Conteúdo extraído do blog Planeta Sustentável, do site da revista Superinteressante (http://www.superinteressante.com.br/blogs/planeta/)
Uma imagem impacta mais do que mil palavras
Aquela velha história de que estamos destruindo o mundo onde viverão nossas futuras gerações já não está com nada. Realmente, estamos acabando, pouco a pouco, com o planeta, mas nós mesmos já estamos sofrendo com as consequências de nossos atos há um bom tempo.
Mesmo assim, tem muita gente que ainda não acordou para o problema. Para estes, o blog dinamarquês Gigapica Geenstijl publicou uma coletânea de imagens que comprovam que a poluição se tornou uma questão mundial e urgente.
China, Grécia, Alemanha, Índia, Chile... o Gigapica Geenstijl viaja pelo mundo todo e é difícil escolher o lugar que apresenta as condições de vida mais chocantes. Em várias fotos (como esta, que ilustra o post!) dá para ver crianças e adultos em contato direto com a sujeira, procurando por comida e expostos a uma série de doenças.
O blog é todo em dinamarquês, mas as imagens falam sozinhas. É claro que a humanidade está na mira da própria devastação. Ou você ainda duvida?
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Read Aued Guirar, 03 Junho 2009 - 09:59
Para a Assessoria de Imprensa da SABESP (Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo)
Que as alterações estatutárias da SABESP foram legais de direito não se discute. Porém, não foram legais de fato, dado que a lei generaliza matéria que se deveria especificar. Porque a História é feita não com o que é de direito, mas com o que é de fato.
Que foram aprovadas por autoridades às quais compete a aprovação, também não se discute. Porém, essas mesmas autoridades, leia-se deputados estaduais da ALESP, não foram competentes porque ignoraram as implicações da lei.
Que as aprovações seguiram todos os trâmites democráticos de direito, também não se discute. Porém, não se seguiram todos os trâmites democráticos de fato, posto que o primeiro e fundamental trâmite democrático de fato é ouvir a sociedade civil em matéria que lhe diz respeito. Porque, repita-se, a História é feita não com o que é de direito, mas com o que é de fato.
Que o manejo de resíduos sólidos não se restringe à construção de aterros sanitários, também não está em discussão. Porém, o que está em discussão,TARDIAMENTE, é exclusivamente a construção de aterros sanitários com vida útil de trinta anos prevista pela própria SABESP.
Que a SABESP busca tecnologia de ponta nos vários segmentos que atua, também não se discute. Porém, aterro sanitário com vida útil até o ano de 2040, NÃO É tecnologia e ponta. Nem tampouco é tecnologia de ponta a queima de resíduos sólidos que resulta em emissão de CO2 em escala ameaçadora.
Que a SABESP se preocupa em ser referência de inovação e tecnologia, estendida às áreas de atuação da companhia, também não se discute. Porém, não em TODAS as áreas, posto que essa construção de aterros sanitários com vida útil de trinta anos jamais será referência de inovação e tecnologia no tratamento de resíduos sólidos.
Neste século de logística reversa, a SABESP sequer menciona a menor preocupação com essa tecnologia, a da logística reversa, por não lhe interessar a redução de material a ser aterrado afim de viabilizar a operação de aterros sanitários até 2040.
Por penúltimo, a SABESP distribuiu "release", i e., informou a imprensa com DOIS ANOS (!) de atraso, impedindo a sociedade civil de amplamente tomar conhecimento das suas intenções em construir aterros sanitários, EM DETRIMENTO da reciclagem dos resíduos sólidos. Reciclagem, a única tecnologia possível e nada inovadora, apesar de muitas vezes mais eficiente que aterros sanitários ou usinas de propagação de CO2.
E por último, o Planeta Terra demanda, em caráter de urgência urgentíssima, a faxina da biosfera jamais antes acontecida, sob pena de extinção da vida como a conhecemos. E sobre este avançado e primordial conceito, a Sabesp JAMAIS se manifestou, ao contrario, a SABESP pretende lançar para debaixo do solo superficial da Terra, o lixo que ela, SABESP, está por inventar em larga escala.
Lançar para debaixo do tapete que cobre o chão que Deus pisa.
Assessoria de Imprensa da Sabesp, 29 Maio 2009 - 18:10
Em resposta aos comentários de Read Aued Guirar, a respeito da operação pela Sabesp (Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo) de aterros sanitários, é necessário esclarecer que a autorização para que a companhia estadual atue em todo o território nacional e no Exterior, bem como amplie seus serviços para além do saneamento básico, foi fruto de mudanças legais aprovadas por autoridades competentes, seguindo-se todos os trâmites democráticos.
O manejo de resíduos sólidos, previsto na Lei Complementar 1025/07, não se restringe à construção e operação de aterros sanitários. A Sabesp desenvolve tecnologia de ponta nos vários segmentos em que atua e não será diferente neste novo setor de atuação, tanto assim que integrou recentemente comitiva que visitou na Alemanha os i ncineradores de Olching, Burgkirchen e de Augsburg com o objetivo de conhecer tecnologias alternativas e também fo i convidada pela Prefeitura de Mogi Mirim para desenvolver estudos com o objetivo de implantar no município uma usina de queima de resíduos sólidos com geração de energia.
