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Blog Planeta Sustentável
15 Janeiro 2008
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Para ajudar a salvar o planeta, é preciso assumir responsabilidades, mudar hábitos, transformar o cotidiano. É sobre isso que os jornalistas Mônica Nunes, Thays Prado, Manoella Oliveira e Débora Spitzcovsky, do site Planeta Sustentável, falam neste blog. Outros já contaram boas histórias aqui, também: Thiago Carrapatoso, Daniela Silva, Isabel Braga, Danilo Romeiro, Érica Georgino e Roberta Ávila.

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    Eco-tendências

    Confabulações à parte, o site TrendWatching elegeu 8 tendências de consumo que ditarão o ano de 2008. Ano novo, novas direções. Como não era de se surpreender, diversos pontos consideram ações sustentáveis como a nova vertente que guiará a vida – e o dinheiro - das pessoas.


    As previsões englobam diversos temas: status spheres, premiumzation, snack culture, online oxygen, eco-iconic, brand butlers, make it yourself e crowd-mining.


    Vamos aos pontos que interessam:


    1-) Status spheres (campos de status): neste ano, entre outras subdivisões, há um item para explicar a busca pelo status verde. Para exemplificar, o site cita a grande demanda pelo carro híbrido Prius, que traz certa visibilidade sustentável a quem o está dirigindo. Os norte-americanos, em vez de comprarem aqueles grandes jipes ou utilitários (conhecidos como SUVs), preferem adquirir o automóvel movido a hidrogênio. Outra subdivisão interessante é a filantropia. "Ache um só milionário que não está intimamente ligado à filantropia". De acordo com a previsão, os ricos estão muito mais preocupados em doar seu tempo e dinheiro do que há alguns anos. E indo nessa linha também, outro aspecto abordado é "a participação é o novo consumo". As pessoas querem ter um público focado em suas habilidades, participando de meios e grupos sobre determinado tema.


    2-) Premiumzation: são os produtos chiques que as empresas desenvolvem para um público muito específico. Segundo o site, todos os produtos terão sua versão premium. Algumas, claro, muito duvidosas, como é o caso da Bling H2O, uma garrafa de água que tem cristais Swarovski. Nada sustentável, mas mostra o caminho que as empresas devem seguir: customizar ao máximo para atingir públicos bem específicos.


    3-) Snack culture: designa os produtos feitos para consumo rápido e satisfação instantânea. Pode-se considerar os fast-foods nesse item, mas não é só de alimentação que o termo trata. São utensílios menores, feitos sob medida para uma pessoa. Um grande exemplo é o automóvel Smart, desenhado para caber apenas dois passageiros e para poluir menos do que um carro convencional. Considerando que a maior parte da frota de carros paulistana trafega com apenas uma pessoa, o Smart é uma alternativa ecoeficiente e faz parte da snack culture.


    4-) Online oxygen: não pense que é a venda de oxigênio pela internet. Em 2008, mais pessoas e mais serviços online serão disponibilizados pelo mundo inteiro. A necessidade da criação desse tipo de produto é tão urgente como se uma pessoa tivesse sem ar – ou oxigênio. O TrendWatching acredita que neste ano, milhares de novos produtos serão criados nesse meio, o que possibilitará com que mais pessoas entrem em sites sobre sustentabilidade, como o nosso Planeta Sustentável.


    5-) Eco-iconic: para o site, os produtos sustentáveis passaram por transformações durante os anos. Se antes eles eram apenas chamados de ecos, passaram a ser considerados eco-feios, por causa do design esquisito, preços salgados e sustentabilidade duvidosa. Depois de muita pesquisa e propagação da idéia, ser eco virou moda, surgindo a classificação eco-chic. Depois de toda a hype, o TrendWatching aposta no eco-iconônico, ou seja, produtos com design bonito e característico, alternativas voltadas ao meio ambiente e eficácia incontestável. Um desses itens, novamente, é o carro Prius!


    6-) Brand butlers: a idéia é a seguinte: em vez das marcas de produtos bombardearem seus clientes com propagandas, elas oferecem um serviço ao consumidor. Por exemplo, uma marca de fraldas construir um fraldário em um aeroporto – com os devidos créditos – para que os passageiros tenham mais comodidade.


    7-) Make it Yourself: é o velho e bom “faça você mesmo”. A aposta é que, graças à revolução digital, as pessoas invistam mais em produções próprias de filmes, músicas, imagens e blogs. Em vez de dependerem apenas das grandes corporações e empresas, elas podem fazer qualquer coisa de casa. Como diz o nosso querido TreeHugger, “fazer é o novo comprar de 2008”.


    8-) Crowd-mining: a tendência é que as pessoas se juntem para “lapidar e polir o diamante”. Como diz o velho ditado: duas cabeças pensam melhor do que uma. Agora, imagine várias pessoas pensando sobre um mesmo assunto ou projeto. A aposta é que as pessoas se organizem para elaborar e construir produtos para se viver melhor e ajudar a outras. Difícil imaginar? É o que a comunidade open source faz atualmente. O site Wikipedia, por exemplo, é construído seguindo esse preceito.

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    Ricardo Voyceik, 20 Janeiro 2008 - 14:50
    Acredito que medidas muito mais simples podem refletir resultados imediatos, como por exemplo a assinatura e a publicacao eletronica. Por exemplo, optei por receber meus extratos via email visando evitar o envio de correspondencia, a qual necessita de papel (celulose, arvores, etc.), observado que tarifado. Acredito que o mesmo poderia existir para as revistas e semanarios, como por exemplo a propria Superinteressante, a qual utiliza de recursos que vao na contramao da eco-tendencias! Uma assinatura via publicacao eletronica ha muito eh utilizada por meios governamentais para publicar seus documentos, acredito que tecnologia nao eh o problema.
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