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Times que comemoram muito têm mais chances de vencer

Thiago Perin 24 de setembro de 2010

Smaaack

Smaaack

Tem que abraçar, pular, jogar as mãos pro alto, dar tapinha no bumbum alheio, beijar (!) mesmo – se bobear, até soltar palavrão em alto e bom som (né, Kaká?). Depois de analisar as reações de jogadores de futebol durante os pênaltis em 151 jogos da Copa e de campeonatos europeus, pesquisadores da Universidade de Groningen, na Holanda, descobriram que os times que comemoram mais calorosamente após fazer gols têm mais chances de ganhar.

De acordo com o estudo, fazer um gol e comemorar levantando os dois braços, em vez de um só, por exemplo, faz com que o jogador do outro time fique duas vezes mais propenso a errar o próximo chute. Os caras observaram também que os times cujos jogadores olhavam para baixo após colocar a bola na rede, sem fazer festa, tendiam a sair do campo como perdedores.

“Quanto mais entusiasmado alguém é na hora de celebrar o sucesso com os companheiros de time, maiores as chances de seu time ganhar”, diz o líder do estudo, o doutor Gert-Jan Pepping. Ele explica que o comportamento empolgado “infecta” o resto do time com uma atitude positiva. “Também importante, o outro time fica mais inseguro”, aponta – efeitos que, associados, melhoram a performance geral do time festeiro.

Pesquisas anteriores já demonstraram que essa reação, que eles chamam de “contágio emocional”, é comum também em outros esportes, como críquete e handebol – ainda que as comemorações tenham “regras” diferentes de um para outro. “Por exemplo, tapinhas no bumbum e beijos são mais aceitáveis no futebol do que no rugby”, diz o doutor Pepping.

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Jeito de andar diz se mulher já teve orgasmos

Thiago Perin 23 de setembro de 2010

De olho no rebolado

De olho no rebolado

Pesquisadores da Universidade Católica de Louvain e do Hospital Braine l’Alleud-Waterloo, ambos na Bélgica, filmaram mulheres (“jovens e saudáveis”, metade das quais já havia tido orgasmos) andando na rua. Depois, mostraram as imagens a sexologistas profissionais, alheios ao histórico das moças. O objetivo era determinar se os caras poderiam “adivinhar” quais delas já tinham chegado lá e quais não apenas observando seus jeitos de andar.

Indo muito além do que daria para chamar de “sorte”, dizem os pesquisadores, os sexologistas diagnosticaram corretamente o “status orgásmico” (não é piada, eles chamam assim mesmo) das voluntárias em 81,25% das vezes.

Quer tentar sair adivinhando por aí você também? Olha o que observar: “um observador perspicaz pode deduzir a experiência feminina com orgasmos vaginais a partir de uma passada que compreende fluidez, energia, sensualidade, liberdade e ausência de músculos tanto flácidos quanto ‘travados’”, dizem os caras no estudo. Fácil, fácil, né?

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Galinhas preferem gente bonita

Thiago Perin 22 de setembro de 2010

E aí, gatão?

E aí, gatão?

Lembra dos porcos mimados, otimistas e tal? Parece que eles não são os únicos com a autoestima lá em cima no reino animal. Pesquisadores da Universidade de Estocolmo (Suécia) elaboraram um teste para medir o nível de atração de galinhas por diferentes rostos humanos, de ambos os sexos. E descobriram que – safadinhas! – elas preferem gente bonita.

Depois de mostrar uma série de rostos masculinos e femininos a estudantes universitários (que avaliaram, de 0 a 10, a beleza de cada um), os caras treinaram os animais (naquele esquema de “acertou, ganhou comida”) a, vendo os mesmos rostos em um monitor, reagir (dar uma bicada na tela) aos femininos, mas não aos masculinos (ou vice-versa). E as galinhas aprenderam as regras direitinho. Mas rolou um efeito curioso nisso: os rostos avaliados como mais bonitos pelos estudantes também foram os que ganharam, naturalmente, mais bicadinhas das penosas.

