aí?

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Vacas têm melhores amigas e não gostam de ficar sozinhas

Thiago Perin 8 de julho de 2011

Uma pesquisadora da Universidade de Northampton, no Reino Unido, leva a questão do bem-estar animal bem a sério. Para checar o quão fortes são os laços sociais criados pelas vacas, ela passou algum tempo medindo suas frequências cardíacas e níveis de cortisol (hormônio relacionado ao estresse) em três situações diferentes: com elas completamente isoladas, na companhia de uma vaca conhecida ou com uma vaca nova, a quem nunca tinham sido apresentadas. “Quando têm suas melhores amigas junto, o estresse é menor do que quando estão com uma vaca qualquer”, aponta a pesquisadora, Krista McLennan.

“Conversei com vários fazendeiros, e eles me disseram que percebem como as vacas ficam próximas umas das outras. Algumas delas passam muito tempo juntas“, diz Krista. Ela espera que a indústria de laticínios leve sua descoberta em consideração e evite separar grandes amigas. Afinal, uma vaca feliz e calminha é melhor pra todo mundo.

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Gosto amargo deixa você mais… Amargo

Thiago Perin 6 de julho de 2011

Cuidado com o que come ou bebe. Um estudo de pesquisadores do Brooklyn College, lá nos EUA, constatou que o gosto amargo altera o seu julgamento… E deixa você mais chato, menos flexível, menos tolerante. Amargo, sabe?

Os caras pediram a 57 voluntários que avaliassem o quão moralmente questionáveis uma série de situações era, em uma escala de 1 a 100. Isso incluía cenários como um homem comendo carne de cachorro e primos de segundo grau tendo relações sexuais. Anotaram, também, a orientação política de cada um – se eram mais liberais ou conservadores.

Antes e durante o teste, os participantes receberam uma bebida amarga, uma bebida doce ou água pura para beber.

Os que tomaram o amargor, olha só, foram muito mais duros nos julgamentos – classificaram os cenários propostos como 27% mais “errados” do que os outros voluntários.

Não briguem com a gente (nem com os pesquisadores): o porquê exato disso ainda não está claro. Todavia, eles propõem alguns questionamentos válidos. Será que juízes e jurados, por exemplo, deveriam evitar os sabores amargos? Será que o que você come e bebe interfere nas suas escolhas políticas?

Que tal fazer o teste e contar pra gente o que rola?

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Pessoas com olhos claros têm mais chances de virarem alcoólatras

Thiago Perin 5 de julho de 2011

Você passou a vida toda sendo paparicado por esse belo par de olhos azuis. Mas tudo tem seu preço, meu amigo.

Cientistas da Georgia State University, nos EUA, analisaram dados de duas grandes pesquisas (uma feita com 10.860 presos, todos do sexo masculino; a outra, com 1.862 mulheres de todo o país) e observaram a tendência: em ambas as amostragens, as pessoas com olhos azuis ou verdes bebiam mais e tinham mais problemas com alcoolismo do que as de olhos castanhos.

No caso dos homens, 42% dos com olhos claros eram alcoólatras, versus 38% dos com olhos escuros. Entre as mulheres, as com olhos claros disseram consumir “significativamente” mais álcool, em geral, e tinham virado mais drinks nos últimos dias do que as com olhos escuros. “Embora as diferenças sejam pequenas”, aponta o estudo, os resultados estão de acordo com constatações anteriores de que as pessoas com olhos escuros são mais sensíveis a certas drogas do que as com olhos claros, o que, hipoteticamente, faz com que bebam menos e, por fim, corram menos risco de virarem reféns do álcool.

Outra hipótese, segundo os caras, é que os olhos claros venham nos rostos de pessoas que tendem a ser mais introvertidas. É possível que essas duas características, introversão e olhos claros, dizem, estejam de alguma forma relacionadas durante o desenvolvimento do feto. Aí, quando cresce, ele vê nos “bons drink” a chave para ficar mais soltinho e pode acabar exagerando na dose – o que tende a levar à, aham, dependência.

Mas um porquê conclusivo eles ainda não têm.

Dá para baixar o estudo completo aqui. E você, o que acha?

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Adiar o sexo faz bem para o relacionamento

Thiago Perin 1 de julho de 2011

Segurem as calças aí, gente.

Veja bem, não estamos querendo jogar balde de água fria e atrapalhar a diversão de ninguém. Mas, de acordo com pesquisadores da Universidade Brigham Young, nos EUA, se você está atrás de algo sério, a dica é deixar certas intimidades mais pra frente.

“O melhor é testar a compatibilidade sexual o mais cedo possível ou investir na contenção, para que outras áreas do relacionamento possam se desenvolver?”, questiona o estudo. “Exploramos essa questão com uma amostragem de 2035 indivíduos casados, examinando o quão cedo eles se tornaram sexualmente envolvidos como casal e quais efeitos isso tem na qualidade do sexo, comunicação, satisfação e estabilidade atuais do casal”.

E não teve erro. “A contenção sexual está associada a melhores resultados no relacionamento”, pregam os pesquisadores, “mesmo levando em consideração nível de educação, número de parceiros sexuais, religiosidade e o tempo que o casal está junto”.

Só tem um detalhe. A Brigham Young é uma universidade religiosa, mantida pela igreja mórmon. Ops. E aí, a gente confia que o resultado é idôneo? Ou, por causa disso, vocês desconfiam da palavra dos pesquisadores?

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