“O que importa é o conteúdo” ou “visualização de dados no jornalismo em duas falas”.

Por Atualizado em 17/02/2012

O designer italiano Francesco Franchi é o editor de arte da revista IL (Intelligence in Lifestyle). Seu trabalho é de brilhar os olhos, mas seu foco não é simplesmente deixar as páginas mais bonitas, seu foco é o conteúdo. Pra ele, “infographic thinking” não é uma moda passageira, é o futuro.

Gabriel Gianordoli foi designer da SUPERINTERESSANTE. Depois de experiências em web, revista e infografia, ele passou a se especializar cada vez mais em data visualization. Recentemente ele disponibilizou sua palestra no WIADSP (Dia Mundial da Arquitetura de Informação). Ela mostra um pouco como a visualização de de dados transforma número em imagens. Ela é também um jeito de pensar conteúdo graficamente.

Acho que a palestra do Gabriel e a entrevista do Francesco são duas pílulas legais pra quem se interessa pelo assunto. Em menos de dez minutinhos, você lê as duas abaixo. Vale a pena.

Visualização de dados no jornalismo, segundo Gabriel Gianordoli

Francesco Franchi fala sobre infographic thinking

E o que newsgames tem a ver com isso?
Dá pra dizer que newsgames são primos dos infográficos, especialmente dos infográficos interativos. Os dois transformam informação em imagens. Ian Bogost, em seu livro “Newsgames: Jornalismo At Play”, inclui infográficos interativos como um dos tipos de newsgames. Em casos como esse info do IG, acho que faz sentido, né não?

Veja também:

 

-Entenda o que faz um game designer

-10 jogos para entender os newsgames no mundo

 

 

  • Airton

    Na Bulgária tem de 2 litros, de várias marcas.

  • Pedro

    Só é assim aqui por que a cerveja é tão ruim que só conseguimos tomar ela super gelada, pra não sentir o gosto. Cansei de tomar cerveja de dois litros lá fora e são boas do começo ao fim! Inclusive na Croácia tomei cerveja de 2 litros, vendida em garrafa plástica e era bem melhor do que essa urina que as cervejarias nacionais nos vendem

  • JooonsJoonz

    “O volume adequado para consumo em grupo sem que haja perda de gás fica em torno de 600 ml” mentira, na argentina se vende cerveja de 1 litro em qualquer esquina, e as cervejas de lá da de 7×1 na nossa, até a budweiser que eu não suporto aqui, é boa na argentina…. o Brasileiro bebê suquinho de milho como cerveja premium (boêmia), paga caro por cervejas minimas e ainda se acha o pais da cerveja…

  • http://www.romerodavid.com.br Leonardo David

    Na verdade isso é uma mera questão cultural, apenas isso.

    • marxx3000

      Finalmente uma resposta sensata

  • Iago

    Nessa épocas era normal ter escravos, não faz sentido essa publicação, tanto que na Europa tinha escravos brancos. Agora falar eu invento qualquer coisa, eu quero provas que isso e verdade,imagem?..

  • Rodrigo A. Sena Pereira

    Historiadores “marxistas” ou de “esquerda” ou
    “socialistas”
    (socialistas de butique que andam de Nike, comem sushi e McDonalds, usam iPhone e iPad) que glorificam Lampião e Zumbi por “lutarem contra a elite
    branca dominante”, mesmo sendo ladrões, estupradores, escravistas, etc.
    Zumbi
    era descendente de uma tribo violenta, que cometia barbáries e tinha
    escravos, saqueava, pilhava, torturava e estuprava, etc. Não era herói
    coisa nenhuma, está no mesmo saco que Lampião, Adolf Hitler, Napoleão,
    Stalin, Que o Inferno os tenham.

    Cadê a heroificação de representantes negros??
    Abaixo exemplos esquecidos ou não-esquerditados,
    — Machado de Assis e José do patrocínio?

