Engenheiros da UC Davis College of Engineering, dos EUA, projetaram um prédio que tem “asas”, para aproveitar os ventos da cidade de São Francisco e gerar energia. O edifício tem uma construção externa vertical, que lembra uma asa, com turbinas eólicas que vão até o topo do prédio. Elas irão produzir pelo menos 7% da energia usada no local. Além disso, elas foram projetadas para diminuir o risco de acidentes com pássaros.
Uma das maiores vantagens apresentadas é que a energia é gerada e consumida no próprio prédio – o que elimina custos. É possível atingir um terço da eficiência de uma usina com várias turbinas, mas ainda assim o projeto é economicamente viável.
Segundo os engenheiros que lideram o projeto, a tecnologia está em teste, mas tem grande potencial comercial e pode se desenvolver em várias outras cidades do mundo.
Por que ir a uma feira de rua seria melhor do que fazer compras em um supermercado? O Movimento Vá Pra Feira foi criado em 2011 com o intuito de inspirar pessoas a passearam pelas barracas de uma feira de rua, mas faz mais do que isso: argumenta sobre os motivos que levam esse tipo de comércio a melhorar a relação entre pessoas e cidade (e até mesmo entre as pessoas e sua própria comida). É uma parte do que pode ser feito para evitar que elas diminuam em ritmo constante até que não existam mais.
“As feiras se apropriam dos espaços públicos, trazem uma movimentação atraente para as ruas e praças e são lugares onde além de comercialização de produtos em geral (desde comidas – hortifrutigranjeiros – até materiais domésticos, roupas e acessórios) acontecem trocas de cultura e afetividade”, diz o texto do projeto, que é produto de um trabalho de conclusão de graduação em Arquitetura e Urbanismo da Escola da Cidade, em São Paulo – e está disponível na íntegra na internet.
Segundo o trabalho, as feiras:
- Levam vida às ruas;
- As pessoas se falam mais, o contato social é mais rico;
- O preço é negociável;
- A estrutura é adaptável;
- Favorece a economia local, uma vez que valoriza pequenos produtores e comerciantes.
As feiras são uma forma de valorizar questões urbanas comuns em grandes cidades como São Paulo e, diante de tantos espaços públicos fechados (baseados especialmente no consumo, como os shoppings), proporcionam um olhar diferente para o lugar em que se vive. “As feiras são símbolo de ocupação das ruas e trazem vivacidade ao espaço público, atendem a uma demanda local e por isso são periódicas, desmontáveis e adaptáveis”.
Shopping das Comidas
De acordo com o projeto, os supermercados são uma derivação do shopping center, que carrega como sinônimos palavras como “inflexibilidade, muros e artificialidade”. “Não deixam de criar muros para a cidade, gerando um ambiente gigante e completamente auto-centrado, onde o acesso preferível é para os automóveis e não há grandes trocas de conversa ou consultoria nas compras”.
Por isso, as desvantagens apresentadas são:
- Não há contato pessoal. Cada um cuida do seu carrinho;
- São fechados para a cidade. Uma caixa com ar condicionado preferencialmente acessível por carros;
- O preço é fixo, independente da hora e da qualidade do produto;
- Construído em uma estrutura consolidada e inadaptável;
- Favorece grandes empresários.
“Há quem pense que as feiras são desnecessárias devido à grande oferta de supermercados pela cidade, e que por trazerem alguns transtornos na circulação de automóveis deveriam ser extintas. Porém, acabar com as feiras seria afirmar que os grandes centros comerciais são a melhor opção urbana de organização de comércio nas grandes metrópoles, negando a importância do uso do espaço público, dos pequenos comerciantes na cadeia de produção e das construções de uso variado e adaptáveis”, argumenta o trabalho.
Se você mora em São Paulo, pode acessar um mapa com os locais em que acontecem as feiras de rua nos dias úteis e aos fins de semana.
A Fundação, criada em 1998 pelo ator e sua família, trabalha em projetos ambientais e humanitários, com ações de proteção de florestas e animais selvagens, acesso à água, apoio a populações que sofrem com desastres naturais e incentivo a energia limpa.
O conceito apresentado pelo café Lyon é o de uma cadeia de produção sustentável, no qual as famílias e comunidades que plantam o grão recebem suporte econômico, o uso da terra é feito de forma consciente e a matéria-prima é negociada a um preço justo.
A totalidade dos lucros obtidos pela venda dessa linha de café – que tem origem em plantações no Haiti, Peru, Etiópia e Brasil – será destinada aos projetos apoiados pela Leonardo DiCaprio Foundation.
Empresas que fabricam componentes para calçados poderão receber um selo criado pelo Laboratório de Sustentabilidade da Escola Politécnica da USP em parceria com a Associação Brasileira de Empresas de Componentes para Couro, Calçados e Artefatos (Assintecal).
O selo faz parte de uma estratégia para conscientização dos consumidores e formação de parcerias de apoio a projetos sustentáveis na área, já que a fabricação de um “sapato sustentável” encarece o preço final do produto em até 25% em relação aos calçados comuns, segundo estudo da USP e do MIT (Instituto de Tecnologia de Massachusetts).
Alunos do Instituto dos EUA vieram ao Brasil em janeiro para estudar o mercado de calçados e passaram por diversas empresas (como fabricantes de insumos, solventes, botões, fivelas e montadores), para avaliar o impacto de ações de sustentabilidade em toda a cadeia de produção. As avaliações serão importantes para estratégias de implementação do selo no mercado brasileiro.
Para conquistar o selo verde, os fabricantes serão avaliados de acordo com quatro pilares:
- Econômico, com o uso racional de matérias-primas, economia de água e energia, e aspectos ligados a produtividade;
- Ambiental, com a não utilização de substâncias tóxicas, como o cromo, usado no amaciamento do couro;
- Social, com questões de saúde preventiva, segurança no trabalho, incentivos dados aos funcionários em relação à educação e o não uso de mão de obra infantil;
- Cultural, com a interação positiva da empresa com as comunidades locais onde atua.
Desde janeiro, os motoristas da cidade italiana que quiserem entrar nas zonas centrais da cidade deverão desembolsar 5 euros por dia. A medida é válida nos dias úteis, das 7h30 às 19h30. Carros elétricos e ciclistas são isentos da taxa.
Na primeira semana em que começou a vigorar a medida, o número de carros que circulou na região caiu 37% em relação a semana anterior e o número de veículos que acessaram o centro da cidade caiu de 122 mil para 77 mil nas primeiras 12 horas do novo sistema.
A principal razão para a implementação do pedágio dentro da cidade (que já acontece em outras cidades da Europa) é encorajar o uso do transporte público e reduzir congestionamentos e a poluição. E com uma grande vantagem para a população: o dinheiro recebido com o pedágio será investido em melhorias nas estruturas para pedestres e ciclistas.