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Usar fones de ouvido pode matar

Thiago Perin 14 de março de 2012

Daria um belo filme de terror B, mas não, os fones não se transformam em um monstro e começam a comer o seu cérebro, ou algo assim.

A notícia é que um estudo dos EUA constatou que o número de pedestres que ficaram feridos ou morreram porque ouviam música na hora de atravessar a rua triplicou por lá entre 2004 e 2011. Segundo os pesquisadores, mais de 20% dos casos especificamente mencionavam que os motoristas tinham tocado a buzina, mas as vítimas não escutaram.

E a incidência desse tipo de acidente é bem maior entre os jovens: cerca de dois terços dos atropelados tinham menos de 30 anos, e um terço tinha menos de 18.

Uma dica? Se não for tomar cuidado ao atravessar a rua, pelo menos escolha bem a trilha-sonora para o momento. Que música você gostaria de morrer ouvindo, hein?

(Via Bussinessweek)

Crédito da foto: flickr.com/hckyso

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Andar de montanha-russa deixa as pessoas mais fáceis

Thiago Perin 13 de março de 2012

Quem está de paquera e tem vergonha de dizer, aproveita e tenta a sorte… Na saída da montanha-russa. Pesquisadores da Universidade do Texas (EUA) abordaram 300 homens e mulheres em um parque de diversões — metade enquanto esperavam na fila para entrar e os outros logo após saírem do passeio na montanha-russa.

O teste era simples: os participantes viam uma foto de uma pessoa do sexo oposto e tinham que dizer o quão atraente achavam que ela era. Alguns avaliavam também o sex appeal da pessoa que iria ou tinha acabado de ir no brinquedo ao seu lado.

E, segundo os pesquisadores, o pessoal saía da montanha-russa muito mais facinho: eles tendiam a achar os modelos das fotos (e também os parceiros de carrinho) consideravelmente mais bonitos do que quem ainda estava na fila para entrar.

A explicação, diz o estudo, está em algo que os cientistas chamam de teoria da transferência de excitação — a ideia de que resíduos da empolgação causada por um estímulo amplificam a empolgação causada por um outro estímulo que vem logo em seguida.

Crédito da foto: flickr.com/michaelpatrick

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Palavras digitadas no lado direito do teclado são mais positivas

Thiago Perin 9 de março de 2012

É o chamado “efeito QWERTY”.

Pesquisadores ingleses dizem que, aparentemente, a gente dá significados mais positivos a palavras em que predominam letras que ficam do lado direito do teclado.

A explicação é que, como no lado direito há menos teclas com letras, as combinações feitas por ali são mais fáceis de digitar. E o nosso cérebro, que gosta de uma tarefa fácil, percebe isso e já trata de associar uma certa emoção boa àquela palavra.

Para ninguém dizer que “é coisa de inglês”, os caras também analisaram palavras do espanhol e do holandês. Como? Botaram voluntários para digitar milhares de palavras, avaliando quais tinham sentido positivo, neutro e negativo, e depois checaram se nas mais positivas predominavam letras do lado direito ou esquerdo do teclado.

Segundo o estudo, o efeito foi “significativo” e “consistente” nas três línguas — mas especialmente forte em relação a expressões do internetês, como “LOL” (acrônimo de “laughs out loud”, algo como “ri muito”).

E no português, será que também é assim?

(Via Gawker)

Crédito da foto: flickr.com/maiac

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Mulheres preferem homens sem barba

Thiago Perin 8 de março de 2012

Má notícia para os barbudos: pesquisadores do Canadá e da Nova Zelândia constataram que as mulheres acham os homens mais atraentes quando eles estão de barba feita.

Eles pegaram 19 homens que não se barbeavam há mais de um mês e os fotografaram. E aí botaram todos para fazer a barba, e os fotografaram de novo. Depois, mostraram o antes e o depois para cerca de 200 voluntárias e perguntaram o que elas achavam — e sim, as mulheres de ambos os países disseram que os rostos lisinhos eram mais atraentes.

Mas a barba também tem seu lado bom. Quando pediram a opinião de outros homens, os pesquisadores ouviram que, com barba, os caras pareciam mais velhos e bravos, mas também mais poderosos — ou seja, a barba pode não seduzir, mas pelo menos impõe respeito.

Em tempo: um dos pesquisadores envolvidos, Paul Vasey, psicólogo da Universidade de Lethbridge (Canadá), diz que usa cavanhaque há mais de 20 anos — e, aparentemente, não se abalou com os resultados do próprio estudo.

E aí, mulheres, é assim mesmo? Bundinha de bebê é mais legal? Alguém aí prefere os barbudos?

Crédito da foto: flickr.com/macnz2000

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Gente rica é mais propensa a roubar doce de criança

Thiago Perin 7 de março de 2012

Olha que sacanas. Um estudo das universidades da Califórnia (EUA) e de Toronto (Canadá), do qual participaram mais de mil voluntários, constatou que as pessoas endinheiradas tendem a mentir, trapacear, passar a perna nos colegas de trabalho, fazer barbeiragens no trânsito e, sim, roubar doces de crianças com mais frequência do que os pobres.

Em um dos experimentos da pesquisa, por exemplo, os mais ricos pegaram duas vezes mais doces do que os mais pobres de um pote que, todos sabiam, era para as crianças. Em outro, quase metade dos motoristas de carros caros ignoraram pedestres que esperavam para atravessar na faixa — nenhum dos que dirigiam carros velhos fez o mesmo.

A explicação que os pesquisadores propõem é que os indivíduos de classes superiores, além de serem mais focados no benefício próprio e mais gananciosos (e talvez por isso tenham enchido o bolso), tendem a achar que estão acima de certas leis e normais sociais porque a posição financeira lhes garante independência, privacidade e maior possibilidade de defesa (eles podem facilmente contratar um advogado) caso sejam pegos fazendo o que não devem.

Crédito da foto: flickr.com/loungerie

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