Twitter Superinteressante

Blogs

Por que algumas pessoas poderosas agem como tiranas?

Ana Carolina Prado 23 de setembro de 2011

Nos anos 70, o psicólogo Philip Zimbardo queria entender por que as prisões são tão violentas. Então, ele decidiu cirar uma prisão artificial no porão da Universidade de Stanford. Os voluntários do experimento foram divididos entre prisioneiros e guardas e deveriam cumprir esses papéis por duas semanas. Porém, as condições ali ficaram tão tensas que foi necessário acabar com tudo em apenas seis dias. Logo no começo, as pessoas que assumiram o papel de guarda se tornaram extremamente sádicas e autoritárias, impondo castigos como privação de sono e comida. Os “prisioneiros” responderam fazendo rebeliões. (Leia mais sobre esse e outros experimentos bizarros aqui.) Esse é um ótimo (e macabro) exemplo de como o poder pode corromper as pessoas. E nós sabemos que, na vida real, muita gente poderosa faz coisa parecida – ou pior.

Os pesquisadores das Universidades de Stanford, do Sul da Califórnia e de Northwestern fizeram um estudo, a ser publicado no Journal of Experimental Social Psychology, para entender melhor por que esse tipo de coisa acontece. E descobriram que o problema está na combinação de poder e baixo status. 

No experimento, os autores simularam atividades de uma empresa e dividiram os voluntários aleatoriamente em papéis de chefes e subordinados, variando em status e poder. Em seguida, esses indivíduos puderam selecionar tarefas em uma lista de 10 para os outros executarem. O resultado mostrou que as pessoas com papeis de maior poder e menor status escolheram atividades mais humilhante para os seus parceiros (por exemplo, latir como um cão três vezes) do que os de qualquer outra combinação.

Os pesquisadores chegaram à conclusão de que, quando as pessoas recebem um papel que lhes dá poder, mas não têm o respeito que normalmente o acompanha, podem acabar se empenhando em comportamentos degradantes. Elas se sentem mal em estar numa posição de baixo status e acabam usando sua autoridade humilhando outros para se sentir melhor.  É tipo o que acontece com aquele chefe tirano que ninguém respeita e todo mundo odeia.

Isso pode ter contribuído para os abusos cometidos por militares em prisões, bem como no experimento de Zimbardo nos anos 70. Em ambos os casos, os guardas têm o poder, mas falta-lhes o respeito e admiração dos outros. ”Nossas descobertas indicam que a experiência de ter poder sem status, seja como membro das forças armadas ou como um estudante universitário que participa de um experimento, pode ser um catalisador para comportamentos degradantes que podem destruir relacionamentos e impedir a cooperação”, diz o estudo.

Os pesquisadores reconheceram, porém, que há outros fatores envolvidos. Só porque uma pessoa tem o poder ou está em uma posição de baixo status não significa necessariamente que ela irá maltratar os outros. Assim, essa história de que o poder corrompe nem sempre é verdade. Mas uma alternativa encontrada por eles para evitar abusos é encontrar formas para que todos os indivíduos, independentemente do status de seus papéis, se sintam respeitados e valorizados. “O respeito alivia sentimentos negativos sobre sua posição e os leva a tratar os outros de forma positiva”, diz o estudo. Também é importante haver oportunidades para o crescimento, pois a pessoa tende a melhorar seu comportamento e seus sentimentos quando sabe que pode ganhar uma posição melhor no futuro.

 

Compartilhe

Comentários

What is captcha code?, pls present me captcha code codes or plugin, Thanks in advance.

Wow, incredible blog structure! How lengthy have you been blogging for? you made running a blog look easy. The whole look of your site is fantastic, as smartly the content!

Amadeu Epifanio disse:

O poder, para uns, representa um estado de liberdade da mente, para liberar manifestações de forma explosiva, decorrentes de experiências dolorosas que tenha passado. Enquanto estas memórias não disponha de circunstâncias favoráveis que as libertem da mente, elas ficarão lá, talvês eternamente até a morte. Cada um de nós temos o nosso próprio índice de tolerância de dor ou sofrimento e, à medida que este índice vai chegando ao seu limite, aquelas memórias (que vamos considerar aqui como um gênio preso dentro de uma garrafa), começa a sentir o cheiro da liberdade, alterando, num primeiro momento sobre a própria pessoa, o seu estdo de humor, ou seja, o seu temperamento. À medida que o seu estado consciente enfraquece, aumenta involuntáriamente, o poder do gênio em querer sair da garrafa e controlar as atitudes do próprio corpo. Resultado disso, como exemplo, temos a busca pelas drogas; é também uma das causas de suicídio (que acredite, quem chega neste estágio, não precisa de coragem); Foi, muito provavelmete a causa que levou Suzane Richtofen e os irmãos cravinhos à cometerem aquele assassinato contra os pais de suzane; foi também responsável pelo massacre de realengo, no Rio, quando o atirador, em razão da esquizofrenia, herdado pela própria mãe, inibiu o funcionamento e a influência do lado esquerdo ou racional da mente, agindo quase que exclusivamente pelo emocional, restando um resto de consciência para permitir a saída de crianças da primeira sala invadida, para que fossem pedir ajuda para alguém o fizesse parar o que estava por fazer, pois já não estava mais sob o seu controle. Mantenha sempre o controle sobre si mesmo, não importa a intensidade da dor ou sofrimento que está sentindo pois, se “jogar a toalha” ou “chutar o balde”, poderá ser o último contato consciente que terá sobre si mesmo. Pode apostar. Para se conhecer melhor, acesse o meu blog: amadeuepifanio.blogspot.com e seja feliz.

Isabela disse:

A pessoa não tem dfireito de maltratar as pessoas só porque ela tem poder .

Isabela disse:

Não é porque uma pessao sobe o poder que vai mamaltratar a pessoas , ela não tem direito .

Jose Cesar disse:

quando as pessoas ficam com um pouco mais de poder ja ficam se achando e zombando das pessoas q tem menos poder mas todos sao iguais.

Page 2 of 2«12

Deixe um comentário