    — O Dragão do Mar – Francisco José do Nascimento (do Ceará);
    O
    Dragão do Mar. Francisco José do Nascimento recebeu esse apelido em
    decorrência de sua luta contra a embarcação de escravizados, realizada
    pelos escravocratas do Ceará que estavam vendendo os cativos para os
    fazendeiros da região Sudeste. Com isso, pretendiam atenuar os prejuízos
    devido a uma grande estiagem e à epidemia do cólera que ocorria no
    período de 1877 e 1879. Francisco era presidente da Sociedade Cearense
    Libertadora. que se opunha ao escravismo no Ceará. Conhecedor do mar,
    pois era filho de pescador e, ainda garoto, prestava serviço ao navio
    Tubarão, fazendo entregas de recados, tornou-se mais tarde, prático-mor
    da barra do Porto de Fortaleza. Diante da situação que se instalou,
    organizou os jangadeiros, bloqueando o porto.
    Uma das importantes
    ações que exemplificam a luta abolicionista no Ceará, que fizeram com o
    estado fosse o primeiro a abolir a escravidão, no ano de 1884. Francisco
    nasceu em 1839, vindo a falecer em 1914.

    — Dandara foi
    uma grande guerreira na luta pela liberdade do povo negro. Ainda no
    século XVII, participou das lutas palmarinas, conquistando um espaço de
    liderança. De forma intransigente, entendia que a liberdade era
    inegociável. enfrentando todas as batalhas que sucederam em Palmares.
    Era a companheira de Zumbi dos Palmares. Opôs-se, juntamente com ele, a
    proposta da Coroa Portuguesa em condicionar e limitar reivindicações dos
    palmarinos em troca de liberdade controlada. Dandara morreu em 1694 na
    frente de batalha, para defender o Quilombo dos Macacos, mocambo
    pertencente ao Quilombo dos Palmares.

    — Luíza Mahin, foi uma
    protagonista importante na Revolta dos Malês. Conforme alguns
    estudiosos, se essa revolta vingasse, Luísa seria a rainha da Bahia.
    Construindo um reinado em terras brasileiras, já que fora princesa na
    África, na tribo Mahi, integrante da nação nagô. Foi alforriada em 1812.
    Ela também participou da Sabinada entre 1837-1838. Perseguida, acabou
    fugindo para o Rio de Janeiro. Não se sabe ao certo, mas imagina-se que
    essa importante mulher tenha sido extraditada juntamente com seus
    companheiros muçulmanos africanos que encabeçaram a Revolta dos Malês.


    Carolina Maria de Jesus Nasceu em Sacramento, no interior de Minas
    Gerais, no ano de 1914. Sendo de uma família extremamente pobre,
    trabalhou desde muito cedo para auxiliar no sustento da casa. Com isso,
    acabou não frequentando a escola, além de dois anos. Mudou-se para São
    Paulo, indo morar na favela, para sustentar a si e seus filhos,
    tornou-se catadora de papel. Guardava alguns desses papéis, para
    registrar seu cotidiano na favela, denunciando a realidade excludente em
    que viviam os negros. Em 1960, foi descoberta pelo jornalista Audálio
    Dantas, que conheceu seus escritos. Assim, ela escreveu o livro Quarto
    de Despejo, que vendeu mais de 100 mil exemplares. Na imagem vemos
    Carolina Maria de Jesus ao lado da também escritora, Clarice Lispector.
    Tornou-se uma escritora reconhecida, particularmente fora do país, sendo
    incluída na antologia de escritoras negras, publicada em 1980 pela
    Randon House, em Nova York.

    — André Rebouças Rebouças, além
    de ter sido um dos mais importantes militantes do movimento
    abolicionista no Brasil, foi uma das maiores autoridades no país em
    engenharia hidráulica e ferroviária. Nasceu em 1838, filho de Antonio
    Rebouças, advogado, parlamentar e conselheiro do Império. Estudou nas
    melhores escolas do Rio de Janeiro, completando seus estudos na Europa,
    onde se especializou em fundações e obras portuárias. Participou na
    Guerra do Paraguai (1865-1870), como engenheiro. Foi um dos fundadores
    da Sociedade Brasileira contra a Escravidão. André Rebouças, também era
    geólogo, matemático, biólogo, astrônomo, higienista e filantropo. Morreu
    em 1898.

    — Cruz e Souza João Cruz e Souza foi um grande
    personagem na luta abolicionista no país. Filho de pais forros, nasceu
    no dia 24 de novembro de 1861 em Florianópolis, era poeta e jornalista.
    Defensor da abolição, utilizou seu talento como orador e poeta para
    denunciar o escravismo e a hipocrisia brasileira frente a escravidão.
    Suas obras consagradas, o tornaram um dos maiores expoentes do
    simbolismo brasileiro. Dentre seus escritos, destacam-se os livros
    Missal e Broquéis. Chegou a ser funcionário nomeado da Central de Ferro
    do Brasil. Morreu em 1898 de tuberculose.

