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Aprender uma segunda língua ajuda a retardar em quase cinco anos o surgimento de demência

8 de novembro de 2013

Athlete Summit

Quer manter seu cérebro são e eficiente por muito tempo? Aprender uma segunda língua pode ser uma boa. Pesquisadores da Universidade de Edimburgo (Reino Unido) e do Instituto de Ciências Médicas de Nizam em Hyderabad (Índia) descobriram que falar mais de uma língua ajuda a retardar em quase cinco anos o surgimento de demência – e se mostrou mais eficiente do que o efeito de remédios.

Para chegar a essa conclusão, os pesquisadores acompanharam quase 650 pessoas com demência na Índia, das quais 60% eram bilíngues. Aquelas que falavam mais de uma língua desenvolveram a doença 4,5 anos mais tarde que a média daqueles que só falavam uma (aos 65 anos, contra 61). O atraso variava entre três anos para a doença de Alzheimer e seis anos para a demência frontotemporal.

E a vantagem de ser bilíngue valia inclusive para pessoas analfabetas que não haviam frequentado a escola, o que indica que o efeito não é causado por diferenças na educação formal. Além disso, quem falava mais de duas línguas não teve vantagens sobre quem falava apenas duas.

Outras pesquisas haviam apontado educação, gênero, ocupação e local de moradia (se a pessoa vive no campo ou cidade) como fatores que poderiam influenciar o aparecimento da demência. Este, no entanto, foi o maior estudo a medir o impacto exclusivo do bilinguismo em relação à doença.

Exercício cerebral

Os pesquisadores acreditam que as trocas entre diferentes sons, palavras, conceitos, estruturas gramaticais e normas sociais que os falantes de duas ou mais línguas diferentes precisam fazer acabam sendo uma forma natural de treinamento do cérebro, provendo uma espécie de “reserva cognitiva” que tende a ser mais eficaz do que qualquer treino artificial, como jogos e outros exercícios. Mas outros estudos são necessários para que se entenda melhor como isso acontece.

“Estes resultados sugerem que o bilinguismo pode ter uma influência mais forte sobre a demência do que as drogas atualmente disponíveis. Por isso, o estudo da relação entre bilinguismo e cognição é uma das nossas prioridades agora”, disse Thomas Bak, da Universidade de Edimburgo.

(Via PsyPost)

 


Livro traz testemunhos de genocídio no maior hospício do Brasil

4 de outubro de 2013

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Não, esta não é a foto de um campo de concentração nazista – mas chega perto. É um hospício em Barbacena, Minas Gerais, onde morreram mais de 60 mil pessoas. (Foto: Luiz Alfredo/O Cruzeiro)

O conto “Sorôco, sua mãe, sua filha”, um dos mais tristes e bonitos do livro “Primeiras Estórias” (1962), de Guimarães Rosa, fala de um trem com grades na janela que “ia servir para levar duas mulheres, para longe, para sempre”: a mãe e a filha, ambas com problemas mentais, de um homem viúvo chamado Sorôco.

 “A hora era de muito sol – o povo caçava jeito de ficarem debaixo da sombra das árvores de cedro. O carro lembrava um canoão no seco, navio. A gente olhava: nas reluzências do ar, parecia que ele estava torto, que nas pontas se empinava. O borco bojudo do telhadilho dele alumiava em preto. Parecia coisa de invento de muita distância, sem piedade nenhuma, e que a gente não pudesse imaginar direito nem se acostumar de ver, e não sendo de ninguém. Para onde ia, no levar as mulheres, era para um lugar chamado Barbacena, longe. Para o pobre, os lugares são mais longe.”
(“Sorôco, sua mãe, sua filha”, do livro “Primeiras Estórias”, de Guimarães Rosa)

A despedida entre o homem e as duas únicas pessoas que ele tinha na vida, e que nunca mais veria novamente, comove a todos os que estavam acompanhando a cena. Aquele “trem de doido” existia de verdade: ele cruzava o interior do país levando pessoas consideradas doentes mentais para um hospício conhecido como Colônia, em Barbacena (Minas Gerais), o maior do Brasil – e o cenário de um terrível genocídio que durou décadas. Mais de 60 mil pessoas morreram ali.

