O pessoal do IgNobel soltou o nome dos seus vencedores. O evento premia os maiores absurdos científicos do ano (mas que, segundo os organizadores, fazem você rir primeiro e pensar na genialidade deles depois). Listei abaixo os que achei mais divertidos, do mais legal para o menos. Escolha o seu favorito e não tente fazer isso em casa:
1 – Elena Bodnar, a mulher da foto acima, ganhou na categoria saúde pública pela sua engenhoca: um sutiã que, em questão de segundos, se tranforma em uma eficiente máscara de gás. O que, em tempos de gripe suína e silicone, pode ser muito útil.
2 – Catherine Douglas, que descobriu que vacas que têm nomes dão mais leite do que aquelas sem nome, e que por isso ganhou na categoria medicina veterinária. Essa bola a gente cantou na Super!!! Ponto pra gente.
3 – Javier Morales, que aproveitou o excesso de tequila (o cara é mexicano) para fazer diamantes, levando a categoria química. Aiaiai.
4 – E o prêmio de física (genial), que foi para pesquisadores das Universidades de Cincinnati e Harvard: por que as mulheres grávidas não entornam?
5 – Donald Unger, por levar a ciência tão a sério que estalou os dedos da
mão durante 60 anos para investigar as causas da artrite. Ganhou o IgNobel de medicina.
Em busca da sustentabilidade, a ciência se supera mais uma vez. Agora para ajudar a criar brinquedos para crianças inocentes. A foto aí de cima é de uma das peças da mostra Doing it for the Kids (fazendo pelas crianças), e é feita de placenta reciclada. Isso mesmo, pra que jogar fora, se você pode reutilizar? (Ou comer, o que preferir…). Pensando nisso, o pessoal do re design pediu uma ajuda aos homens do jaleco branco e descobriu que, se você pegar a placenta, cortar ela ao meio, jogar sal para secá-la e passar no material uma mistura de gema de ovo, ela fica bonitinha pra usar de tecido. Aí é só abusar da criatividade. Achou fofo?
Mais uma desculpa para você alongar seus minutos de sono: dormir pouco pode aumentar suas chances de ter Alzheimer, concluiu uma pesquisa feita por David Holtzman, da Universidade de Washington. Segundo ele, o comportamento pode levar o cérebro a produzir placas tóxicas, que ajudam a desenvolver a doença. Essas placas matam as células boas e impedem a "conversa" entre os neurônios.
A conclusão apareceu depois que David percebeu que essas placas aumentavam muito quando os ratos (cobaias) eram forçados a ficar acordados por mais de 20 horas diárias. O cientista disse ao site da Newscientist que dormir um período considerado regular – de oito horas por dia – já evitaria a formação das mesmas.
Já falei aqui sobre um robô sustentável que se alimentava de matéria orgânica para gerar energia. Agora, americanos desenvolveram um robô maluco que pula até cercas (de mais de sete metros), e olha que o bichinho não tem mais do que alguns centímetros de altura. Possivelmente para ser usado em conflitos, já que sua produção é patrocinada pelaDarpa – centro de pesquisas do exército americano. O que você acha sobre a ciência continuar a desenvolver equipamentos e materiais destinados exclusivamente para a guerra? Dá uma olhada na potência:
Estamos nos aproximando da 19ª edição do evento mais esperado da ciência (bizarra). O IgNobel acontece dia primeiro de outubro e celebra as descobertas mais criativas dos laboratórios do mundo todo. E esse ano a concorrência promete. Segundo a assessoria do prêmio, temos pelo menos um vencedor em cada continente.
Os vencedores da edicão passada serão homenageados.Como Deborah Anderson, que testou a Coca-Cola como substância espermicida. Os cientistas franceses que descobriram que as pulgas caninas pulam mais alto do que as felinas e Francis Fesmire, que revelou que uma massagem na região do reto pode curar soluços. Vale a pena assistir aqui, ao vivo.
Os assuntos mais bizarros do mundo das pesquisas científicas com muito bom humor.
Carol Castro
É jornalista. Gosta de filmes sem sentido, livros sem clichês, comida sem carne e ciência pra divertir. Tudo sem fanatismo. castro.g.caroline@gmail.com