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Podemos esquecer um rosto, mas não esquecemos um post no Facebook

1 de agosto de 2014

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Não é nenhum segredo que é bem mais fácil lembrarmos frases simples e coloquiais do que aquelas construídas mais cuidadosamente. Você provavelmente percebeu isso logo na escola: quando seus professores explicavam a matéria de maneira informal tudo ficava muito melhor do que se você se pautasse pela linguagem formal dos livros. A novidade é que essas falas simples são mais pegajosas para o seu cérebro do que imagens do rosto de pessoas – e essa lógica também se aplica a posts no Facebook.

A conclusão é de um estudo da Universidade de Warwick, do Reino Unido, e da Universidade da Califórnia em San Diego (EUA), publicado no periódico “Memory and Cognition” no ano passado. Os pesquisadores testaram a memória de voluntários para posts no Facebook de anônimos, sem imagens e retirados de contexto, e compararam os resultados com testes de memória para frases tiradas de livros e também para rostos humanos (de pessoas desconhecidas).

No primeiro teste, a memória dos participantes para posts aleatórios do Facebook foi 150% melhor do que para frases de livros e 250% (!) melhor em relação a rostos de desconhecidos. A principal autora do estudo, Laura Mickes, ficou impressionada: “Esses tipos de lacunas no desempenho estão em uma escala semelhante às diferenças entre amnésicos e pessoas com memória saudável“, afirmou.

Uma das razões por trás disso está relacionada ao tipo de conteúdo: as atualizações do Facebook são mais fáceis de memorizar porque geralmente envolvem tipos de informação de natureza “fofoqueira”, que tendem a se espalhar mais facilmente (leia sobre isso aqui).

Christine Harris, professora da Universidade da Califórnia que também fez parte da equipe de pesquisa, explica o porquê: tanto a memória quanto o mundo social foram fundamentais para a sobrevivência ao longo da história ancestral dos seres humanos, uma vez que os outros podem ser fontes tanto de ameaças quanto de recompensas. “Portanto, faz sentido que nossas mentes seriam ajustadas para ter em especial atenção as atividades e pensamentos das pessoas e para lembrar a informação veiculada por elas“, completa.

Porém, o estudo sugere que outra coisa também está em jogo: a linguagem espontânea dos posts, sem muita edição e mais perto da fala. Testes com posts no Twitter e com comentários sob artigos de notícias on-line revelaram os mesmos resultados, indicando que não se trata apenas do tipo de informação e do fato de ser o Facebook.

Sobre esse aspecto, outro pesquisador da equipe, Nicholas Christenfeld, acredita que nossa capacidade de linguagem ainda não evoluiu completamente para processar textos cuidadosamente editados e polidos. “Pode-se ver os últimos cinco mil anos de escrita cuidadosa como uma anomalia. Tanto que as tecnologias modernas estão permitindo que a linguagem escrita retorne ao estilo casual e pessoal da comunicação pré-alfabetização. E esse é o estilo que ressoa e é lembrado”, acrescenta.

Por que a pesquisa é útil

Os resultados do estudo têm implicações importantes. Primeiro, porque ele mostra que os incontáveis posts que chegam para nós pelo Facebook não são assim tão triviais e esquecíveis: eles ficam na nossa cabeça mais do que livros de alta literatura.

Além disso, revela que a escrita mais fácil e rápida de produzir é também a mais fácil de lembrar. Saber dessas duas coisas pode ajudar na concepção de melhores ferramentas educacionais, além de serem úteis para quem trabalha na área de comunicação e publicidade.

“É claro que não estamos sugerindo livros escritos em tweets, nem que editores são inúteis, mas escritores de livros didáticos ou professores que usam o PowerPoint certamente poderiam se beneficiar do uso de uma voz mais natural”, diz Mickes.

E ela acrescenta outro ponto importante para todo mundo, independente da área em que trabalhemos: “Os resultados do estudo deveriam, no mínimo, nos fazer ver que talvez devêssemos tomar mais cuidado sobre o que postamos no Facebook, já que esses posts podem ser lembrados por muito tempo.”