A jornalista Daniela Arbex resgatou a história para o jornal “Tribuna de Minas” em 2011 e, pouco depois, foi mais fundo e escreveu o livro “Holocausto Brasileiro” (Geração Editorial), que traz o testemunho de ex-funcionários do Colônia e de pessoas que passaram décadas internadas ali e hoje vivem em residências terapêuticas na região.

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Fotos:  Luiz Alfredo/O Cruzeiro

A instituição foi criada pelo governo estadual em 1903 e começou a ficar superlotada a partir de 1930. Em 1960, havia 5 mil pessoas vivendo onde cabiam 200. Chegando lá, elas eram forçadas não só a abrir mão de sua identidade, mas também de sua condição humana. Recebiam outro nome, eram obrigadas a se vestir com trapos (e muitas vezes tinham de andar nuas mesmo durante os invernos frios da região), dormiam em camas de capim em meio à completa imundície, bebiam água do esgoto, passavam fome (e, quando comiam, eram refeições que talvez nem animais encarassem), apanhavam, levavam choques elétricos sem qualquer prescrição médica (e sem qualquer cuidado no procedimento, o que provocou a morte de muita gente) e alguns sofriam lobotomia, para ficar numa descrição sucinta.

Daquelas pessoas, 70% não tinham nenhuma doença mental – na verdade, até o fim dos anos 50, nem médico havia naquele hospício. Muitos foram parar ali simplesmente por terem sido pegos sem documento, ou por serem alcoólatras, pobres, homossexuais ou militantes políticos. Havia também adolescentes que tinham engravidado e foram rejeitadas pela família. Uma mulher passou décadas internada porque andava “muito triste”. Basicamente, era um lugar para “livrar” a sociedade de quem quer que fosse indesejado.

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Foto:  Luiz Alfredo/O Cruzeiro

E quem entrava não saía mais. Com as péssimas condições do lugar, houve uma época em que pelo menos 16 pessoas morriam diariamente ali. Os corpos eram vendidos ilegalmente para universidades: mais de 1850 foram vendidos para 17 faculdades de medicina do país entre 1969 e 1980. Só a Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) comprou 543. Quando não havia comprador, os corpos eram decompostos em ácido no pátio do hospício, diante dos outros internos.

Algumas pessoas tentaram denunciar o que estava acontecendo ali, mas sem sucesso. As autoridades eram omissas e a comunidade médica reprimia os profissionais que tentavam fazer alguma coisa. Nos anos 60, a revista “O Cruzeiro” fez uma matéria com fotos (tiradas pelo fotógrafo Luiz Alfredo – algumas das quais estão reproduzidas aqui) denunciando as condições do lugar e chocou o país – mas o tema logo caiu no esquecimento. Só quase 20 anos depois é que outros veículos passaram a se manifestar novamente, atraindo a atenção de nomes importantes da psiquiatria e dando força à reforma psiquiátrica no país, que visava acabar com a lógica das internações de longa permanência. A ideia era dar um tratamento mais digno aos pacientes com transtornos mentais, garantindo cuidados que permitissem a eles se integrar à sociedade em vez de promover o isolamento em hospitais psiquiátricos. Graças a essa reforma, o Colônia mudou e está para ser desativado, bem como outros manicômios. O livro de Daniela Arbex também fala sobre essa luta.

 

 


Suas convicções pessoais são mais flexíveis do que você pensa

1 de outubro de 2013

Geralmente gostamos de pensar que somos pessoas de fortes convicções morais e opiniões bem embasadas. Mas um experimento mostrou, de um jeito até bem bobo, que a verdade não é bem essa.

O cientista cognitivo Lars Hall, da Universidade de Lund, na Suécia, pediu para que 160 voluntários preenchessem um questionário de duas páginas em que precisavam dizer se concordavam ou não com 12 frases com considerações morais sobre vários temas, da prostituição ao conflito entre Israel e Palestina.