    — Aqualtune era uma princesa do Reino do Congo, foi trazida escravizada para o
    Brasil, logo que foi derrotada em guerra no interior do reinado. Quando
    desembarcada no Brasil em Recife, foi vendida e levada para o sul de
    Pernambuco. Não demorou a integrar os movimentos de fugas que explodiam
    no regime escravista, tornando-se uma liderança importante para os
    quilombos de Palmares. Segundo o que aponta alguns estudos, Aqualtune
    era avó de Zumbi dos Palmares. Morreu queimada, quando já era idosa.


    Mãe Menininha do Gantois nasceu em 10 de
    janeiro de 1864. Era neta de escravizados da tribo Kekeré, da Nigéria.
    Foi iniciada no candomblé, ainda criança, no terreiro fundado pela sua
    bisavó. Aos 28 anos de idade, como filha de Oxum, assumiu o cargo de
    maior hierarquia na religião. Conseguiu estabelecer interlocuções como
    várias personalidades, buscando o respeito da sociedade para a religião,
    muito perseguida pelo poder político. Devido aos seus poderes
    espirituais e sua capacidade de agregar as pessoas, conquistou o
    respeito até mesmo de outras religiões. Tornou-se a mais respeitável mãe
    de santo da Bahia, onde até hoje funciona o terreiro do Gantois,
    fundado em 1849, por sua bisavó. Sempre divulgava o candomblé,
    explicando sobre a importância do mesmo. Sua vida religiosa foi marcada
    pela fé e bondade. De grande carisma, Mãe Menininha do Gantois tinha
    respeito de personalidades importantes, dentre as quais, Dorival Caymmi,
    Caetano Veloso, Tom Jobim e Vinícius de Moraes. Faleceu aos 92 anos, em
    1986 na cidade de Salvador.

    — Tereza de Benguela foi uma liderança quilombola que viveu no século XVIII. Mulher de José
    Piolho, que chefiava o Quilombo do Piolho ou Quariterê, nos arredores de
    Vila Bela da Santíssima Trindade, Mato Grosso. Quando seu marido
    morreu, Tereza assumiu o comando daquela comunidade quilombola,
    revelando-se uma líder ainda mais implacável e obstinada. Valente e
    guerreira ela comandou o Quilombo do Quariterê, este cresceu tanto sob
    seu comando que chegou a agregar índios bolivianos e brasileiros. Isso
    incomodou muito as autoridades das Coroas, espanhola e portuguesa. A
    Coroa Portuguesa, junto à elite local agiu rápido e enviou uma bandeira
    de alto poder de fogo para eliminar os quilombolas. Tereza de Benguela
    foi presa. Não se submetendo a situação de escravizada, suicidou-se.
    Carro alegórico na Marquês de Sapucaí com a representação de Tereza de
    Benguela, a rainha do Quilombo do Piolho ou Quariterê.

    Que estudem e pesquisem melhor seus “heróis” e se for criar feriado do Dia da Consciência, terão que criar dia do japonês, alemão, judeu, português, espanhol, do albino (que é uma minoria que sofre bullying, ou não?), do canhoto…

    • Henrique

      Rodrigo, muito bem argumentado. Parabéns!

    • MM

      A Igreja Catolica tem vários Santos e catedrais filhas da puta e nem por isso deixamos os feriados de lado por conta da cretinisse dos homenageados.
      Não se preocupe isso não é exclusividade do representativo dia da consciência negra.

      • Henrique

        Não sou católico, mas nesta sua argumentação sem sentido, sou obrigado a dizer que, muitos destes “católicos romanos” possuem muito mais “historicidade” e provas científicas de seus atos e de sua existência, do que Zumbi.
        O sr Rodrigo citou diversos exemplos de pessoas afro descentes muito mais dignas e com exemplos de vida melhores do que Zumbi.
        Porém, você, assim como os movimentos marxistas, autoproclamados de “consciência negra” recusaram-se a reconhecer tais exemplos, e muito menos, torná-los “representantes” da “consciência negra”.
        Ao invés disso, escolheram uma personagem de historicidade duvidosa, dona de escravos negros, violenta para com os adversários, e que agia de forma autoritária, como já é amplamente conhecida por qualquer um que pesquise e que não seja “doutrinado ideologicamente” com as mentiras do marxismo/socialismo.
        E por último, você não foi capaz de trazer nenhum argumento, somente ofensas e intolerância religiosa.

