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Hora do Planeta 2012: amanhã é dia de ficar no escuro!

Lydia Cintra 30 de março de 2012

Neste sábado, dia 31, acontece a sexta edição da Hora do Planeta, movimento global da ONG WWF que defende, por meio de uma ação simbólica, que “cada pessoa tem poder de mudar o mundo em que vive”.

Às 20h30, cidadãos do mundo inteiro vão apagar as luzes e aparelhos elétricos para chamar a atenção para a questão da energia e mudanças climáticas. “É um gesto simples e de visibilidade que pode ser adotado em todo o planeta”, explica a WWF. “Simboliza a eficiência e o uso de todos os recursos com inteligência e responsabilidade”.

“Vá além da hora”: a ação é simbólica, mas incentiva a economia de energia no cotidiano

Pela primeira vez, a ação será registrada do espaço. O astronauta André Kuipers vai compartilhar imagens e comentários ao vivo via Agência Espacial Européia (ESA).

No Brasil, mais de 50 cidades confirmaram a participação. O Rio de Janeiro, por exemplo, vai apagar as luzes de pontos turísticos como Cristo Redentor, Orla de Copacabana, Arpoador e Arcos da Lapa. Em Salvador, lugares como Elevador Lacerda e Farol da Barra ficarão sem luz.

O movimento surgiu na Austrália em 2007 e já em 2008 se espalhou para 35 países. Em 2010, foram 4.200 cidades de 125 países que aderiram à ação. Em 2011, mais de um bilhão de pessoas participaram.

E olha que dá pra fazer muita coisa legal sem energia: colocar as cadeiras na varanda pra conversar, admirar a paisagem noturna da janela do apartamento, fazer uma roda de histórias, participar de alguma ação da Hora do Planeta na sua cidade ou, simplesmente, admirar melhor o céu estrelado.

E aí, você vai aderir?


Banco com árvore é projetado para cidades com poucas áreas verdes

Lydia Cintra 29 de março de 2012

Quem teve a ideia foi um designer sérvio chamado Marko Vuckovic. O elemento central do projeto é a árvore, tão importante para manter a temperatura mais amena e prover uma sombrinha. Por isso, batizou a invenção de Tree Bench (ou, “banco-árvore”). Ele tem 5 cavidades: a central (e maior) é reservada para a árvore e as outras para grama, que também servem para permitir a irrigação no interior do banco.

Segundo o site oficial de Vuckovic, o banco é fácil de ser fabricado e pode ser instalado em qualquer lugar (inclusive com superfície de concreto) como ruas, calçadas e até prédios. “É perfeito para relaxar, porque somos lembrados de que fazemos parte da natureza”.

E você, acha uma boa ideia?

(Imagens: Divulgação)


Como funciona o ranking que colocou o Brasil em 30º entre os mais ecológicos do mundo

Lydia Cintra 27 de março de 2012

O ranking Environmental Performance Index (EPI/Índice de Performance Ambiental), divulgado pela Universidades de Yale, abrange 132 países. Na extensa lista, o Brasil aparece em 30º, um bom lugar. Mas, nós vamos tão bem assim? Em análise comparativa, é possível dizer que sim. No entanto, nem todos os critérios utilizados na pesquisa são positivos para o Brasil.

O índice foi criado no ano de 2000, com o nome de ESI-Environmental Sustainability Index (Índice de Sustentabilidade Ambiental). Segundo o relatório oficial (em inglês), que explica as metodologias utilizadas, “o objetivo do EPI é oferecer métricas quantitativas baseadas na ciência para auxiliar os países no desenvolvimento de metas sustentáveis de longo prazo”.

Os três primeiros lugares do ranking são ocupados por Suíça, Letônia e Noruega. O Iraque ficou com a última posição (132º). Os EUA aparecem em 49º, China em 116º e Índia em 125º. O Brasil está logo atrás de Taiwan e logo à frente do Equador.

A agricultura brasileira não ficou tão bem…

Como é feito o EPI?
O índice possui 22 indicadores, encaixados nas 10 seguintes categorias:

1. Meio ambiente saudável
2. Efeitos da água na saúde humana
3. Efeitos da poluição do ar na saúde humana
4. Efeitos da poluição do ar nos ecossistemas
5. Recursos hídricos
6. Biodiversidade e habitat
7. Florestas
8. Pesca
9. Agricultura
10. Mudanças climáticas

A categoria Biodiversidade foi a que deu melhor pontuação para o Brasil. No entanto, a análise individual de cada um dos itens revela alguns dados interessantes: se o índice levasse em conta apenas a categoria Florestas (com os indicadores “cobertura vegetal” e “perda de floresta”), a posição do Brasil cairia para 101º. Já na Agricultura (“subsídios agrícolas” e “regulamentação de agrotóxicos”), estaríamos em 51º.

Mudança
Este ano os autores do estudo agregaram outro mecanismo que analisa as tendências de cada categoria na última década (de 2000 a 2010), chamado Pilot Trend (“tendência piloto”). “É um complemento ao ranking de performance e mostra quais países estão melhorando e quais estão declinando com o tempo”.

Neste caso, a pontuação vai de -50 a 50 (em que os extremos significam, respectivamente, o “maior declínio” ou o “melhor progresso”). Nas categorias Agricultura, Pesca, Florestas e Recursos Hídricos, o Brasil apresentou pontuação negativa - ou seja, nestes setores, a situação piorou nos últimos 10 anos.

O mapa apresentado no site o EPI mostra a distribuição das melhores e piores performances de acordo com escala de cores que vai do verde escuro (as melhores) até o vermelho escuro (as piores). África e Ásia concentram a maior parte das pontuações mais baixas e dos países com as últimas posições do ranking geral.