Mas havia um truque: escondidas por baixo das afirmações da primeira página havia outras – duas delas significando exatamente o oposto do que diziam as de cima. Por exemplo, se uma se dizia a favor da espionagem governamental de e-mails pessoais de cidadãos para combater o crime e o terrorismo, a outra se dizia contra. Além disso, a prancheta usada para segurar as páginas tinha um pouco de cola na parte de trás. Assim, quando se virava a primeira página do questionário para preencher a segunda, as perguntas de cima grudavam na prancheta, revelando as afirmações de baixo – mas mantendo intactas as respostas marcadas pelos voluntários.

Depois de responder tudo, eles tiveram de ler em voz alta três das afirmações – incluindo as duas que haviam sido alteradas, e explicar por que haviam dito que concordavam ou discordavam delas. O resultado foi que 53% dos participantes não apenas não notou as mudanças nas afirmações como ainda argumentou fortemente por uma posição que era o oposto do que eles pensavam no início. Quem disse inicialmente concordar com a espionagem de e-mails, por exemplo, argumentou contra isso quando os pesquisadores os fizeram pensar que eles haviam dito que eram contra.

Em outras palavras, o estudo (publicado mês passado na revista PLoS ONE) provou que, se você é enganado de modo a achar que acredita em algo, será capaz de encontrar suas próprias razões para endossar essa opinião.

Os autores já haviam identificado esse efeito – que eles chamam de “choice blindness”, ou algo como cegueira da escolha – em outras áreas como o gosto e cheiro de coisas e escolhas estéticas. Isso mostra, para Hall, quão abertas e flexíveis as pessoas na verdade são. Agora, a ideia é usar esse método de “trapaça” para testar a firmeza de opiniões sobre temas mais presentes no dia a dia dos voluntários.

(Via Nature).


Como ser um tímido profissional

10 de setembro de 2013

Um dos posts de maior sucesso deste blog foi o que falava sobre pessoas que ficam vermelhas facilmente. Pela repercussão, dá para supor que parte considerável dos leitores da SUPER seja do tipo tímido e/ou introvertido. Pode ser que vários de vocês que me leem agora já tiveram que aturar pessoas chatas expansivas cheias de boa vontade pressionando-os para falar, se abrir, participar mais de conversas interessantíssimas, ser menos ~~antissociais~~.

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A repórter que vos escreve, que nem era a mais quieta da turma, já sofreu um pouco com isso quando estava na escola, sem nunca ter entendido o que havia de errado em ser assim. Mas sem mágoas nem recalques: com o tempo a gente aprende a lidar melhor com as coisas e problemas do tipo ficam no passado. PORÉM, é difícil não se empolgar quando chega para você um livro chamado “Manual de Sobrevivência dos Tímidos” (Editora Lote 42), do quadrinista carioca (e tímido) Bruno Maron (dono do blog Dinâmica de Bruto).

Já adianto que o livro está bem longe de ser autoajuda – na verdade, trata-se mais de uma ironia sobre os perrengues dos tímidos, causados tanto por fatores internos (já que o tímido “é todo trabalhado na autocrítica e não se contenta com nada abaixo da perfeição – mas, ele próprio, nunca está à altura dos acontecimentos, é assediado o tempo inteiro pelo pessimismo e pelo complexo de inferioridade e está sempre precisando se isolar socialmente”) quanto por fatores externos (como os parentes chatos te chamando para interagir em festas). O “Manual” traz capítulos ilustrados explicando como funciona um tímido (esse ser que “sempre acha que o mundo está o observando, apenas esperando que cometa seu próximo deslize” e acredita piamente que “tudo o que está agradável guarda em si uma pulsão catastrófica que cedo ou tarde provocará o estrangulamento de seu dia mais feliz”) e dá umas dicas para a fuga de encontros e para aquelas socializações inevitáveis.

Portanto, não espere encontrar conselhos de como se livrar da timidez. A ideia é bem o oposto disso: é mostrar para os tímidos que ainda não saíram do armário que não há razão para invejar as almas extrovertidas e eloquentes. “Tímidos geralmente são bons observadores e sabem que metade das pessoas que fazem propaganda em excesso está com caroço de feijão no dente”, diz o livro. Além do mais, o tímido não é um cliente especial do azar: “A vida é uma piada de mau gosto para qualquer pessoa em qualquer lugar do mundo, sem discriminações”. O lance é parar de se sentir inferior parando de levar todo mundo (incluindo você e o seu chefe e a pessoa que você quer pegar) tão a sério.

