Ana Carolina Prado 13 de junho de 2011
Você está entre amigos e um deles diz que você fala demais ou é meio egoísta. Você discorda e ignora. É claro que os outros estão enganados. Afinal, ninguém te conhece melhor do que você mesmo. Se você se identificou com a situação (muitos de nós somos assim), preste atenção ao que vem a seguir.
Um artigo publicado no periódico Current Directions of Psychological Science mostrou que provavelmente não conhecemos a nós mesmos tão bem quanto imaginamos. E mais: nossos amigos podem ter impressões mais exatas sobre quem somos.
“Uma imagem completa da personalidade de alguém exige tanto a perspectiva da própria pessoa quanto as perspectivas de outros que a conhecem. A percepção das pessoas sobre suas próprias personalidades, ao mesmo tempo que pode ser bastante rigorosa, contém omissões importantes”, escreveu Simine Vazire, da Universidade de Washington em St. Louis, no artigo.
Um estudo citado por ela mostrou que as pessoas não deixam de acreditar na autoimagem que têm, nem mesmo diante de provas. Por exemplo, se um voluntário atribuía a si mesmo uma característica e, em um vídeo, aparecia outra coisa, ele continuava convencido do que havia dito antes. Já as outras pessoas que viam a fita apontavam facilmente as contradições.
O que atrapalha o nosso julgamento são nossos medos e o impulso inconsciente (ou não, né?) para manter uma determinada autoimagem. Essas coisas acabam influenciando a forma como nos avaliamos e mascaram a verdade.
Mas calma, você não está tão fora do controle assim. Há aspectos sobre os quais ninguém pode saber mais do que você, como o seu nível de ansiedade e como anda a sua autoestima. Essas coisas dá para disfarçar e confundir quem vê de fora. Quantas vezes você não definiu uma pessoa como arrogante e depois descobriu que ela, na verdade, era insegura?
A avaliação externa é mais eficiente e precisa no que diz respeito a características observáveis e mensuráveis, como inteligência, criatividade e comunicação. Vale prestar atenção ao que o amigo diz sobre você nesses aspectos, mesmo que não concorde. E é bom lembrar que isso não vale só para características ruins: se disserem que você é inteligente, pode acreditar também.
Estamos de olho na produção acadêmica das maiores universidades do mundo para trazer pesquisas, dicas e reportagens que ajudem você a entender melhor como os complicados seres humanos funcionam e por que nos comportamos desta ou daquela forma. Assim, você descobre como lidar melhor com eles e o que fazer para estimular sua capacidade mental.
Ana Carolina Prado
É jornalista viciada em tumblrs. Não vive sem livros e música e acha que a auto-ironia é a solução para todos os problemas.
ana.prado@abril.com.br
Quem tem amigos pode viver mais,se escuta-los as chances aumentam,se for muito sincero pode ficar sem eles.
ter amigo é importante.
Realmente, nossos amigos nos conhecem melhor, pois eles observam o que nós fazemos.
Por isso, sempre escutamos o que eles amigos tem a dizer sobre nós.