Pessoas que ficam vermelhas facilmente são mais generosas e inspiram mais confiança

Por Atualizado em 14/10/2011

Se você é do tipo que fica vermelho e sem graça por qualquer coisa, provavelmente não vê isso como uma virtude e às vezes até sente que todo mundo te acha meio bobo (experiência própria aqui), não é? Se for assim, temos duas boas notícias. A primeira é: não só as pessoas não te acham bobo, como ainda te acham mais confiável. E a segunda: na verdade, não se trata de apenas parecer mais virtuoso – um estudo publicado no Journal of Personality and Social Psychology (publicação Associação Americana de Psicologia) mostrou que pessoas assim são mais generosas e realmente merecem a confiança dos outros.

“Níveis moderados de constrangimento são sinais de virtude“, disse Matthew Feinberg, um estudante de doutorado em psicologia na Universidade da Califórnia em Berkeley e principal autor do estudo. “Nossos dados sugerem que isso é uma coisa boa, e não algo contra o qual você deve lutar.” Segundo ele, o constrangimento moderado que surge sem ter motivo é uma assinatura emocional das pessoas em quem se pode confiar.

Segundo Feinberg, isso é positivo tanto nos negócios, já que essas pessoas também inspiram maior cooperação dos outros, quanto na vida amorosa: indivíduos que se constrangiam mais facilmente relataram níveis mais elevados de monogamia.

Só não podemos confundir isso com a vergonha exagerada que caracteriza a fobia social, nem com a vergonha decorrente de um erro moral que tenhamos cometido. Essas emoções têm uma natureza diferente. O constragimento que estava sendo estudado vem naturalmente e está associado a pessoas com a consciência limpa que, mesmo sem motivo, ficam sem graça com certas coisas. Os gestos demonstrados são diferentes também: segundo os pesquisadores, enquanto o gesto mais típico de embaraço é olhar para baixo, virado para um lado e cobrindo parcialmente o rosto enquanto sorri ou faz careta, uma pessoa que sente vergonha por algo ruim que tenha cometido normalmente cobre todo o rosto.

Os experimentos

Os resultados da pesquisa foram coletados a partir de uma série de experimentos que usaram depoimentos em vídeo, jogos de confiança econômica e pesquisas para avaliar a relação entre vergonha e sociabilidade. No primeiro experimento, 60 estudantes universitários foram filmados contando momentos embaraçosos, como flatulência em público ou julgamentos incorretos sobre algumas pessoas. As fontes mais típicas de vergonha incluíam achar que uma mulher com excesso de peso estivesse grávida (quem nunca, né?) ou confundir uma pessoa toda desgrenhada com um mendigo. Cada depoimento em vídeo foi classificado com base no nível de constrangimento mostrado.

Os voluntários também participaram do “Jogo do Ditador”, normalmente usado em pesquisas para medir o nível de altruísmo das pessoas. Nesse caso, cada um recebeu 10 bilhetes de rifa e foi-lhes dito que mantivessem uma parte deles para si e dessem o restante a um parceiro. Os resultados mostraram que aqueles que apresentaram maiores níveis de constrangimento deram mais bilhetes para os outros, o que indica mais generosidade.

Pessoas excessivamente confiantes são menos confiáveis?

Em outro experimento, os participantes assistiram a uma cena em que era dito a um ator que ele havia recebido uma pontuação perfeita em um teste. Ele então fazia um gesto de constrangimento ou orgulho e os voluntários passaram por testes, depois, para mediar o seu nível de confiança no ator com base nessa reação. O resultado? Ter mostrado sinais de constrangimento inspirou mais reações positivas dos espectadores. O estudo descobriu que as pessoas têm mais vontade de se aproximar e se sentem mais confortáveis em confiar em quem fica constrangido facilmente.

Segundo os pesquisadores, a questão que fica e pode ser estudada no futuro é: será que, por outro lado, pessoas excessivamente confiantes inspiram menos confiança? O que você acha?

  • Grazielle Ferreira

    Exatamente Juliana, o que eu estou questionando, foi como colocaram no começo do texto e não estudo em si, como todos estão achando.

  • Grazielle Ferreira

    Viviane ainda não me considero uma filósofa, mas você não é a primeira pessoa a me dizer que tenho costume de filosofar, talvez tenha dito porque quando você lê uma resposta com ironia e usando palavras parecidas as suas, você procura argumentos iguais a esses que acabou de citar aí em cima. Primeiro em nenhum momento eu ataquei o estudo, inclusive em várias respostas disse que o achei interessante, está aí novamente a sua falta de interpretação de texto. Segundo, falei dos negros , porque os indígenas tem a pele parda e eu sou parda,caso você não saiba nós ainda ruborizamos. Não precisa ficar discutindo comigo, já que meu questionamento não foi direcionado a você,mas obrigada por tentar. Passar bem!