Depois de ler o livro, bati um papo com o Bruno – por e-mail, como bons tímidos que somos – para saber mais sobre como e por que ele foi feito:

Vi uma entrevista em que você disse que sua formação em design foi equivocada. Por que acha isso? E qual seria a formação certa pra você?

Disse isso porque nessa época eu estava com o desejo completamente descompassado das urgências acadêmicas. Foi o auge da minha timidez e deslocamento social, às vezes passava uns três dias seguidos sem abrir a boca, eu tava muito sombrio. Acho que não consegui travar diálogo com nenhuma mulher da faculdade, por exemplo. Deveria ter feito um intercâmbio, virado um artista de rua ou ter sido preso, menos fazer design. Se pudesse voltar no tempo, faria belas artes, filosofia ou letras.

 

Quanto tempo você levou para fazer o livro? As dicas que estão ali foram fruto de anotações ou algo assim que foi colecionando ao longo do tempo ou você chegou a elas de uma vez só?

Esse livro foi todo picado. Fiz uma versão horripilante dele em 2002 como projeto final da minha faculdade de design. Quando vi o resultado final, fiquei achando que aquilo poderia ser feito com mais consistência e engavetei o projeto. Ao longo dos últimos anos fui coletando experiências minhas e de outras pessoas tímidas que fui esbarrando na vida. Quando constatei a quantidade de besteira que tinha escrito, percebi que já era possível reunir o material e lançar um livro de verdade, e não aquele farelinho de ressentimento feito nas coxas.

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Você diz que sempre se sentiu deslocado. Como lida com isso agora?

Dramatizo demais. Na verdade eu sempre fui gregário, sempre tive minhas patotas. O deslocamento é mais em relação aos modos de vida dominantes, aos modismos, cartilhas, itinerários oficializados e consagrados pelas vozes mais ativas do jogo social. Passei bastante tempo me penitenciando por não conseguir me adequar, hoje em dia acho graça disso tudo, mas admito que a desintoxicação é um trabalho diário.

 

Você faz questão de frisar que não quer ensinar os tímidos a deixarem de ser tímidos – o que é bom, porque crescemos num mundo que considera a timidez um defeito. Pra você, essa característica chega a ser uma qualidade?

A proatividade, tão alardeada pelo mundo contemporâneo, combina muito mais com os extrovertidos. No mundo da urgência e da velocidade, fica mais complicado ser paciente com a timidez. Existe sim, um charme tímido. Mas infelizmente me parece que o Chico Buarque detém o monopólio desse charme tímido, algo em torno de 97%. O lance é investir nesse resíduo de charme.

 

O livro menciona o desastre que é a relação entre dois tímidos. Rola algum trauma que você gostaria de compartilhar com o pessoal de casa?

Putz, eu já namorei uma menina muito tímida, quando eu também era muito tímido. Rolava muito aquela cena patética dos dois sentados num restaurante, um olhando pra cara do outro, sem ter o que falar. Hoje em dia, com a explosão do iPhone, essa cena já foi normatizada, basta olhar dentro de qualquer restaurante: cada um fica olhando pro próprio iPhone, de vez em quando rolam uns murmúrios. Quero ver fazer isso sem iPhone, era dureza, viu?

 

Você disse que escrever um livro o ajudou a lidar melhor com a timidez. Eu acredito que a autoironia é uma coisa legal. Aprendi a lidar com a minha timidez graças a ela, que me fez parar de me levar tão a sério. Foi algo assim que aconteceu com você e o livro? Ou você aprendeu foi a ironizar os outros mesmo?

