A mais nova lei ambiental da Indonésia muçulmana afeta os noivos do país: a partir de março deste ano, para ter autorização da Igreja para casar, os pombinhos deverão plantar duas mudas de árvore de alguma espécie nativa.
A medida foi anunciada pelo Escritório de Assuntos Religiosos – onde se registram os muçulmanos que vivem no país e querem casar oficialmente – e, por enquanto, valerá na cidade de Medan e em distritos da ilha de Sulawesi, onde a concentração de adeptos à religião é grande.
Quando for registrar a união no Escritório, o casal receberá as duas mudas, que devem ser plantadas na casa onde os pombinhos morarão. Após o plantio, a licença para o casamento é concedida e, então, os noivos estão autorizados a realizar a cerimônia.
A estimativa é de a medida renda duas mil novas árvores, todos os meses, para as cidades participantes da iniciativa, ajudando o país – que, atualmente, está entre as dez nações que mais contribuem para o aquecimento global, segundo levantamento do BNDES – a controlar suas emissões de CO2. Você aprova a ideia?
Quando o casal Kelly e Matt Grocoff comprou sua casa em Ann Arbor, no estado norte-americano de Michigan, eles tinham um objetivo em mente: transformá-la em um lar autosustentável em energia. A casa, construída por volta de 1901, deveria produzir a quantidade de eletricidade que o casal consumisse – ou mais. Isso sem emissão de gases responsáveis pelo efeito estufa.
Depois de muita pesquisa e de quatro anos de trabalho duro, a casa apelidada de Mission Zero atingiu seu objetivo. Passou a produzir eletricidade a partir de placas fotovoltaicas, que captam a energia do Sol. De fevereiro de 2011 a fevereiro de 2012, produziu 892 kWh a mais do que foi consumido. Resultado: conta de luz zerada e ganho de créditos de energia renovável – sem falar, é claro, nos ganhos ao meio ambiente.
O legal desta história é que o casal postou vídeos no site que criou para a Mission Zero*, com dicas e ensinamentos sobre como fazer uma reforma e reduzir a demanda de energia da sua casa. São vídeos no estilo “faça você mesmo” sobre restauração do piso, das janelas ou reforma da cozinha. O lema do casal é: perder menos, usar menos e produzir.
Já pensou em produzir localmente a sua própria energia?
O cientista inglês Julian Bayliss, da organização Mulanje Mountain Conservation Trust, acaba de identificar uma nova espécie de camaleão em Moçambique, na África, graças às imagens de satélite do Google Earth.
Isso porque, enquanto usava a ferramenta para explorar a floresta de Mount Mabu, no norte do país, Bayliss encontrou uma mancha bastante suspeita nas imagens do Google Earth e decidiu organizar uma expedição científica para analisá-la.
A aventura deu certo: após quatro dias de exploração na floresta – que tem sete mil hectares de cobertura vegetal –, Bayliss descobriu que a mancha que encontrou no Google Earth englobava uma nova espécie de camaleão, batizada de Nadzikambia baylissi, em homenagem ao cientista.
Agora, a preocupação dos especialistas é com a sobrevivência do animal, que mal foi descoberto e já pode estar ameaçado de extinção. Isso porque, por ser muito pequeno e frágil, o camaleão é altamente suscetível às mudanças climáticas e, também, à ação do homem, que atualmente explora a pequena área de floresta onde o animal vive, para caça e produção de madeira. Será que ele aguenta a pressão?
O documentário espanhol Obsolescência Programada, lançado em 2010 na Europa, chegou apenas neste anos aos Estados Unidos, com o nome de The Light Bulb Conspiracy (A Conspiração da Lâmpada, em inglês). Sua diretora, Cosima Dannoritzer, foi à América para divulgar e apresentar sua obra em festivais. Apesar de não ser um filme inédito, retoma-se a discussão de seu tema principal: a indústria determina duração curta para alguns produtos com o objetivo de estimular o consumo das versões mais atuais.
