Thiago Perin 3 de janeiro de 2011

Ano termina, ano começa e as pessoas se jogam nas listinhas (ou listonas) de resoluções pros próximos 365 dias: coisas a mudar, coisas a fazer, coisas a parar de fazer, coisas possíveis e impossíveis. Boa parte delas, convenhamos, improvável: nem precisa de ciência para saber que a gente acaba não colocando em prática vários dos itens que entram na seleção de “novidades” para o novo ano. Alguns, seja lá qual for a desculpa, ficam para o próximo; outros, nunca saem do “quem sabe um dia?”. Mesmo assim, o pessoal do site 43things.com abriu uma pesquisa – na qual já palpitaram mais de oito mil pessoas – para compilar as resoluções de ano novo mais populares entre a galera. Até agora (a pesquisa continua aberta, então você pode passar lá também e votar), o top 10 está assim:
1. Perder peso (1.470 votos)
2. Comer, beber, aprender ou tentar algo novo (999 votos)
3. Guardar dinheiro (909 votos)
4. Ser feliz (890 votos)
5. Definir uma meta atlética acessível, tipo correr 5 ou 10 km (822 votos)
6. Se apaixonar (695 votos)
7. Tirar fotos em todos os dias do ano (659 votos)
8. Arranjar um emprego (652 votos)
9. Ler mais (620 votos)
10. Parar de fumar (452 pessoas)
E aí, algum destes itens está entre as suas resoluções? Senão, o que entrou na sua lista?
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Postado em comportamento, futuro
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Thiago Perin 23 de dezembro de 2010

Para você, fim de ano é uma época feliz? Luzinhas, família reunida, peru, confraternização e blá blá blá: tem quem ame, tem quem odeie. Para o segundo grupo, o dos grinchs, aí vai um argumento a mais: “Natal e Ano Novo parecem ser fatores de risco para a morte decorrente de várias doenças”, diz um pessoal da Universidade da Califórnia (EUA). Eles analisaram 57.451.944 registros de óbito feitos entre 1979 e 2004 em hospitais norteamericanos e (apesar de não saberem dizer o porquê) descobriram que mais gente morre nos dias 25 e 26 de dezembro e 1º de janeiro do que em qualquer outro dia do ano. “Mais acidentes nas estradas”, dá para pensar. Mas não: o papo é sobre a morte por causas naturais mesmo. “Nas duas semanas que sucedem o Natal, há um excesso de 42.325 mortes por causas naturais, que vai além do aumento natural da época”, diz o estudo. O efeito do mal é mais significativo para quem sofre de um de cinco grupos de doenças: neoplasmas, circulatórias, respiratórias, metabólicas e digestivas. “Mas, com todas as variáveis combinadas, há aumentos de fim de ano em todos os grandes grupos de doenças e em todos os grupos demográficos, com exceção das crianças”. Um viva ao Papai Noel. E feliz natal, gente! Para quem sobreviver, é claro.
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Postado em morte
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Thiago Perin 20 de dezembro de 2010

Se você é daqueles que tremem só de ouvir falar em matemática, seus problemas acabaram. Desde que você não trema ainda mais com a ideia de levar um choquezinho no cérebro, é claro. Cientistas da Universidade de Oxford, na Inglaterra, descobriram que aplicar uma corrente elétrica leve no lobo parietal – uma região do cérebro, segundo os caras, crucial para a “competência numérica” – pode aumentar a habilidade matemática de uma pessoa, sem prejudicar outras funções mentais. O estímulo elétrico (que é levinho e não dói) é direcionado para aumentar ou diminuir a atividade dos neurônios conforme convier. No estudo, voluntários que receberam o “choque” por seis dias perderam o pavor dos números e passaram a ter mais facilidade nas contas – efeito que perdurou por seis meses. “Eu certamente não estou recomendando que as pessoas saiam por aí se dando choques, mas estamos extremamente animados com o potencial de nossas descobertas”, diz o líder do estudo, Roi Cohen Kadosh.
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Postado em cérebro, educação, inteligência
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Thiago Perin 17 de dezembro de 2010

Uaaaaaaaaooooohhhh…
Bocejos são contagiosos – a gente sabe disso na prática. E até hoje os cientistas não arrumaram uma resposta definitiva para explicar o porquê. Mas, numa pesquisa superfofinha, pesquisadores da Universidade de Stirling, na Escócia, descobriram que o efeito não existe em bebês e crianças pequenas, que só bocejam espontaneamente.
Olha que trabalho difícil: os caras puseram bebês e crianças nos primeiros anos de vida para assistir a vídeos das próprias mães bocejando, e ficaram observando. E constataram que não, os pequenos não pegam o “vírus do bocejo” – ao menos não até os cinco anos de idade, quando os primeiros sinais do contágio começam a aparecer. Aos 11 anos, já não tem mais jeito: viu alguém abrir a boca, vai abrir também.
O porquê disso, como você já deve esperar, não está claro. O bocejo ainda é mesmo um dos grandes mistérios da ciência. Mas há avanços sendo feitos: pesquisas recentes já mostram que chimpanzés e cachorros também “pegam” o bocejo (e até mesmo dos humanos!). E outros estudos estão associando a abrição de boca contagiosa à empatia (a pessoa bocejou perto de você, você empatiza com ela e faz também) – que, por sinal, está ligada a áreas do cérebro que vão se desenvolvendo conforme a gente cresce. O que explicaria a situação dos bebês.
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Categoria:
Postado em bebês, bocejo, cérebro
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Thiago Perin 16 de dezembro de 2010

Quando a crise vem, uma série dos nossos hábitos de consumo muda. Mas parece que, quando o papo é sexo, economizar está bem longe de ser uma prioridade. Uma pesquisa feita pela consultoria Information Resources Inc., dos EUA, mostrou que as vendas de brinquedinhos sexuais por lá cresceram 74% no primeiro trimestre de 2009 – o ano da supercrise que afetou a maior parte do mundo. “Quando a economia desce, o sexo sobe”, disse um porta-voz da Johnson & Johnson’s, cujos lubrificantes íntimos, nessa mesma onda, tiveram um aumento de 32% nas vendas. E esse mesmo “boom” em épocas de crise já foi notado com outros produtos, como batons. Por quê? O argumento é que as pessoas tendem a ir atrás de formas baratas de se sentirem bem nos períodos difíceis. Ou seja: beleza… E sexo.
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Postado em economia, sexo
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