Ana Carolina Prado 26 de janeiro de 2012
A presença do melhor amigo na vida das pessoas é ainda mais importante do que se pensava – especialmente durante experiências negativas. Um estudo da Universidade de Concordia publicado na revista Developmental Psychology e conduzido com a colaboração de pesquisadores do Centro Médico do Hospital Infantil de Cincinnati descobriu que uma companhia amiga nessas situações tem um impacto imediato sobre corpo e mente das crianças. Um amigo fiel pode até minimizar os efeitos de um momento ruim.
Isso acontece porque os sentimentos de autoestima e os níveis de cortisol (um hormônio produzido naturalmente pela glândula adrenal em resposta direta ao stress) dependem muito do contexto social de uma experiência negativa. “Se uma criança está sozinha quando entra em apuros com um professor ou tem uma discussão com um colega de classe, vemos um aumento considerável nos níveis de cortisol e diminuição do sentimento de autoestima”, disse William M. Bukowski, coautor do estudo. Para descobrir isso, 55 meninos e 48 meninas da quinta e sexta séries de escolas locais de Montreal, no Canadá tiveram seus sentimentos e experiências monitorados ao longo de quatro dias. Eles também fizeram testes regulares de saliva para monitorar seus níveis de cortisol.
Já era fato conhecido que as amizades fazem bem para as crianças a longo prazo, mas este estudo prova que a presença de um amigo traz benefícios imediatos em experiências negativas. O resultado também dá mais uma pista sobre como formamos nossa identidade adulta a partir de experiências infantis. Nossas reações fisiológicas e psicológicas quando somos pequenos causam impactos em nossa vida mais tarde. O aumento de stress pode realmente retardar o desenvolvimento de uma criança, já que a secreção excessiva de cortisol pode levar a significativas alterações fisiológicas, incluindo a supressão imunológica e diminuição da formação óssea, por exemplo. Nossos sentimentos de autoestima nessa fase interferem muito em como vamos nos ver quando adultos. Sim: mesmo que percamos o contato com o tempo, devemos muito do que somos hoje aos nossos amigos de infância.
Imagem: Columbia Pictures / Divulgação
Estamos de olho na produção acadêmica das maiores universidades do mundo para trazer pesquisas, dicas e reportagens que ajudem você a entender melhor como os complicados seres humanos funcionam e por que nos comportamos desta ou daquela forma. Assim, você descobre como lidar melhor com eles e o que fazer para estimular sua capacidade mental.
Ana Carolina Prado
É jornalista viciada em tumblrs. Não vive sem livros e música e acha que a auto-ironia é a solução para todos os problemas.
ana.prado@abril.com.br
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Buen artedculo que permite dfiinerse las reglas y estrategias a desarrollar para dedicarse al liderazgo.Te recomiendo te leas un libro, silo encuentras ya que tiene me1s de 20 af1os: La felicidad del dirigente de Varvelli. Donde entre otras cosas interesantes expone la diferencia entre mayordomo y dirigente , que en tu artedculo equivale a gestor y lider ; es me1s duro decirle a alguie9n mayordomo que gestor pero en el fondo son lo mismo.Un saludo.Gian-Llueds.
Este caras não eram os ” meninos” do filme brooke black mountain quando eram pequenos? Humnn, jeitosinhos na foto
Nossa estes caras merecem o premio Nobel! Imagina eu viver sem saber desta descoberta?
Não sei como vivi minha vida sem essa informaçaõ^^
rsrs
[...] Ana Carolina Prado na Superinteressante [...]
Sem dúvida até concordo. Mas existe um problema que merece ser ponderado. Analisando o comportamento humano, principalmente dos jovens, cheguei à conclusões interessantes, quais sejam. Que a tendência das amizades, quando escolhemos, elas vêm para complementar, completar ou compensar o momento que a pessoa esteja passando. Dependendo do momento negativo, da capacidade que se tenha para administrar este momento e dos valores que sejam relevantes ou desprezados (em razão deste específico momento), os critérias de seleção para se escolher uma pessoa para amizade ou mesmo namoro (o famoso ficar), tende a ser mais ou menos frouxo, dependendo do estado emocional ou da alta estima momentânea. Se o momento (considerando uma média-aritmédica, relativo à certo tempo) for tranquilo e estável e harmonioso, o jovem torna-se mais criterioso, ou seja, não vai querer ter para amizade, alguém tão problemático ou com a cara cheia de pearcing’s ou tatuagens. Agora, se a convivência for alternada entre momentos bons e ruins ou frequentemente conturbado, aí os critérios tendem à ser mais frouxo, podendo chegar à não ser tão criterioso, podendo dividir seus problemas com alguém mais estranho ou até de índole duvidosa ou questionável, podendo inclusive, levá-lo à experimentar um crack ou uma cocaína. A nossa média-aritmédica de convivência familiar ou num determinado ambiente, pode ser responsável por nossa mudamça de conduta ou comportamento, tanto para melhor quanto para pior. Já pude constantar que uma melhora no relacionamento conjugal dos pais, foi responsável pelo retorno ao lar de um filho distante (psicológicamente), voltando ao seu modo normal de ser, com vestes normais e não aqueles uniformes pretos ou habituais, de jovens mais problemáticos.
Ter amigos é bom, muito bom e pode fazer um bem enorme, só precisamos é saber escolhê-los bem. O problema é que esses critérios, para a maioria das pessoas e das idades, eu diria que chega à ser 80 % involuntário. Portanto, trabalhem para manter em família (quando possível) um bom relacionamento e uma boa convivência.
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