Pesquisa inútil? Talvez não. Segundo os líderes do estudo, essa semelhança nos gostos pode revelar algo sobre a origem do nosso critério de beleza. “Isso sugere que as preferências sexuais humanas podem surgir de propriedades gerais do sistema nervoso”, especulam. Quais propriedades são essas (e se, de fato, existem) eles prometem tentar descobrir.

(Falando em galinha… já deu uma olhada no post de hoje no blog do Planeta Sustentável?)

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Cientistas descobrem o gene do Homer Simpson

Thiago Perin 20 de setembro de 2010

DUH!

Pelo bom humor na ciência: pesquisadores da Emory University (EUA) descobriram que um gene expresso no cérebro, chamado de RGS14, que todo mundo tem, pode limitar a nossa capacidade intelectual – e daí, engraçadinhos, o apelidaram de “gene do Homer Simpson”.

Em uma série de testes, ratos com o tal gene “desligado” ficaram mais espertos: se lembraram de objetos vistos antes e aprenderam a sair de labirintos com mais rapidez do que os ratos normais. O que sugere que a presença do RGS14 pode “frear” algumas formas de aprendizagem e consolidação de memórias – possivelmente, não só nos ratos, mas na gente também.

Pena que ainda não dá para mandar aquele colega de trabalho mais lentinho correndo pra desligar o dele. Segundo os pesquisadores, o gene do Homer está ligado a uma parte do cérebro ainda pouco explorada. E, como não está tão claro do que ela é capaz, todo cuidado é pouco. Por ora, sabe-se que nos ratos com o RGS14 desligado os neurônios da região estabeleceram conexões mais fortes, o que melhora o desempenho cognitivo. Mas é possível que, ainda que a princípio os ratinhos não tenham apresentado qualquer efeito negativo, a falta do gene cause algum desequilíbrio que os caras ainda não identificaram.

“Uma grande questão que essa pesquisa levanta é por que nós, ou os ratos, teríamos um gene que nos torna menos espertos?”, diz o líder do estudo, John Hepler. Boa pergunta, né?

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Sucesso alheio faz mulheres (e homens gays) quererem emagrecer

Thiago Perin 17 de setembro de 2010

Bora entrar na dieta, bee

Bora entrar na dieta, bee

Reclamar da magreza das modelos nas passarelas e da cinturinha fina das moças nas capas de revistas (e encorajá-las a engordar) pode não ser o suficiente para evitar a influência que as imagens da mídia têm sobre os índices de bulimia e anorexia por aí. Um estudo norte-americano mostrou que, no fim das contas, ver pessoas bem-sucedidas, independentemente do quão magras elas são, acende em alguns de nós o desejo de emagrecer.

O psicólogo Norman Li, da Singapore Management University, em Cingapura, junto com quatro colegas de universidades dos EUA, mostrou fotos de modelos, acompanhadas de pequenas descrições de personalidade de cada uma (tudo fictício), a 841 voluntários na cidade de Austin, no Texas (EUA).

Em entrevistas posteriores, notaram que as mulheres heterossexuais se diziam menos felizes com os próprios corpos e mais propensas a comer menos depois de ver fotos de mulheres bem-sucedidas e competitivas – descritas no textinho como tendo um superemprego ou como “jogando para ganhar”, por exemplo. E isso apesar de as moças das fotos não serem especialmente magras e serem todas, mais ou menos, do mesmo peso.

Entre os homens heterossexuais, não houve efeito algum. Mas entre os gays, a história se repetiu: a exposição a homens competitivos e bem-sucedidos os levou a comer menos nos dias seguintes. Já entre as mulheres homossexuais, novamente, não houve qualquer efeito.

Segundo o líder do estudo, esse comportamento tem origem evolucionária. Ele sugere que, como as pessoas tendem a ganhar peso conforme envelhecem, passamos a identificar magreza com juventude e atratividade – e, consequentemente, com vantagens competitivas em geral. Mas o porquê disso não afetar os indivíduos atraídos por mulheres… ainda é um mistério.

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