As duas coisas. Parto do princípio de que para sacanear o mundo você tem que ter a decência de se sacanear primeiro. Daí alguém poderia dizer que isso é uma falsificação do pensamento para legitimar todo tipo de escárnio, uma estilização diversionista que no fundo só quer proteger o ego. A verdade é que por mais cuidadoso que você seja no exercício da crítica humorística, sempre haverá brecha para alguém te criticar. É muito conveniente você se abalar apenas com a sua autocrítica, acho isso covarde. Gosto quando alguém me aponta o dedo na cara e eu fico desconcertado por dentro. Ainda sim alguém pode dizer que eu digo que gosto de ser criticado pra disfarçar que eu não gosto de ser criticado. Percebe? Vira um fractal de cinismo… Sacanear a si e o mundo demandam uma honestidade absoluta.

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Quando vale mais a pena se esconder e quando é melhor tentar enfrentar a timidez?

A timidez é tipo um colesterol: tem a boa e a ruim. A timidez ruim é aquela que paralisa, que te coagula socialmente. A timidez ruim faz você perder boas oportunidades em todos os setores da vida. Por outro lado, a timidez boa é aquela que te livra de pequenas misérias do dia-a-dia. Daí vale a pena se esconder sim.

 

Você é daqueles tímidos que preferem resolver tretas por e-mail ou chat online ou não tem problemas em falar pessoalmente?

Essa entrevista, por exemplo, era pra ser feita pessoalmente e eu fugi, né?  (risos)

 

Você já sofreu ou ainda sofre pressão para ser menos tímido?

A pressão é interna, ninguém nunca mais veio me falar coisas do tipo: “pô cara, tu é muito caladão”. Eu odiava isso e fui me tornando muito mais comunicativo nos últimos anos, mesmo usando meus truquezinhos vagabundos. Me pressiono a ser mais expansivo pra correr atrás de trabalho, por exemplo.

 

Já chegou a usar as dicas que coloca no livro?

Eu nunca frequentei incêndios nem desaprendi meu idioma, são dicas muito ousadas. Me perder na praia pra sempre foi uma coisa que sempre sonhei mas nunca tive coragem de fazer. Acabo usando aquelas mais triviais mesmo. A que eu uso MUITO se chama PERGUNTA SONSA. A pessoa comenta algo comigo e eu repito a frase exatamente igual adicionando apenas um “é?”.

 

Quando você sentiu que chegou num ponto aceitável da timidez? E o que falta superar nela?

O álcool desinfetou minha timidez, sorte que não virei alcóolatra. O resto de timidez que sobrou eu tento converter em charme, se o Chico Buarque me permitir.

 

Você já começou a ficar de saco cheio tendo que ficar respondendo perguntas sobre a sua timidez?

A timidez é um assunto que – em decorrência de sua própria natureza – implora para não ser debatido. A timidez sente vergonha de ser timidez, desenvolveu uma espécie de autodepreciação sustentável. Investi nela por pura petulância, queria saber o quanto eu poderia extrair desse bagaço. E não é que saiu mais uma entrevista? (risos).


Vídeo testa a idade dos seus ouvidos

14 de agosto de 2013

A maioria das pessoas provavelmente tem consciência de que a audição vai se deteriorando com o tempo, certo? Mas costumamos abstrair isso e continuamos ouvindo música alta, parando ao lado das caixas de som de shows para sentir mais ~~emoção~~ etc. Então vale a pergunta: a sua audição equivale à de uma pessoa de quantos anos? Será que possíveis excessos já estão fazendo diferença?

Dá para descobrir isso com um teste bem simples feito pelo canal do YouTube AsapSCIENCE.  O vídeo (em inglês) traz uma série de sons de diferentes frequências que dependem, para serem ouvidos, de pequenas células ciliadas localizadas dentro do ouvido. Quanto maior a frequência, mais agudos eles são – e mais difíceis de serem detectados também. É por isso que, à medida que ficamos velhos, temos mais dificuldade de ouvir conversas, já que vozes humanas são sons mais agudos.

Se consegue ouvir todos os sons do vídeo, você tem a audição de um bebê – então parabéns. Se não conseguiu, nada de desespero. Perder um pouco da sua capacidade auditiva é normal e às vezes decorre de fatores que podem ser revertidos.

Mas façam o teste e depois me contem: quantos anos têm seus ouvidos? Os meus já têm mais de 30. :/

 

Link de matéria antigona da SUPER para saber mais:
- Hábitos que fazem mal ao ouvido

 

(Via Mashable)

 


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