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Tatuar fórmula de vestibular é proibido?

27 de novembro de 2012

Uma pessoa com o corpo tatuado  com conteúdo escolar, como fórmulas de física, é impedida de realizar o vestibular !?
Murilo Atique, São José do Rio Preto, SP

Não rola tatuar carpelo, estame, pétala etc.?

Ih, rapaz, aposto que essa nem o Guia do Estudante respondeu. Não existe uma regra geral para esse caso, Murilo.

Depende do vestibular que o candidato for prestar. Na Fuvest, fundação que realiza o maior vestibular do Brasil, selecionando alunos para a USP e Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo, a situação pode ser resolvida de duas formas diferentes. Se as tatuagens não se relacionam com o conteúdo da prova, não fará diferença e o candidato poderá realizar a avaliação normalmente (ufa, já pensou ter de apagar aquele ideograma japonês irado!?).

Por outro lado, se elas facilitarem a solução de alguma questão, o candidato será encaminhado para a Polícia Civil. Caberá à polícia decidir se a pessoa estava ou não mal intencionada ao tatuar o conteúdo. Uma equipe de delegados e investigadores que faz plantão durante o exame está preparada para resolver situações desse tipo. Se a polícia não encontrar indícios de fraude, o candidato poderá realizar a avaliação sem problemas.

Segundo os responsáveis pelo vestibular da Fuvest, que ocorreu no último domingo, nunca houve um caso semelhante durante a aplicação das provas.

crédito da imagem: john curley


Por que o mercúrio foi proibido no Brasil?

21 de agosto de 2012

Querido Oráculo,
Quando eu era criança pequena em Barbacena ~mentira~ minha mãe passava “mercúrio” nas minhas perebas - frutos de aventuras contra a gravidade. Aquele líquido vermelho era o mesmo mercúrio dos termômetros?
É verdade que ele foi proibido porque descobriram que faz mal?
E por fim: se é mercúrio mesmo por que não é prateado igual ao corpo do exterminador do futuro?

Obrigada ~bjumeliga~
Analee Torres Sasso, Barbacena, Ilhabela, SP

Hasta la vista, governador

O mercúrio talvez tenha deixado você uma pessoa meio assim hiperativa, né?

Só que não. O mercúrio usado no antisséptico que tratou suas ~perebas~ não é o mesmo dos termômetros.  O líquido vermelho do antisséptico usado por sua mãe tinha o nome comercial de mercurocromo, mas, na verdade, o nome da substância  era merbromina, composta por organomercúrio e fluoresceína.

“Sendo um composto de mercúrio, ele não tem as mesmas propriedades, como a cor prateada e a densidade do metal líquido em si”, explica o químico e professor do pré-vestibular Universitário Carlos Araújo. “Não é o metal líquido dos termômetros”, esclarece. Por isso não tem a mesma cor do Exterminador do Futuro. Afinal, não é mercúrio para valer, mas um composto de mercúrio.

Mesmo sendo apenas parte da composição do antisséptico, o mercúrio é tóxico. E podia fazer mal quando era aplicado em grandes quantidades em perebas provavelmente bem maiores que as suas. Essa foi uma das razões pela qual o produto foi proibido no Brasil em 2001.

(crédito da imagem: enigmabadger)