A preocupação da Sabesp em ser referência de inovação e tecnologia se estende a todas as áreas de atuação da companhia. Exemplo disso foi a assinatura, no dia 12 de maio, de um Termo de Cooperação entre a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP) e a Sabesp. Entre as áreas a serem pesquisadas, citamos: Tecnologias inovadoras para aumento da eficiência nos processos de tratamento e distribuição de água, monitoramento de qualidade da água, diminuição do consumo de eletricidade na operação de sistemas de saneamento, combate à perda de água nas tubulações e estudos econômicos sobre o desenvolvimento do setor de saneamento.
Assessoria de Imprensa da Sabesp
Eric Nabor - Sp - ericnabor.wordpress.com, 27 Maio 2009 - 11:00
Pois é!A sustentabilidade esta ai, para todos que queiram ve - la.
Concientização, não falta.
Hoje em dia se fala muito em reciclagem, saneamento basico de qualidade e etc.
Mas muito pouca gente acordou para essa realidade.
O que tem que começar dentro da casa das pessoas, esta cada vez mais dificil de ser difundido na sociedade.
Quantas vezes vi pessoas ao meu lado, fumando e lançando suas bitucas de cigarro no chão, sem nenhuma preocupação.
Outras que abriam pacotes de alimentos, comiam e deixam a sujeira no chão mesmo, estando a lixeira a menos de 2 metros de distancia.
Eu acho que não é só uma questão de voçe fazer isso para preservar o meio ambiente, mas sim uma questão de educação.
Quando ando na rua e tenho algo que preciso jogar no lixo, se não tiver uma lixeira por perto, guardo no bolso, ou na mochila até que eu encontre uma e possa jogar.
Acho sensato fazer isso, me sinto mal e sem graça se jogar o lixo no chão.
Acho que enquanto as pessoas não pararem para pensar muito mais seriamente na questão ambiental do planeta, tanto como os goveranantes tambem, não vai resolver de nada.
Como se ve na foto, o problema é serio e as consequencias são drasticas.
Se as pessoas não se tornarem mais educadas com o planeta em que vivem, logo estaremos como na foto acima....
Read Aued Guirar, 26 Maio 2009 - 20:10
SABESP Contra a RECICLAGEM
Então, lá vai. É insistir até morrer. Não dá mais para fingir que não está acontecendo.
Como se pode esperar que os poluidores separem o lixo, no mínimo o orgânico do inorgânico, se HOJE a própria SABESP, está propondo a construção de aterros sanitários por todo o Estado de São Paulo, Brasil e Exterior? Aterros com trinta anos de vida útil significando mais trinta, além dos trinta atrasados, para que a coleta seletiva e reciclagem entrem na rota da boa civilização.
Com todo o respeito... A manobra da SABESP em cumplicidade com o Governo do Estado foi assim:
em julho de 2007 - o governo estadual envia o Projeto de Lei Complementar nº48/2007, que permite a alteração dos estatutos da SABESP de modo que ela possa construir aterros sanitários.
Em dezembro de 2007 - o PLC48/2007 foi aprovado e SANCIONADA A LEI, autorizando a SABESP a "entrar no negócio bilionário do lixo" como comentou a Folha de S. Paulo no dia 17 de março último.
Em junho de 2008 - interdição pela CETESB de 4 lixões de uma só vez
Em julho de 2008 - a SABESP alterou seus estatutos.
Em janeiro de 2009 - O Prefeito de Itapecerica da Serra, eleito Presidente do Conisud anuncia que vai propor ao Governo do Estado parceria para a retomada do lixão.
Em 17 de março 2009 - o Governador do Estado autoriza protocolo de intenção entre a SABESP e a Prefeitura de Itapecerica da Serra, dando a partida ao "crime sócio ambiental", a primeira punhalada do esquema contra o meio ambiente e a sociedade de recicladores.
E o pior. Essa articulação foi engendrada desde antes de 2007 e só veio a público em março de 2009. Tudo aconteceu no mais tenebroso sigilo. Ninguém, a menos dos adormecidos deputados da ALESP que inadvertidamente aprovaram o PLC48/2007, sem corrigir o disfarçado subterfúgio da lei, ninguém, nem a grande imprensa ficou sabendo. Ou, se soube silenciou censurada pelo poder econômico, alienando a comunidade preservacionista ambientalista, e com isso impedindo-a de ao menos discutir o projeto de lei e tentar aprimorá-lo. Como a imprensa pode fazer isso?
Não há porque construir aterros sanitários. Aterro sanitário é coisa do século passado neste século de logística reversa. E finalmente, disciplina ambiental se constrói como se constrói a educação nas escolas. Com aulas teórico-práticas (conceitos, leis e regras), exercícios, provas, notas que premiam com a aprovação e superação do grau de aprendizado, ou notas que punem com a reprovação e a repetição do ano escolar.
Quer dizer, disciplina ambiental se constrói com LEIS, REGRAS, informação, fiscalização, premiação e punição inapelável aos infratores.
Read Aued Guirar
Itapecerica da Serra - SP