O site oficial do Environmental Performance Index detalha os dados de cada país (em inglês).

(Imagens: 1.Wikimedia Commons; 2. Google Maps/Environmental Performance Index)


Dia Mundial da Água: entenda a relação entre água e segurança alimentar

Lydia Cintra 22 de março de 2012

Hoje é o dia que homenageia o elemento que nos dá vida: a água. Com o perdão do clichê, a Terra é, na verdade, o planeta água. E pode existir verdade maior que essa?

O Dia Mundial da Água foi instituído pela ONU (Organização das Nações Unidas) em 1993. Desde então, segundo a ANA (Agência Nacional de Águas), “os países foram convidados a aderir às recomendações da ONU relativas aos recursos hídricos e a concretizar atividades apropriadas ao contexto de cada país”.

A gente lembra e comemora, mas a hora também é boa para refletir e conhecer mais sobre o assunto. Afinal, a água não está somente no chuveiro e na torneira. Indiretamente, ela faz parte do processo produtivo de tudo que comemos, usamos, vestimos…

Este ano, o tema escolhido pela ONU para comemorar o dia é Água e Segurança Alimentar.

O que é Segurança Alimentar?
Historicamente, o termo foi utilizado pela primeira vez após a Primeira Guerra Mundial, quando o fornecimento de alimentos poderia ser instrumento de controle de um país sobre outro. Estava ligada, portanto, à capacidade de produção de um país para alimentar seus habitantes, segundo pesquisa do caderno “Segurança Alimentar”, da Embrapa.

Ao longo do tempo, outras questões somaram-se ao conceito, como o sistema de produção da comida que comemos, o acesso a alimentos de boa qualidade nutricional, sem componentes químicos que prejudicam a saúde, e o respeito à cultura alimentar dos diferentes povos.

Todas, no entanto, convergem para um ponto: alimentar-se é essencial e um direito básico de qualquer pessoa. “É preciso que se considere o direito humano à alimentação como primordial, que antecede a qualquer outra situação, de natureza política ou econômica, pois é parte componente do direito à própria vida”, diz o estudo.

A segurança alimentar depende de um sistema que garanta a produção, distribuição e consumo de alimentos em quantidade e qualidade adequadas, mas que não comprometa a capacidade de alimentar as próximas gerações. “Cresce a importância dessa condição frente aos atritos produzidos por modelos alimentares atuais, que colocam em risco a segurança alimentar no futuro” – os grandes números de desperdício fazem parte desses modelos.

É importante lembrar que a água está intimamente ligada à produção de alimentos. Segundo a ANA, “estatísticas dizem que cada um de nós bebe de 2 a 4 litros de água todos os dias, além da água utilizada para produzir o que comemos: produzir 1 kg de carne por exemplo consume 15 mil litros de água, enquanto 1 kg de trigo consome 1.500 litros”.

 

Pegada hídrica
O termo pegada hídrica é um indicador da quantidade gasta na fabricação de produtos e consumida pelas pessoas não apenas de forma direta (quando abrimos uma torneira), mas também indireta (quando compramos uma roupa ou tomamos um café).

O termo também vale para países. Na média anual, os norte-americanos têm uma pegada de 2.482 m3, bem cima da média global, que é de 1.243 mde do Brasil é de 1.381 m3. No nosso país, 5% vêm do consumo doméstico, em atividades cotidianas. A maior parte (95%) corresponde ao consumo de produtos industriais e agrícolas (saiba mais no post sobre pegada hídrica).

Eventos
Vários eventos estão acontecendo no Brasil sobre o tema. Informe-se na sua cidade. Participe de debates, veja filmes, leia sobre o assunto. O site Águas de Março, da ANA, traz uma lista de eventos em todo país. Outra dica é para quem está em São Paulo: hoje é o último dia da Mostra Ecofalante de Cinema Ambiental e o debate final é sobre água, às 20h30, na Livraria Cultura do Conjunto Nacional.

(Imagens: 1. Wikimedia Commons; 2. Getty Images; 3. Lydia Cintra)

Leia outros posts relacionados ao assunto:
Água engarrafada custa até 2 mil vezes mais que água da torneira

Até 80% do consumo de água nas casas vem das descargas
Conheça o programa que constrói cisternas no semiárido brasileiro
Dez filmes para você entender mais sobre meio ambiente


Não usa mais o Twitter? Faça uma doação e transforme sua conta inativa em uma árvore

Lydia Cintra 21 de março de 2012

O Twitter, rede de compartilhamento de informações curtas, com “tweets” de até 140 caracteres, virou febre. Mas muita gente se cadastrou, usou por um tempo e… desistiu. Se você é um ex-twitteiro, pode dar um bom fim à sua conta.

No site Twitree, você faz a doação da conta e ela vira uma planta. Desde que começou, o grupo plantou 18 mudas de calaburas, cerejeiras e arbustinhos em sítios, chácaras e quintais no interior de São Paulo.  “É o número real efetivo de doações que foram feitas. Às vezes, no ato de doar, as pessoas enviam 2, 3, até 4 vezes a mesma conta, por isso o número de doações no contador (do site) aparece maior”, explicam os criadores do projeto.

O site pede o nome de usuário e a senha do Twitter para consolidar a doação. O grupo explica que “se a pessoa não enviar a senha, não está doando efetivamente nada. Sem os dados de login e senha ela não pode provar que de fato tem ou teve uma conta no Twitter. Ela pode simplesmente dizer: ‘vou doar meu @TwitterInventadoFantasma pra você, agora plante minha árvore’”.

O site mantém uma galeria no Flickr com fotos que mostram as mudas e os nomes virtuais dos doadores.


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