  • Henrique

    Para quem sabe alguma coisa de história e de historiografia sabe que o autor do texto possui razão em seus argumentos, pois não há provas, de fato, que sustentam a “visão romântica” que alguns intelectuais fizeram de Zumbi.
    E Zumbi, assim como muitos outros heróis do período republicano brasileiro, é muito mais uma “construção romântica” de reportes ou pseudo-historiadores marxista, do que um “herói” de verdade.

    • Rodrigo A. Sena Pereira

      Historiadores auto-proclamados “marxistas” ou de “esquerda” ou
      “socialistas” que glorificam Lampião e Zumbi por lutarem contra a elite
      branca dominante, mesmo sendo ladrões, estupradores, escravistas, etc.
      Zumbi
      era descendente de uma tribo violenta, que cometia barbáries e tinha
      escravos, saqueava, pilhava, torturava e estuprava, etc. Não era herói
      coisa nenhuma, está no mesmo saco que Lampião, Adolf Hitler, Napoleão,
      Stalin, Que o Inferno os tenham.

      • Henrique

        Rodrigo, concordo com você.

    • MM

      Toda construção histórica é romantizada ou dramatizada.

      • Henrique

        Admitir que “toda construção histórica é romantizada ou dramatizada” é voltar a velha teoria que quer tornar a história uma mera “literatura” e não uma ciência.
        E, aceitar esta sua tese é o mesmo que admitir que toda o texto “histórico” é uma ficção de seu autor, ou seja, no fundo uma “mentira”. Ao aceitar isto, temos então, que concluir que tudo, o que se disse e se escreveu sobre “Zumbi”, como herói, é uma mentira, ou melhor, uma ficção dos autores destes textos.
        Portanto, você somente trouxe argumentos favoráveis a se ser contra a versão marxista de Zumbi, como “heroi”.
        Obrigado por ajudar por isto.

  • https://twitter.com/vihighi Victor Cruz

    @SuperInteressante Sério que ele baseia tais afirmações em “costumes da época” e NADA MAIS???
    Este é o perigo da imprensa divulgar boatos e conspirações, elas podem viralizar tanto que acabam tidos como verdade, para alguns..

  • Alan Cruz

    Tipo, ele acha isso. Mas não tem nenhum evidência, grande autor. – –

  • Henrique

    Helen,
    Também faltam provas sobre a importância de “Zumbi” dos Palmares.
    E, para quem pesquisou a historiografia do período sabe que a figura do Zumbi foi sim, uma construção de historiadores marxistas.

  • MM

    Zumbi foi uma construção de historiadores ? Tipo, jesus cristos ? Haushuahs
    Em qual livro vc viu isso ?

  • Henrique

    Você se graduou em história? Pelo que li de seus escritos, eu acho que não.
    Você também, até agora, não trouxe nenhuma citação historiográfica, e nenhum exemplo histórico favorável a sua argumentação.
    Só “provações literárias” superficiais.
    Eu estou concordando, em parte, com o artigo, que originou esta discussão. Quem discorda, é que deveria dar maiores sustentações acadêmicas aos seu argumentos.
    Portanto, a menos que você se dê ao trabalho de melhor argumentar a sua tese, não vejo o por quê, de eu fazê-lo.
    E, ao querer comparar “Zumbi” com o judeu Yehoshua (Jesus para os “latinos”) é partir para uma argumentação de fé, pois “Jesus” como “messias” e´uma personagem religiosa e de fé, e não, uma personagem histórica.
    No fundo, com sua tese, você está querendo dizer que simplesmente se dever “acreditar no “seu Zumbi dos Palmares” como herói. E não tê-lo como personagem histórico e real. E analisar o “Zumbi dos Palmares” como “herói” é uma questão de “acreditar” e de fé nesta “ideologia marxista” e não uma questão racional, histórica e científica.
    Portanto, nestes seus termos, você acabou dizendo que o seu discurso é uma questão de fé, e não uma questão racional.
    E fé, por fé, que prefiro “acreditar” que Zumbi não foi um herói, e que felizmente no Brasil, temos diversos outros brasileiros de ascendência africana que foram melhores exemplos de superação, sucesso e de integração social, do que Zumbi. Baste superar a “cegueira ideológica” do marxismo/socialismo.

