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Descubra como o Brasil conquistou sua primeira medalha de ouro em uma Olimpíada

30 de julho de 2012

Aconteceu em 1920. Os Jogos Olímpicos, realizados desde 1896, aconteceriam em Antuérpia, na Bélgica. Pela primeira vez, o Brasil competiria em uma Olimpíada, com 29 atletas disputando em cinco modalidades: remo, tiro, polo aquático, salto ornamental e natação. Entre os competidores, nenhuma mulher (a primeira atleta, a nadadora Maria Lenk, só participaria dos jogos em 1932).

O Comitê Olímpico Brasileiro, fundado em 1914, ainda não funcionava de maneira independente e quem tomou a frente na hora de organizar a logística da participação do Brasil nos jogos foi a Confederação Brasileira dos Desportos (CBD).

A bordo, 27 (longos) dias até a Bélgica

Para levar os brasileiros até o outro lado do Atlântico, a CBD enfiou os 29 atletas no navio Curvello, do governo federal. Chegando a Lisboa, a equipe do tiro – com medo de que o navio não chegasse a tempo à Bélgica – decidiu dar uma fugidinha e pegar carona em um trem. Mal sabiam eles que teriam até que viajar em um vagão descoberto, embaixo de chuva, entre a França e a Antuérpia. Mas a valeu a pena. Depois de 27 dias desde a saída do Brasil, os caras chegaram a tempo e levaram três medalhas para casa: uma de ouro, uma de prata e uma de bronze.

É ouro!

O autor do feito foi Guilherme Paraense, do tiro. O atleta competia com um revólver Colt 38, tipo cavalinho, emprestado pela delegação americana. Isso por que, durante os treinos, um vendaval encheu de areia as armas brasileiras e as deixou inutilizáveis. Os norte-americanos, então, emprestaram aos nossos atletas suas armas mais antigas. Mal sabiam eles que uma dessas armas daria a vitória a um brasileiro, deixando-os com a medalha de prata.

Nosso primeiro ouro veio em 4 de agosto. Guilherme Paraense e o norte-americano Raymond Bracken estavam empatados. Havia apenas mais um tiro. Ordem dada e os 38 atletas dispararam o gatilho. Guilherme acertou na mosca; Bracken, não. Resultado: dos 300 pontos possíveis, Guilherme Paraense fechou a competição com 274 e Bracken, com 272. Pela primeira vez na História das Olimpíadas, um brasileiro subiu ao posto mais alto do pódio.

Gostou de conhecer a História de nosso primeiro herói Olímpico? Na próxima quinta-feira, o História sem fim vai publicar uma lista com sete atletas brasileiros que marcaram a História das Olimpíadas: você arrisca algum palpite de quem vai marcar presença?

Fonte: O Guia dos Curiosos – Jogos Olímpicos, de Marcelo Duarte (Panda Books)

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