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“Mancha de plástico” no Pacífico pode virar ilha sustentável

Débora Spitzcovsky 28 de abril de 2010

O homem destrói e, depois, precisa usar e abusar da criatividade para consertar seus estragos. Essa é a principal lição que podemos tirar do projeto Recycled Island, desenvolvido pelo escritório Whim Achitecture, que propõe utilizar todo o lixo plástico que hoje forma uma grande mancha no Oceano Pacífico para construir uma ilha sustentável, do tamanho do Hawaii.

E se você já achou ambicioso erguer uma ilha de cerca de 40 mil km², apenas, com resíduos plásticos, o Recycled Island vai além: o projeto tem a intenção de transformar a área em um verdadeiro lar para os refugiados climáticos, ou seja, para pessoas que forem “expulsas” de suas casas por conta de fenômenos provocados pelas mudanças climáticas.

Para esses, o Recycled Island oferecerá casa com vista para o mar (que também será construída com o plástico reciclado do Pacífico), locais de lazer e comércio e, ainda, trabalho garantido na agricultura da ilha, sobretudo de algas – que serão usadas como alimento, fertilizante e remédio pela população do local, além de ajudarem na absorção de CO2 da região e na produção de energia limpa.

Por enquanto, o projeto “mirabolante” do Whim Achitecture não passa de uma ideia, mas os arquitetos estão em busca de especialistas em oceanografia, química e engenharia para tornar a iniciativa real. Quem sabe um dia… mas, cá entre nós: não teria sido muito mais fácil evitarmos a tal mancha de plástico no Pacífico?

Leia também:
O lixão dos mares

Viagem ao redemoinho de plástico

*Recycled Island

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Comentários

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Felipe Solari disse:

Um conceito de comunidade bem interessante, imagina as historias de superação desses moradores… imagina os FILHOS desses caras. Ao melhor estilo “A ILHA” aquele filme com Di Caprio….
Muito louco imaginar…

Jéssica Nascimento disse:

Concordo com o FELIPE SOLARI.
Seria melhor ter evitado, mas isso não seria fácil.
Agora, adorei a idéia da ilha. Muito fodaa. =D

Felipe Solari disse:

Com certeza seria mais facil evitar, mas a realidade é que NAO será assim, infelizemente. Mas acho MUITO FODA os caras criando maneiras e soluções sustentáveis dentro da própria “cagada” que fizeram.
A idéia de se construir um local para prejudicados por desastres naturais é incrivel, um conceito de sociedade e comumidade muito inovador, ou seja, s˜åo pessoas marcadas do mesmo “mal”, e todods recomeçando algo, ajudados por outros que já estsvama lá desde outros desastres, historias de superação reunidas ali. Uau !!!!
Dá um filme….

Parabens pelo Post.

Acabo de conhecer o blog e achei realmente muito interessante. É muito importante ter pessoas que acreditem que ainda há tempo de mudar. Seria de extrema utilidade conscientizar o máximo de pessoas possível, buscando assim uma melhora no meio ambiente no qual vivemos. Nós da Fujiro, empresa do ramo de ecotextil, trabalhamos apenas com materiais reciclados, tendo sempre em mente um pensamento ecológico e tentando mobilizar as pessoas a aderir esta ideia.

Stefany Rodrigues disse:

me corrigindo, SERÁ MUITO INTERESSANTE. (e não SERIA, dã!)

Stefany Rodrigues disse:

Seria mais inteligente evitar, mas, considerando o deficit de máquinas de viajar no tempo, vejamos: SE essa idéia não vir a ser um ÁLIBI para continuar a utilização irresponsável de plástico seria muito interessante! Aprovo.

Paulo Urbano Avila disse:

Gostaria de receber, via e-mail, outras noticias como esta !
grato

Paulo

Rodrigo disse:

“não teria sido muito mais fácil…”

Nossa! Que comentário relevante, hein?

Chega a ser mais útil que o “eu avisei”.

GabrieL disse:

Se seria mais fácil? Deveria, mas acho que não seria mais fácil não. Afinal, isso implicaria em tentar convencer as empresas a repensar e remodelar a fabricação das embalagens e investirpesado na criação de materias ecologicamente corretos, bem como incitar nossos governos a agir de forma muito mais efetiva no processamento do lixo, serviço de reciclagem, tratamento de esgoto, etc. E tudo isso décadas atrás! E não adianta, a preocupação da maioria das corporações com o meio ambiente é marketing, é modinha ecológica. Entre a economia e a estabilidade do planeta, nós, enquanto espécie, ainda priorizamos a primeira, sem pestanejar. Talvez devêssemos rever nossa preocupação e pensar como o brilhante George Carlin: http://www.youtube.com/watch?v=X_Di4Hh7rK0 . Um abraço e parabéns para a revista!

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