 

(Via Futurity)

 

 

 


Pessoas com depressão tendem a buscar alvos abstratos – e isso não é bom

23 de julho de 2014

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Os objetivos que nós temos influenciam muito a nossa felicidade. E um novo estudo do Instituto de Psicologia, Saúde e Sociedade da Universidade de Liverpool, na Inglaterra, trouxe alguns esclarecimentos sobre esse tema.

Os pesquisadores, liderados pela psicóloga Joanne Dickson, pediram a voluntários com e sem depressão que fizessem uma lista de objetivos pessoais que gostariam de alcançar em um prazo curto, médio e longo. Depois, os alvos foram categorizados de acordo com quão específicos eram. “Ser feliz”, por exemplo, é algo geral, enquanto algo como “escrever duas páginas de Word por dia” é um alvo bem mais específico.

Os resultados mostraram que, embora tanto os voluntários que tinham depressão quanto os que não tinham a doença tenham listado o mesmo número de objetivos, os depressivos listaram alvos que não só eram mais generalistas, mas também mais abstratos. Além disso, esse grupo tinha propensão muito maior a dar motivos não específicos para alcançá-los.

“Nós sabemos que a depressão está associada a pensamentos negativos e a uma tendência a generalizar demais a coisas, especialmente em relação a si mesmo e às suas memórias do passado”, diz Joanne Dickson. “Este estudo, pela primeira vez, mostrou que essa característica também engloba objetivos pessoais”, completa.

O problema disso é que ter metas muito amplas e abstratas pode manter e agravar a depressão. “Nós descobrimos que faltava foco nos alvos que as pessoas com depressão clínica listaram, tornando mais difícil a sua realização e, assim, gerando cada vez mais pensamentos negativos”, diz a autora. Não é difícil entender o porquê: metas ambíguas são mais difíceis de se visualizar, o que, por sua vez, pode levar a uma redução da expectativa de realizá-las – o que resulta em menor motivação. Em outras palavras: você não sabe exatamente o que quer, nem por que quer, só tem uma ideia geral. E esse negócio é tão nublado que você não consegue realmente se ver lá, então se desanima e nem tenta muito. Só que aí, vendo que a coisa realmente não está rolando como queria, você fica ainda mais desanimado – e vai se esforçar ainda menos. O resultado é um ciclo de negatividade que só vai piorando e, para os depressivos, é especialmente difícil escapar dele.

Para os pesquisadores, esses resultados podem favorecer o desenvolvimento de novas formas eficazes de tratamento da depressão. “Ajudar as pessoas deprimidas a definir metas específicas e gerar razões específicas para a realização do objetivo pode aumentar suas chances de realizá-los, o que poderia quebrar esse ciclo de negatividade”, diz Dickson.

(Via Medical Xpress)


Ter muitos motivos para alcançar um objetivo faz mal para a sua motivação (!)

14 de julho de 2014

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Uma escola militar acaba de receber uma nova turma de alunos. Alguns deles estavam ali porque sempre tiveram vontade de servir seu país; outros, embora tivessem esse desejo, também foram atraídos pelo status e bons salários. Qual dos dois grupos você acha que seria mais bem-sucedido na escola e na carreira militar? Embora possamos ser levados a acreditar que ter vários motivos para fazer algo seja melhor do que ter um só, uma pesquisa de proporções respeitáveis concluiu que o primeiro grupo foi o que obteve maior sucesso.

O estudo em questão, publicado recentemente no periódico “Proceedings of the National Academy of Sciences”, foi feito por pesquisadores da Universidade de Yale e do Swarthmore College. Eles acompanharam 10.238 cadetes da Academia Militar de West Point dos Estados Unidos por um período de uma década (!), analisando os motivos por que eles haviam decidido ir para lá, sua performance acadêmica e seu sucesso e longevidade na carreira militar.

Realizar esse estudo por tanto tempo permitiu fazer algo que não havia sido muito explorado em outros experimentos sobre o tema: diferenciar os tipos de motivação envolvidos nas ações dos voluntários. “Parece óbvio e inegável que, se a pessoa tem dois ou mais motivos para fazer alguma coisa, ela será mais propensa a fazê-la, e vai fazê-la melhor, do que se só tivesse um”, diz o estudo. “(…) Porém, essa lógica deixa passar o fato de que, na vida real, as pessoas aparecem com múltiplas razões para quase qualquer ação – frequentemente ações muito mais significativas do que aquelas alcançadas por estudos experimentais de motivação”, completa. Além disso, estudos feitos até então envolvem motivos que, além de muitas vezes serem específicos e ligados a fatores externos, são temporários. Portanto, sua aplicabilidade na vida real pode ficar comprometida.

