Pois é: quando você acha que não tem como inventarem mais nada, sempre aparece alguém para mudar o significado da expressão “utilidade pública”. Dessa vez, os créditos vão para os pesquisadores do instituto de internet da Universidade de Oxford, que elaboraram um divertido mapa para detectar a presença de zumbis. Usando a tecnologia do Google Maps para rastrear menções à palavra “zombie” em todo o mundo, os nerds engenheiros chegaram à conclusão de que existe um enorme foco de zumbis na região norte do planeta, em especial nos grandes centros urbanos. Felizmente, no Brasil, a presença de zombies é ínfima.
Mais alguém ficou com a impressão de que Hollywood quer nos ensinar alguma coisa?
Taí uma boa notícia para peixes tímidos. Cientistas da Universidade de Dallas, dos Estados Unidos, conseguiram criar um protótipo de “capa de invisibilidade” utilizando nanotubos de carbono em um ambiente aquático. De acordo com os pesquisadores, o posicionamento dos tubos, combinado com o calor e a mudança de densidade da água, pode criar uma ilusão de que determinado objeto está invisível. O vídeo abaixo mostra o processo:
Os nanotubos de carbono são utilizados, em geral, para desenvolvimento de mecanismos de alta precisão, em nanotecnologia e programas espaciais. E agora, aparentemente, também vai ajudar aspirantes a Aquaman pelo mundo afora…
“Quero ganhar essa pedra marciana que o NewScientist está sorteando. Sério. Quero muito.”
Ah, essas promoções modernas. Os brindes andam cada vez mais inesperados, não é mesmo? Prova disso é que o site gringo NewScientist, um dos veículos mais respeitados sobre ciência e astronomia, está sorteando um pedaço do solo de Marte. É, é isso mesmo que você leu! Basta se inscrever em um concurso cultural do site e cruzar os dedos!
Ok, você duvida que essa pedra seja realmente marciana. Muito justo. De acordo com a equipe do site, a pedra foi comprada diretamente de um colecionador chamado Luc Labenne, dono do site Meteorites.tv. Para testar a procedência da rocha, o site consultou o pesquisador Colin Pillinger, que lidera uma equipe de estudiosos sobre Marte desde os anos 80. Testada e aprovada.
E para participar? Oh, bem simples. Basta enviar uma frase criativa em inglês, de até 140 caracteres, contando o que você acha que a primeira pessoa a pisar em Marte deveria dizer ao mundo nesse momento tão solene. Dá para enviar as respostas até o dia 31 de maio e o resultado sai no dia 15 de junho. É necessário se cadastrar no site para participar da promoção. Vai participar?
Se você leu o título desse texto e entrou em pânico, muita calma. Esse post não é uma ode ao modo #foreveralone. O que acontece é que existem tantas invencionices e geringonças relacionadas ao beijo que não dava para a data passar em branco. Ainda que a maioria das invenções abaixo seja mais engraçada do que romântica, é possível que alguma delas sirva de inspiração. Afinal, hoje é dia do beijo, e temos mais é que comemorar! Olha só:
The Kiss Controller e Sound of a Kiss
Hye Yeon Nam é, definitivamente, o Don Juan da robótica. Uma de suas invenções mais famosas é o Kiss Controller, um simulador de boliche controlado pela língua. O game só pode ser jogado por duas pessoas, e o desafio é controlar a força e a posição da bola durante o beijo. O vídeo abaixo mostra como funciona:
Mas o inventor não parou por aí. Ele também criou o Sound of a Kiss, um dispositivo com dois sensores que produzem músicas de acordo com o toque das línguas durante o beijo. No vídeo abaixo, você confere a trilha sonora (um tanto robótica) produzida durante o beijo de um casal que estava junto há quatro meses.
Teste seu Beijo
Sim, esse aplicativo para iPhone existe e pode ser baixado de graça no iTunes. E não é o único! Tem também o app que ensina como beijar. É, existe aplicativo para tudo hoje em dia, não é mesmo?
A máquina de beijos
Apesar de parecer uma engenhoca esquisita, o conceito da máquina de beijos criada por Benjamin Cowden é até bem bonitinha. Enquanto uma pessoa fica na frente da máquina, pronta para dar um beijo nessa enorme boca vermelha – que solta um animado “I Love You!” quando encontra seu, digamos, alvo –, outra pessoa opera as roldanas para posicionar o beijo no lugar certo. Para Cowden, a ideia da máquina é demonstrar os sentimentos por meios diferentes, que pode ser um desafio quando estamos tão acostumados a expressa-los por email ou mensagens de texto. Bacana, vai?
E um extra: robôs beijoqueiros
Ok, esse vídeo não mostra exatamente um jeito de comemorar o dia do beijo, mas serve para mostrar que até robôs querem participar da data. Perceberam a mãozinha romântica de Janet, a robô, no ombro de Thomas? Puro romance. Os engenheiros levaram três anos para construir o casal de bustos animados, que podem fazer até seis expressões faciais. Ah, o amor robótico…
Dê só uma olhada nesse game aí em cima. As regras são simples: para marcar pontos, você deve fazer com que as manchinhas brancas na tela atravessem as bolas amarelas e azuis. Quanto mais rápido você cumprir a tarefa, mais pontos ganha. Um arcade clássico, certo? Bom… mais ou menos. Na verdade, as tais “manchinhas” que você está vendo são paramécias, um tipo de protozoário comum em água doce. Pois é. Nesse jogo, criaturas vivas são fechadas em um ambiente propício para garantir a diversão alheia – e não, não estamos falando do Big Brother (ok, essa foi ruim).
Os biotic games – ou “jogos bióticos” em português – são uma criação dos cientistas da universidade de Stanford, nos Estados Unidos, e estão longe de ser apenas entretenimento. Todos os games exigem algum conhecimento científico leve. Na versão biótica de Pac-Man, por exemplo, a partida se desenvolve sobre um campo magnético minúsculo, que é exibido em uma tela de computador. Para avançar no jogo, é necessário inverter a polaridade elétrica do campo por meio de um console, que interfere no fluido onde estão as paramécias e, consequentemente, altera a direção delas, como mostra o vídeo abaixo.
Em entrevista ao site New Scientist, o pesquisador Ingmar Riedel-Kruse, idealizador dos games, disse acreditar que estes servirão para despertar o interesse pela ciência nas novas gerações, além de estimular novas pesquisas nas áreas de biomedicina e biotecnologia. E aí, você concorda com ele?