Thiago Perin 3 de setembro de 2010
#mimimi
A gente sempre ouve por aí que ser feliz faz bem à saúde e que a alegria é o segredo da vida longa. Mas um estudo norte-americano vai contra a corrente e aponta que ser feliz – na infância, pelo menos – não é dos melhores cenários.
Os pesquisadores (das universidades da Califórnia, de La Sierra e de Nova Iorque) traçaram um paralelo entre o “índice de alegria” registrado na infância e a longevidade de 1.215 homens e mulheres, que começaram a ser acompanhados em 1922 (por outra equipe, lógico).
E os resultados (apesar de os caras ressaltarem que o papo é complicado e ainda precisa ser mais estudado; então, vamos com calma) foram bem impactantes: as pessoas cujo “índice de alegria” registrado aos 10 ou 11 anos de idade ultrapassava o 75 (numa escala de 0 a 100, sendo 0 = totalmente infeliz e 100 = mais feliz, impossível) mostraram-se “21% mais propensas a morrer a qualquer momento” do que os voluntários cujo o tal índice parava no 25.
“Nossa pesquisa sugere que crianças alegres tornam-se adultos mais descuidados com a própria saúde”, dizem os pesquisadores – o que cortaria fácil, fácil uns anos de vida. Entre os voluntários, os que foram happy kids tenderam a fumar e beber mais na vida adulta, além de mostrarem maior interesse em hobbies e atividades de risco (eles não detalham quais).
Leia também:
Crianças que mentem viram adultos bem-sucedidos
Somos mais felizes depois dos 50 anos
Morar em regiões pobres aumenta a felicidade
Os assuntos mais bizarros do mundo das pesquisas científicas com muito bom humor.
Carol Castro
É jornalista. Gosta de filmes sem sentido, livros sem clichês, comida sem carne e ciência pra divertir. Tudo sem fanatismo.
castro.g.caroline@gmail.com
No final das contas é tudo uma questão de equilibrio.
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tá furada essa matéria ae…não concordo…
Vou viver muiiiiiito então! [2]
Vou viver muiiiiiito então!
BOM, ESSA PESQUISA AINDA VAI SER BEM APROFUNDADA MAS VOU DAR MEU PALPITE ANTES DE CONCLUIREM: Talvez a pesquisa fale que crianças alegres sao mais danadas e correm mais riscos no futuro e as crianças mais quietas que sao serias e se consideram infelizes por nao serem como as outras ou outros motivos, sao mais racionais e aprendem com a vida e superam melhor as dores no futuro.
Acho que é isso!
é. ciência maluca mesmo, né.
Parabéns à Diana Freitas… ótimos comentários, observações… concordo plenamente o que disse… e considero “sem noção” isso!! Cientista tem cada uma!!
Muito original,agora algo para esse tipo de criança ficar satisfeita.
Concordo plenamente apenas com o comentário do Guguris Brow.
Não podemos esquecer que pesquisas são sempre próximas de resultados estatísticos corretos. Porem ela se iniciou em 1922. A vida para a atualidade é bem diferente.
Essa questão de cuidar da saúde ou não, não tem nada a ver com felicidade ou tristeza.
Acho.
Não faz sentido aqui no Brasil, aliás, muito poucos estudos nos outros países fazem sentido aqui no Brasil, o clima, a cultura é diferente, o fenômeno pode ser parecido, mas não cabe a ciência generalizá-lo para o resto do mundo.
É uma pesquisa pra aquele país específico, aqui não funciona assim.
O ruim é que aqui, quem lê acredita que também acontece, afinal é ciência, certo? Não!
Deve-se desconstruir essa idéia de que só porque foi “comprovado cientificamente” quer dizer que seja uma verdade absoluta.
Mas a pesquisa é legal.
(:
Nenhuma novidade aí.
Afinal, tornar-se um senhor do mal e dominar o mundo leva tempo!
os que viveram mais eram casados ? ou solteiros ?
[...] Quem é infeliz na infância vive mais. [...]
Fui super feliz na minha infância…AMO esportes radicais…bebo mas não fumo! e nunca me droguei! e me diz! pra quÊ eu quero viver até 100 anos? xD… e espero que minha filha seja MUUUUUUUUUUITO feliz na infância dela…é só saber direcionar a pra um lado que não seja o das drogas (que pra mim é o maior causador de mortes de pessoas cada vez mais jovens!!)
bom falar isso pras crianças que sofrem bullying..e que não foram mortas por seus colegas ou não se suicidaram.
gente, que horror.
Vive ou sobrevive mais?! Acho q tah mais pra sobrevive hein…