Neste trabalho, os autores diferenciaram dois tipos de motivação: os extrínsecos ou instrumentais, que vêm de fatores externos ao indivíduo, e os intrínsecos, que são internos e ligados a gostos pessoais. Um cara que sonha em ser um astro do rock para ter fama, dinheiro e garotas é movido por motivações extrínsecas; alguém que está nessa principalmente porque ama fazer música é movido por motivações intrínsecas. E ficou comprovado que, embora ter metas seja, de forma geral, algo positivo, ter motivos instrumentais para alcançá-los pode enfraquecer os efeitos positivos da motivação interna, prejudicando a persistência e o desempenho – pelo menos em contextos de educação e carreira a longo prazo.

Diferentes formas de encarar o trabalho

O artigo dos pesquisadores contesta a ideia popular de que, se formos pagos para fazer uma atividade de que gostamos, passaremos a odiá-la. “A maioria dos contextos em que as pessoas operam oferecem múltiplos resultados para a sua performance. Estudantes diligentes aprendem e também conseguem boas notas. Médicos aliviam o sofrimento das pessoas e também podem conseguir dinheiro e status. Entre os cadetes analisados, persistência e esforço levariam à excelência enquanto oficiais e também a carreiras materiais bem sucedidas. É difícil imaginar uma atividade humana que não tenha consequências instrumentais, materiais”, escrevem eles. Sim, mas vamos combinar aqui que, embora isso possa não ser a razão por que nos levantamos para ir trabalhar todos os dias, ter dinheiro e status trazem privilégios que facilitam a vida. E agora? Eles respondem: “Só porque essas atividades têm os dois tipos de resultados não significa que as pessoas tenham necessariamente os dois tipos de motivação. (…) Nós enfatizamos o impacto negativo de motivos instrumentais sobre os efeitos dos motivos internos, mas, colocando de outra forma, também podemos dizer que motivos internos ajudam a conter o efeito negativo dos efeitos instrumentais”.

Ou seja, depende do que você coloca como o mais importante. A forma como se encara a atividade profissional faz toda a diferença: ela pode ser vista simplesmente como um trabalho, como uma carreira ou como uma vocação. Estudos anteriores concluíram que pessoas que encaram como uma vocação encontram mais satisfação e fazem um trabalho melhor do que os outros dois tipos. E algo importante que difere a “vocação” dos demais é a relativa insignificância de fatores instrumentais para determinar por que as pessoas estão trabalhando. Em vez disso, elas focam no sentimento de realização que obtêm daquela atividade, o que geralmente vem acompanhado da sensação de que se está contribuindo para a vida de outras pessoas de uma forma significativa.

Leia o estudo: “Múltiplos tipos de motivos não multiplicam a motivação de cadetes de West Point”


Somos péssimos em detectar flertes

3 de julho de 2014

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Se você é ruim em perceber quando é alvo de um flerte, fique tranquilo: a maioria das pessoas não sabe também. Somos bem melhores em perceber quando os outros não estão interessados. Essas foram algumas das conclusões que Jeffrey Hall, um professor de estudos da comunicação da Universidade do Kansas, obteve em seu estudo recente sobre a paquera.

Para isso, ele e seus colegas formaram 52 pares (um homem e uma mulher) de estudantes universitários solteiros e heterossexuais que não se conheciam previamente. Cada dupla foi para uma sala e teve entre dez e doze minutos para conversar a sós, pensando estar participando de um estudo sobre primeiras impressões. Depois da conversa, cada um respondeu um questionário em que, entre outras coisas, tinha de dizer se havia paquerado o seu par e se achava que havia sido paquerado por ele. O resultado? Mais de 80% dos voluntários  estavam certos quando diziam achar que o outro não estava interessado, mas foram muito menos bem-sucedidos em detectar quando estavam de fato sendo desejados: só 36% dos homens julgaram corretamente, e entre as mulheres o índice foi ainda menor: 18%.

