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Mulheres podem ter orgasmos na academia

Carol Castro 19 de abril de 2012

Uma série de exercícios abdominais ou uma corrida na esteira pode ser acompanhada por uma explosão de prazer nas mulheres. E elas nem precisam pensar em sexo para chegar ao orgasmo. É involuntário.

A pesquisadora Debby Herbenick, da Universidade de Indiana, enviou um questionário online para 370 mulheres, de 18 a 63 anos, que disseram já ter sentido algum tipo de prazer durante a prática de exercícios físicos. Entre elas, 124 chegaram ao orgasmo, enquanto outras 246 sentiram algum prazer sexual enquanto se exercitavam. Herbehick descobriu que isso já aconteceu mais de 11 vezes ao longo da vida com 40% dessas mulheres.

Segundo a pesquisa, os exercícios mais estimulantes são os abdominais – estavam ligados a cerca de 45% das primeiras experiências.  Outros 19% dos relatos envolviam bicicleta ou spinning, 9,3% tinham a ver com subir em cordas ou mastros,7% com levantamento de peso e outros 7% com corridas. Outras mulheres chegaram ao orgasmo durante as aulas de yoga, natação, aeróbica e aparelhos elípticos. Fácil assim.

A pesquisadora segue com os estudos para entender por que esses orgasmos (chamados de coregasmos, por conta da ligação com os músculos abdominais do “core”) acontecem. Ela estima que a prática de exercícios também pode ajudar a vida sexual das mulheres.

E  você, já ouviu algum relato desse tipo?

Crédito da foto: flickr.com/_lulu

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Baratas rejeitam machos promíscuos

Carol Castro 18 de abril de 2012

É, a vida dos machos “mulherengos” não anda muito fácil no mundo das baratas.

Segundo um estudo dos pesquisadores Edwin Harris e Patricia Moore, as baratas fêmeas preferem os machos mais recatados na hora do sexo.  Eles analisaram o comportamento das fêmeas da espécie Nauphoeta cinerea e perceberam que elas discriminam machos com uma longa lista de encontros anteriores. E não são os únicos descartados. Elas também rejeitam machos que já saíram com outras fêmeas e não conseguiram acasalar (afinal, deve ter algum problema com eles, né).

Essa seleção toda tem justificativa. As fêmeas não podem arriscar: há uma única chance de acasalar durante o ciclo reprodutivo. Se pegarem um macho com baixa fertilidade ou com espermatozoides exaustos, o acasalamento pode render poucas baratinhas (ou nenhuma). Para não ter erro, elas procuram os melhores machos reprodutores.

Não sei vocês, mas eu prefiro colaborar para que esses encontros entre baratas fêmeas e machos simplesmente não aconteçam. Sejam eles promíscuos ou não.

Crédito da foto: flickr.com/26633621@N04

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Beber moderadamente prolonga a vida de homens após infarto

Carol Castro 17 de abril de 2012

Notícia sobre infarto dificilmente pode ser boa. Afinal, ela é uma das principais causas de morte no Brasil (em 2009, foi culpada por mais de 10% dos óbitos daqui). Aos sobreviventes, cientistas da Universidade de Harvard advertem: beber um ou dois drinks de bebidas alcoólicas por dia faz bem!

A pesquisa avaliou a vida de 1,8 mil homens que sofreram infarto no miocárdio entre 1986 e 2006. Durante esse tempo, 468 homens morreram. Mas quem bebeu de um a dois drinks com álcool (de 10 a 30 gramas) diariamente, após o infarto e por um longo período de tempo, reduziu em até 42% os riscos de morrer por conta de uma nova doença cardíaca. E eles ainda diminuíram em 14% as chances de morrer por qualquer outro motivo.

A pesquisa não incluiu mulheres, mas estima-se que o efeito seja semelhante.

Ficar doente é ruim e ponto final. Mas descobrir que dá para viver com menos ressalvas sempre é notícia boa. Certo?