  • Henrique

    Primeiramente, se você deseja comentar algo, é bom ler com atenção o que é escrito pela pessoa a quem deseja comentar: eu escrevi “você, assim como os movimentos marxistas”, ou seja, eu fiz uma comparação e não uma afirmação. E, ao escrever sobre os “católicos romanos” e escrevi “atos” e não “milagres”, ou seja, há provas históricas e científicas da existências destas pessoas, assim como, do “atos” deles em vida. Em momento algum escrevi sobre “milagres”.
    Portanto, em um simples leitura, já se lê que afirmei que você é marxista e tampouco, defendi algum milagre feito por um “católico romano”.
    Portanto, uma boa leitura, é o mínimo que se espera de alguém que deseja convencer os outros.
    Agora, até o momento, não li nenhum argumento seu com a mínima base documental, ou citação de fato histórico, ou argumentação teórica, ou sequer, que contenha algum estrutura argumentativa científica.
    Só leio em seus textos, “palavras de ordem” e “provocações literárias” facilmente desmentidas para aqueles que conhecem alguma coisa de história e de pensamento científico.
    E, se você não sabe, o pensamento marxismo e os seguidores deste movimento, foram os atores das maiores atrocidades cometidas na humanidade, como o “Holocausto Ucraniano – Holodomor” (1932-1933) ou a “Grande Fone na China Comunista (1958-1962)”, por exemplo. Sem falar nas milhares ou milhões de pessoas assassinadas pelos regimes comunistas.
    Mas pela sua falta de base em suas argumentações, eu não espero um discurso melhor.
    Agraços.

  • Henrique

    você trouxe ao diálogo algum argumento ou citação científica?
    Não!
    Você conhece história, pensamento histórico ou teoria de história?
    Pelos seus escritos: não!
    Então, só posso concluir que não os tem, e o seu único “conteúdo de discurso” são palavras de ordem aparentemente de vertente marxista, a “ironia” e “provocações”.
    Atenciosamente.

    PS.: Ironia e provações são recursos literários de discurso, caso não saiba.

  • Henrique

    Toda literatura, como tal, é uma ficção, pois não possui a obrigação em comprovar aquilo que está em seu conteúdo, citando fontes e demonstrando a vinculação de qualquer “modelo proposto” com a realidade.
    Se um escrito preocupasse com isto, não é literatura, é um trabalho científico ou acadêmico (1).
    Um escritor literário pode até conhecer princípios científicos, ou até ser um filósofo ou cientista, como o foi Aristóteles (2) e até Isaac Newton (1), porém, tais obras não são trabalhos científicos ou acadêmicos.
    Além do que, como qualquer estudante do Pensamento Científico sabe, as formas de compreender, analisar , e de apresentar um modelo de pensamento sobre o mundo, aceitas pelos acadêmicos são: A Arte (pintura, escultura, arquitetura), a Religião, a Filosofia e a Ciência.
    A literatura não foi considera nada disto.
    E mesmo que a literatura tome emprestados conceitos científicos para tornar a “fantasia” proposta pelo autor, mais aceitável e crível para o leitor, isto não torna “verdade” aquilo que o escritor literário escreveu.
    Já em um trabalho científico, aquilo que é afirmado, necessariamente tem que ser provado, e o modelo proposto, tem que ser passível de reprodução, apresentando os mesmos resultados do escrito. É só lembrar da farsas científicas sobre a “fusão nuclear a frio”, que constantemente são comprovadas, quando o modelo proposto é testado, sem os resultado apresentados pelos autores.
    Portanto, não há como querer “colocar no mesmo nível” a literatura e a ciência.
    E mais uma vez, ficou provado que, ou você não quer ou não consegue acrescentar argumentos e citações minimamente históricas/científicas em seu discurso.
    E, com esta sua atitude, forma-se um grande desnível e lacuna na qualidade e credibilidade do seu discurso, diante do meu.
    Atenciosamente.

    (1) Um reportagem jornalística até pode querer ter algum vínculo com a realidade, mas, um jornalista sempre pode “alegar segredo profissional”, para não mostrar as suas fontes, ou seja, “fica o dito pelo não dito”, ou pior, ficam as “meias verdades” que se mostram mentirosas, como ocorre no caso da “Escola Base” (pesquise para saber).
    (2) Aristóteles era uma filósofo, ou seja, de um pensador pré-científico. E também, escreveu sobre poesia e retórica.
    (3) Isaac Newton, além de diversos estudos sobre física, escreveu uma obra teológica, de cunho escatológico, sobre os livros de Daniel e Apocalipse.