  • Grazielle Ferreira

    Sim isso é verdade, mas em nenhum momento eu disse que a matéria era racista, isso foi entendido pelo os demais. O que eu questionei foi pelo modo que foi abordado o assunto, principalmente no título, talvez tenha sido um erro infeliz e ainda não é dito também em nenhuma parte que pessoas que não ficam vermelhas também são mais generosas. Todos os lados terão bons argumentos, mas não adianta bater de frente por infeliz uso de palavras em uma matéria, ainda mais porque achei o estudo interessante, mas o que me desagradou foi outra coisa.

  • Viviane

    Meu Deus, filosofando em cima da resposta dos outros? Grazielle, antes que você venha aqui mostrar a comprovação dos experimentos científicos que servem de respaldo para sua brilhante resposta, informo-lhe que sua resposta não é de tão difícil interpretação como você pensa e gostaria de lhe informar que não só os negros, mas os pardos e indígenas também possuem uma pigmentação diferente e não ruborizam. Por que você não os mencionou? Que preconceito! Tá vendo? A matéria não é preconceituosa. Apenas refere-se a uma parcela da população que possui essa característica, assim como você só lembrou dos negros na sua resposta. Acho que foi o caso mais bizarro em que já vi uma pessoa enxergar preconceito onde não tem. Passar bem. Não vou ficar aqui discutindo com você, não tenho problema algum em interpretar textos.

  • Alice Oliveira

    Não é isso, em parte nenhuma pode-se inferir tal coisa. Concordo que o texto exclui o caso das pessoas negras e poderia ter destacado outras caracteristicas perceptiveis em todas, essa é uma boa observação. No entanto, ao destacar o ruborizar ele tenta auxiliar as pessoas que se envergonham quando isso acontece, o que é o meu caso e já não é dos negros. Também o texto não fala que pessoas que não ficam vermelhas não são generosas em parte alguma, além disso ser direcionado a brancos não é ser racista da mesma forma que um texto direcionado a homens não é machista só por isso.

  • Grazielle Ferreira

    Assim como você tem que aprender a interpretar o ponto que eu quis chegar com o meu questionamento. Já que você pelo visto não conseguiu interpretar o início da matéria, sacou? Boa noite!

  • Juliana

    O texto foi mal interpretado. Ao dizer que a pessoa fica vermelha ao ficar constrangida, ela quis dizer q a pessoa fica envergonhada e pra demonstrar constrangimento não precisa necessariamente ficar ruborizada. É só um modo de dizer.

  • Marly Ferreira

    Sinto muito mas se você reler no começo da matéria o ênfase dado foi o fato da pessoa ficar ruborizada. Talvez tenha sido destração ou indelicadeza. E torça para não sofrer nenhum dia algum preconceito, porque se um dia passar por isso você irá entender como que um simples “coisinha” para os outros pode se tornar uma coisa grande para você.

  • Marly Ferreira

    Perfeito concordo plenamente, nós entendemos!

  • Marly Ferreira

    Minha querida,se você prestar bem atenção e interpretar o texto, não foi o comentário da Grazielle que foi racista ou preconceituso. E sim alguns termos usados nele. Interprete um texto ou um comentário antes de vir rebater.

  • Marly Ferreira

    Realmente não entederam, sou filha de mãe negra e pai branco e eu concordo com ela, pois nunca vi minha mãe ruborizar. Então é uma questão pertinente, tendo em vista a pauta que foi posta no título e em partes do texto.

  • Viviane

    Você tem que aprender a entender ironia. Quando a gente diz que não vai comentar, já comentando, estamos sendo IRÔNICOS. Sacou? Bom fim de semana!

  • Grazielle Ferreira

    Sim eu concordo com você, mas a minha questão foi a essa matéria, porque deram muito ênfase na questão que pessoas que ficam vermelhas são generosas e inspiram mais confiança, isso se vê no título e logo na primeira linha que a palavra “vermelho” está em negrito. Sim deve haver outros meios de fazer um teste desses em negros, mas para você entender que não foram só nós afro descendentes que vimos dessa forma, que comentei ali em cima, que um rapaz branco no Facebook fez o seguinte comentário, para um amigo lá na publicação, “a matéria deveria se chamar Pessoas brancas que ficam vermelhas facilmente”. Se quem não é negro pensa assim, imagina a revolta de quem é e leu. Então o preconceito não está só em nossos olhos, outros também o enxergam. Só espero que da próxima vez façam uma matéria que quando fomos interpretar não gere essas dúvidas, porque tudo isso é questão de interpretação de texto e perspectiva.

  • Claudia

    Muito bom, seu comentário é inteligente e simples. As pessoas adoram complicar.

  • Inspetorcascudo

    Encaro como uma pesquisa feita com e para pessoas de pele clara. Com as de pele escura, em que não podemos ver a vermelhidão, deve existir outra maneira de se perceber isso. Não quer dizer ” que negro então não inspira tanta confiança “. A ele essa pesquisa ainda não se aplica. Só isso.