Crédito da foto: flickr.com/matiasjajaja

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Mulheres bonitas demoram mais para conseguir emprego

Carol Castro 13 de abril de 2012

Sabe aquele seu currículo com a foto 3×4 mais bonita que você já conseguiu tirar? Então, ele está te atrapalhando.

Dois pesquisadores de Israel, Bradley Ruffle e Ze’ev Shtudiner, enviaram mais de 5 mil currículos fictícios para 2,5 mil vagas reais. Cada currículo tinha duas versões: uma com foto e outra sem. Os homens bonitos fizeram sucesso – eles receberam quase o duas vezes mais convites para entrevistas que os homens comuns. Já as mulheres atraentes não se deram muito bem nessa. Em comparação com currículos sem fotos, as chances de resposta reduziram em 30% para as bonitas. Quando não eram tão atraentes assim, a perspectiva também reduzia, mas para 22%.

E a explicação para isso nem é tão surpreendente assim. No estudo dos israelenses, 93% dos recrutadores eram mulheres! E 34% disseram não gostar de currículos femininos com fotos… mas outras 43% aprovam quando os homens anexam fotos. A conclusão dos pesquisadores: a inveja feminina prejudica as mulheres bonitas na hora de conseguir um convite para entrevista de emprego.

Crédito da foto: flickr.com/photos/markjsebastian

(Oi, galera! A partir de hoje sou eu quem vou atualizar o CIÊNCIA MALUCA. E espero manter o blog tão bacana quanto o Thiago fazia. Até o próximo post!)


Ser feliz faz mal para você

Thiago Perin 9 de abril de 2012

Lembra quando a gente falou, há um tempão, sobre um estudo americano que dizia que as pessoas felizem vivem menos? O pessoal do Washington Post publicou um artigo bem bacana sobre os efeitos-colaterais da felicidade — e prepare-se: são vários.

Pra começar, os felizes realmente morrem antes — isso porque são mais propensos a cair em comportamentos de risco, como beber demais, comer demais, usar drogas demais e se preocupar de menos com os perigos que tudo isso representa. O raciocínio também é afetado pela felicidade: o pensamento das pessoas felizes é menos sistemático, e elas são menos atentas aos detalhes — por isso, tendem a fazer julgamentos mais rápidos, e potencialmente errados. Os alegrões também são mais fáceis de enganar — em 2 estudos, voluntários mal-humorados detectaram mentiras mais facilmente do que os bem-humorados.

A felicidade mexe com o bolso, também. Em um outro estudo, conta o Washington Post, voluntários que tinham se declarado muito satisfeitos com a vida em uma primeira entrevista tinham, 20 anos depois, salários menores (cerca de $3.500 anuais a menos) do que os participantes apenas satisfeitos. Por quê? Muitos deles tinham parado de estudar antes. Ah, outra coisa que pode influenciar a trajetória profissional: as pessoas muito felizes tendem a ser menos criativas. A alegria também deixa as pessoas mais egoístas (tendo que dividir bilhetes de loteria entre eles mesmos e colegas de estudo, voluntários pegavam mais para si próprios do que as pessoas tristes) e menos eloquentes (os argumentos dos felizes são mais fracos).

Ou seja, meus amigos: quando bater a deprê, vocês podem lembrar de tudo isso, ver que até a tristeza têm seus benefícios e… Ficar felizes! Aliás… Ops. É, viver é difícil.

(Tchau, gente! Essa é a minha despedida do CIÊNCIA MALUCA. Obrigado a todo mundo que leu, comentou, curtiu, tuitou, discutiu, deu risada, xingou muito, elogiou, contou pros amigos… Foi uma delícia comandar o blog nesses 2 anos. Fiquem por aqui, que o CIÊNCIA MALUCA continua firme e forte, e a gente se vê!) :)

Crédito da foto: flickr.com/mrpunto

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