Por que é difícil perceber o flerte

A dificuldade em perceber um flerte persiste mesmo entre quem está de fora só observando. O autor pediu a mais de 250 pessoas para que assistissem a seis vídeos de um minuto com as interações dos pares do primeiro estudo, mostrando apenas uma pessoa de cada vez. Os observadores não foram mais eficientes em perceber o que estava acontecendo do que aqueles que haviam participado da interação. Quando a paquera não havia acontecido, eles foram precisos em 66% dos casos. Quando rolava um clima, só 38% o identificaram.

A menor taxa de precisão foi encontrada em mulheres ao observar os homens: elas identificaram corretamente o flerte em apenas 22% das vezes. E ambos os sexos tiveram mais facilidade em detectar quando a paquera vinha da parte feminina. Segundo o autor do estudo, isso não se deve a qualquer tipo de “intuição” que os homens tenham melhor que as mulheres, mas sim ao fato de que elas talvez sejam um pouco mais claras se estão interessadas ou não.

O fato é que “o flerte é um comportamento difícil de perceber”, diz Jeffrey. “Se você acha que alguém não está interessado em você, provavelmente está certo. Mas, se alguém estiver, é bem provável que você nem tenha percebido”. Para ele, um dos motivos dessa dificuldade é o fato de as pessoas não costumarem mostrar seu interesse de formas óbvias porque não querem se sentir envergonhadas. Mas não é só isso: “A maioria das pessoas, na maioria dos dias, não dá em cima de todo mundo que encontra, embora alguns façam isso. Então você simplesmente não assume que todos estão te querendo”, diz ele, numa tradução livre da autora deste blog.

Esteja aberto

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Jeffrey conta que, no primeiro estudo, houve casos em que tanto o homem quanto a mulher revelaram ter flertado um com o outro, mas nenhum dos dois percebeu. “Oportunidade perdida!”, comentou. É claro que precisamos levar em conta diferenças culturais e ambientais: ele foi feito nos Estados Unidos, com estudantes universitários que pensavam estar participando de um estudo sobre primeiras impressões. Mas as conclusões são muito razoáveis – quem de nós nunca esteve lá?

Para evitar esse vacilo, pelo menos agora você já sabe: não seja tão sutil, já que seu alvo provavelmente nem está percebendo suas intenções. (É claro que não estamos falando de trogloditas que chegam pegando pelo braço etc. Se for o seu caso, pare e recomece do zero porque está tudo errado). Por outro lado, o conselho do professor é também estar aberto à possibilidade de outros estarem flertando com você, especialmente em locais onde a paquera é comum, como uma festa ou bar (mantendo o devido bom senso, é claro).

O estudo foi publicado no periódico Communication Research.

 


O segredo das amizades que duram

30 de abril de 2014

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O que faz com que as pessoas virem amigas? E por que algumas amizades duram e outras não? Um artigo do site Psychology Today reuniu alguns estudos que trazem bons esclarecimentos sobre o tema. Os pontos principais, bem práticos, estão listados a seguir:

Condições para começar uma amizade

Além de alguns fatores básicos, como ter contato com a pessoa com alguma regularidade (afinal, assim temos mais chance de conhecê-la melhor e aprofundar nossos laços) e ter coisas em comum, dois aspectos são fundamentais para que se passe do posto de conhecido para o de amigo:

1. Disposição de se abrir.  

Segundo Beverley Fehr, pesquisadora da Universidade de Winnipeg e autora do livro “Friendship Processes”, o que determina que passemos de meros conhecidos a amigos é a disposição de se abrir e revelar coisas mais pessoais ao outro – e isso precisa vir dos dois lados. “Nos estágios iniciais da amizade, isso tende a ser um processo gradual. Uma pessoa aceita o risco de revelar uma informação pessoal e ‘testa’ se a outra faz o mesmo”, diz ela. Aqui, a reciprocidade é essencial para a coisa funcionar, porque leva a outra condição importante:

2. Intimidade.

De acordo com a pesquisa de Fehr, pessoas com boas amizades envolvendo o mesmo sexo têm uma boa compreensão do que envolve a intimidade: elas sabem se abrir e expressar suas emoções, sabem o que dizer quando o amigo lhes conta algo e respeitam os limites – entendem, por exemplo, que sinceridade não significa falar tudo o que lhes vêm à cabeça, especialmente no que se refere a opiniões sobre a vida e os gostos do outro. Até porque outras condições apontadas foram aceitação, lealdade e confiança. Essas qualidades foram consideradas mais importantes do que ajudas práticas, como emprestar dinheiro.