Basta pensar na seguinte situação, bem recorrente: seu aparelho de DVD quebra; você o leva para o conserto, mas o orçamento fica tão caro que vale mais a pena comprar um novo! O motivo de o equipamento antigo ficar obsoleto? Como mostra o Obsolescência Programada, ele chegou ao limite programado pelo próprio fabricante.
O documentário começa apresentando o que ocorre com a indústria de lâmpadas. Na década de 1920 cada uma durava 2500 horas. Hoje elas aguentam, em média, cerca de 1000 horas. Essa diferença aconteceu porque os fabricantes acordaram que elas deveriam “morrer” mais rápido para que os consumidores precisassem comprar mais. Há também exemplos sobre:
- impressoras que registram a quantidade de páginas que imprimem e param de funcionar a partir de um número determinado de impressões ou
- meias-calças produzidas com fios de baixa qualidade, depois de sua fabricante ter confeccionado um tecido altamente resistente, para que as mulheres comprem o artigo com frequência.
Além de estimular um ciclo vicioso de consumismo, a prática causa problema ambiental e social. Os objetos obsoletos, principalmente equipamentos eletrônicos, são jogados fora de maneira incorreta – o certo seria enviar para a reciclagem – e acumulam-se em lixões, contaminando o solo. Cada nova produção exige mais consumo de recursos naturais, como água, minérios e árvores. Outro agravante é que algumas pessoas desempregadas se submetem a ir até os lixões ilegais para encontrar metais valiosos que compõem os eletrônicos – como prata, ouro, cobre, paládio -, mesmo que em pequenas quantidades, e vendê-los.
O filme está na internet. Assista abaixo e responda: você pensa em toda essa história antes de comprar um novo eletrônico? O documentário fez você refletir sobre os próprios hábitos de consumo?
Obsolescência Programada será exibido na 1ª Mostra Ecofalante de Cinema Ambiental, que será realizada em São Paulo entre os dias 15 e 22/03 (leia mais em Mosta Ecofalante de Cinema Ambiental, em SP).
Lucy, uma Yorkshire que vive em Nova Jersey, nos EUA, é uma das mais recentes celebridades do mundo animal: ela entrou para o Guiness World Records por ser o menor cão do mundo a trabalhar – e, no caso, a profissão da cadelinha é pra lá de nobre. Ela atua como cão terapeuta no Estado.
Com 14,5 cm de comprimento e pouco menos de 1 kg, Lucy tem três anos de idade e trabalha há um no projeto Leashes of Love*, junto com sua dona, Sally Montufar. A iniciativa promove visitas com animais em hospitais, casas de repouso e escolas especiais da cidade de Cherry Hill, em Nova Jersey, para levar um pouco de alegria àqueles que vivem nesses locais.
E o mais bacana é que Lucy, que realiza trabalho voluntário, só chegou onde está hoje porque também foi “abençoada” com uma atitude de solidariedade de sua dona, Sally. A cadelinha, ainda filhote, foi levada com seus irmãos, ao pet shop onde Sally trabalhava, por uma mulher que dizia não poder ficar com eles e que, portanto, os levaria para um abrigo público. Por ser a menorzinha da ninhada, Lucy chamou a atenção de Sally que, então, adotou-a e levou-a para trabalhar no Leashes of Love, no maior estilo corrente do bem.
O segundo lugar do ranking dos menores cães do mundo que trabalham ficou com Momo, um Chihuahua de pouco menos de 3 kg que mora no Japão e auxilia a polícia do país na busca e resgate de vítimas de acidentes.
Ser sustentável é assumir responsabilidades, mudar hábitos e transformar o cotidiano para que todos vivam melhor. Essa é a ideia que o movimento Planeta Sustentável dissemina em seu site e, também, nas páginas de 38 publicações da Editora Abril (e seus sites), entre elas a revista Superinteressante. A gente acredita que é preciso fazer algo e é possível fazer muito, mas já! E isso não é utopia, como mostramos neste blog.