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Strippers ganham mais dinheiro quando estão no período fértil

Thiago Perin 25 de junho de 2010

Vem que tem!

Vem que tem!

O ciclo menstrual não é muito gentil com a mulher: é inchaço, mau humor, emoções à flor da pele… Mas nem tudo é ruim. Principalmente se você for uma stripper. Pesquisadores da Universidade do Novo México, em Albuquerque (EUA), descobriram que as dançarinas de boates locais recebem gorjetas bem maiores quando estão no período fértil.

18 strippers participaram do estudo (veja a íntegra aqui). Por dois meses, elas registraram seus horários de trabalho, ganhos diários e ciclo menstrual. Entre as 11 mulheres com ciclos normais, o trabalho no período fértil rendeu US$ 70 por hora. Na fase lútea (logo antes da menstruação), foram US$ 50 e, no período menstrual de fato, só US$ 35 por hora. As outras sete tomavam anticoncepcionais e, por isso, não tiveram pico nas gorjetas em nenhum período, além de, no geral, ainda ganharem menos do que todas as outras.

Vários estudos já mostraram que estar no período fértil torna a mulher mais atraente aos marmanjos. Só não se sabe ainda como a mensagem é transmitida. Tem cientistas que dizem ser pelo cheiro (já até falamos sobre isso por aqui), mas outros sugerem que os níveis de estrogênio (que bombam nesse período do ciclo menstrual) podem influenciar a forma como a mulher se movimenta, incluindo como ela anda e, aham, dança. E quem ganha é o bolso.


Escurinho nos fazer agir desonestamente

Thiago Perin 24 de junho de 2010

Todo trabalhado na malandragem

Todo trabalhado na malandragem

No escuro, todo mundo é malandro? É o que mostra o estudo Uma Boa Lâmpada é a Melhor Policial (!), feito por três pesquisadores das universidades de Toronto (Canadá) e da Carolina do Norte (EUA). Eles fizeram uma série de testes e constataram que ambientes com pouca luz nos incentivam a agir de forma desonesta, egoísta e interesseira. Por quê? É que a penumbra deixa a gente com uma sensação psicológica de anonimato, de que estamos meio escondidos. Bem do tipo “ninguém está me vendo, então posso fazer o que quiser”.

E é escurinho de verdade, não precisa ser um breu total. Os caras identificaram esse quê de malandragem em dois cenários: quando os voluntários foram colocados em salas com algumas lâmpadas convenientemente “queimadas” (ou seja, ambientes só um pouco mais escuros do que o normal) e até quando, pasmem, usaram óculos escuros.

Em ambos, os participantes do “escuro” trapacearam, aumentaram a verdade e puxaram o tapete dos colegas em testes escritos e jogos em grupo (tudo em benefício próprio) mais do que os bem iluminados. “A diminuição da luz não teve qualquer influência real sobre o anonimato. Mesmo assim, abriu caminho para comportamentos moralmente questionáveis”, afirma o estudo.


Celular faz as pessoas fumarem menos

Thiago Perin 23 de junho de 2010

Entre a cruz e a espada?

Entre a cruz e a espada

Você fuma? Pois o bom e velho celular pode estar, bem sorrateiramente, cuidando dos seus pulmões. E nem é por causa das ondas que ele emite ou nada assim. Pesquisadores do World Bank Institute (uma organização internacional de apoio a países subdesenvolvidos) coletaram dados sobre o estilo de vida de 2.100 famílias das Filipinas em 2003 e, para comparar, de novo em 2006. Então, notaram a tendência: as famílias que tinham pelo menos um fumante e compraram pelo menos um celular nesse meio-tempo diminuíram em 33% o consumo individual de tabaco – o equivalente a um maço de 20 cigarros a menos por mês.

Por quê? É que os filipinos passaram a usar parte do dinheiro que gastariam com cigarro para pagar a conta do celular. Simples, né? Tanto que você pode pensar: “que besteira!”. Mas o World Bank diz que esse “fenômeno” pode sim ser trabalhado de forma a diminuir o número de fumantes (pelo menos nos países mais pobres). Leia o estudo completo aqui.


Música romântica deixa mulheres mais “facinhas”

Thiago Perin 21 de junho de 2010

Te dei o sol, te dei o mar pra ganhar seu coração, você é raio de saudade, meteoro da paixão...

“Você é raio de saudade, meteoro da paixão…”

Mulheres, fiquem ligadas. E homens: aproveitem! Uma equipe de psicólogos franceses (das universidades de Paris e de Brittany) reuniu 87 mulheres solteiras, entre 18 e 20 anos, para um experimento bem dos maliciosos (brincadeira, é superválido): será que uma trilha-sonora romântica deixaria as moças mais propensas a cair na cantada de um desconhecido?

Primeiro, as voluntárias (que achavam estar participando de uma pesquisa de marketing) passaram cinco minutos em uma sala de espera ouvindo: a) uma balada romântica (Je L’aime a Mourir, do francês Francis Cabrel) ou b) uma canção neutra (L’heure du The, de Vincent Delerm). Depois iam para outra sala, onde discutiam as diferenças entre duas marcas de biscoito (tudo fictício) com um entrevistador de 20 anos (descrito como “normal” – ou seja, nem especialmente bonito, nem feio). Eis que, no fim do papo, ele jogava a cantada: “Meu nome é Antoine, como você já sabe. Gostei muito de você e estava pensando se você me daria o seu telefone. Eu te ligo e a gente pode sair para um drink na semana que vem”.

Só 28% das moças que ouviram a música neutra caiu no papo. Mas quase o dobro (52%) das que esperaram ouvindo a musiquinha romântica topou o encontro e passou o telefone. O efeito foi tão significativo que o estudo foi publicado no periódico Psychology of Music com o nome Love is in the air (sabe? migre.me/QYeG). Dá pra ver a íntegra do trabalho aqui.


Feios têm mais chances de ser condenados no tribunal

Thiago Perin 18 de junho de 2010

Condenado por feiúra em terceiro grau

Condenado por feiúra em terceiro grau

Um tribunal é o último lugar onde você espera ser julgado pela aparência, né? Mas eis que, assim como o amor é cego, a justiça às vezes também pode ser. Um estudo da Universidade de Cornell, em Nova Iorque (EUA), mostrou que réus pouco atraentes (desligando o filtro politicamente correto: leia-se feios) têm 22% mais probabilidade de serem condenados do que réus bonitões. E ainda recebem sentenças mais duras: em média, 22 meses a mais na prisão.

O estudo analisou as reações de 169 estudantes de psicologia (jurados em potencial e instruídos a agir como tal) a casos reais, completos com perfil e foto dos acusados. Quando as evidências contra o réu eram fortes, a aparência não teve influência significativa. Mas quando havia ambiguidades e “buracos” nos casos, os réus de rostinho bonito tinham mais chance de serem absolvidos de cara pelos jurados. Veja mais sobre a pesquisa aqui.