Por que algumas amizades duram e outras não?

Ok, entendemos o que dá aquele pontapé inicial às amizades. Mas há outro fator, descoberto pelas psicólogas sociais Carolyn Weisz e Lisa F. Wood, da Universidade de Puget Sound, em Tacoma, Washington, que é fundamental para fazer com que as nossas relações durem: o apoio à nossa identidade social. Em outras palavras, procuramos amigos que entendam e validem a ideia que temos sobre nós mesmos e sobre o nosso papel na sociedade ou grupo de que fazemos parte – o que pode estar associado à religião, etnia, profissão ou mesmo participação em algum clube.

Para chegar a essa conclusão, elas acompanharam um grupo de estudantes universitários por anos durante toda a sua graduação, sempre pedindo a eles que descrevessem níveis de proximidade, contato, apoio geral e apoio à identidade social que sentiam em relação a amigos do mesmo sexo. A conclusão foi que todos esses fatores ajudaram a predizer se a amizade seria mantida ou não. Mas um único fator pôde predizer quem seria elevado à posição de melhor amigo: a pessoa, nesses casos, era parte de um mesmo grupo (fraternidade, time etc.) ou pelo menos apoiava e reafirmava o papel do amigo dentro desse grupo. Um cristão podia ter como melhor amigo alguém que não tivesse religião, desde que esse amigo apoiasse sua identidade como cristão. E, como temos vários papeis na vida, é mais provável que nosso melhor amigo esteja ligado ao papel que é mais importante para nós, que melhor representa a nossa identidade.

Por que escolhemos assim os amigos? Segundo o estudo, além de isso estar relacionado a níveis maiores de intimidade e compreensão, também envolve o aumento da autoestima. Esse senso de identidade que influencia até o comportamento de viciados em drogas. Outro estudo de Weisz concluiu que as pessoas eram mais propensas a se livrar de seus vícios depois de três meses quando sentiam que seus papéis sociais e senso de identidade entravam em conflito com o uso de drogas.

Nossas identidades sociais são tão importantes para nós que estamos dispostos a ficar com as pessoas que apoiam a nossa identidade social e nos afastar daqueles que não fazem isso. Podemos até mudar de amigos, quando os antigos não apoiam nossa visão atual de nós mesmos”, diz o artigo do Psychology Today. “A sabedoria popular diz que escolhemos os amigos por causa de quem eles são. Mas acontece que nós realmente os amamos por causa da maneira como eles apoiam quem nós somos.”

Como manter a amizade

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De acordo com Debra Oswald, psicóloga da Universidade de Marquette (em Wisconsin, EUA), que estudou o relacionamento entre voluntários que estavam no ensino médio e seus melhores amigos, há quatro comportamentos básicos necessários para manter o vínculo – que valem para todo mundo, não importa se você tem 15 ou 70 anos.

Os dois primeiros são pontos que exploramos bastante até agora: tomar a iniciativa de se abrir e apoiar nossos amigos. O terceiro ponto é a interação. Não importa se o amigo é seu vizinho ou mora em outro continente: você precisa estar em contato com ele, seja escrevendo, conversando ao telefone, visitando. Felizmente, com a internet, a proximidade física tem pouco efeito sobre nossa capacidade de manter uma amizade.

Por fim, é importante ser positivo. Precisamos nos abrir com nossos amigos, mas isso não significa que está tudo bem ficar choramingando por horas e só ver o lado negativo de tudo. É claro que faz parte de ser amigo segurar a onda durante os perrengues da vida, mas, no final das contas, a intimidade que faz com que uma amizade prospere deve ser algo agradável e que faça bem para os dois lados.


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