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Qual a diferença entre totalitarismo e ditadura?

21 de dezembro de 2012

Esta é fácil, Oráculo: qual a diferença entre autoritarismo, ditadura, totalitarismo, autocracia e despotismo? É tudo sinônimo? Obrigado!
Rodrigo Moraes, Porto Alegre, RS

POST ATUALIZADO EM 04/02/2013

Ui, totalitário.

Se é fácil, por que você não fez isto?

Calminha lá, seu Rodrigo. Essas palavras não são sinônimos, porém foram usadas por diferentes sociedades no decorrer da história para descrever traços comuns do exercício do poder: a concentração excessiva do poder político nas mãos de um pequeno grupo ou de uma pessoa, assim como o exercício arbitrário, violento e injusto dessa força.

O termo “autoritário” vem de “autoridade”, como uma referência a ser seguida. Já a ditadura é um regime autoritário com um ditador no poder. Geralmente o ditador não é eleito. Autocracia significa “poder de um só”, em que o ditador se perpetua no poder por vários anos. O despotismo é um regime centralizado em pessoas que são tratadas como proprietárias dos seus súditos. A palavra vem do grego despotés, um senhor de escravos.

O professor de história da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro Paulo Cavalcante explica que o totalitarismo é a palavra que tem mais diferenças, não sendo adequado usá-la como sinônimo das demais. O termo aparece com o fascismo italiano no início do século 20 e sugere uma forma de domínio radicalmente nova para a época, que busca destruir as capacidades políticas do indivíduo, isolando-o em relação à vida pública.

“Nesse processo de aniquilamento da pessoa, ganha destaque, como única saída possível, a vida no seio coletivo da nação, no movimento de massa e no partido único. Mussolini e Adolf Hitler foram os líderes totalitários por excelência, diz Cavalcante. O professor acrescenta que, embora tenham sentidos parecidos, as palavras autoritarismo, ditadura, autocracia e despotismo foram utilizadas em momentos históricos diferentes e, portanto, carregam no sentido o contexto histórico na qual estiveram inseridas.

E agora, arbitrário como um déspota, despeço-me, criaturas. A caverna do Oráculo ficará às moscas por um mês, porque nossos escribas, enfim, conquistaram o direito amado às tão sonhadas férias.

Até janeiro, criaturas!

(crédito da imagem: antmoose)

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