Para ajudar a salvar o planeta, é preciso assumir responsabilidades, mudar hábitos, transformar o cotidiano. É sobre isso que os jornalistas Mônica Nunes, Thays Prado, Manoella Oliveira e Débora Spitzcovsky, do site Planeta Sustentável, falam neste blog. Outros já contaram boas histórias aqui, também: Thiago Carrapatoso, Daniela Silva, Isabel Braga, Danilo Romeiro, Érica Georgino e Roberta Ávila.
Você já tornou o seu guarda-roupa sustentável, dançou em uma balada com a consciência leve e até freqüentou exposições de arte preocupadas com a poluição (aqui e aqui) . O que mais falta? Falta tornar o sexo mais sustentável.
O governo brasileiro construiu em Xapuri, no Acre, a primeira fábrica do mundo a produzir preservativo com látex de seringueira nativa. Em outras palavras, além de ser mais sustentável por não exigir matéria-prima importada (os preservativos produzidos pelo Ministério da Saúde usavam insumos da China, Coréia ou Tailândia), a fábrica incentiva a produção local.
Segundo dados do IBGE, na cidade vivem cerca de 15 mil habitantes, dos quais 25% são da zona rural. O extrativismo representa 83% da renda familiar dos acreanos. Para se ter uma idéia, no estado são extraídas anualmente 6,2 milhões de toneladas de látex.
O governo pretende com a fábrica gerar 150 empregos diretos, que envolverão cerca de 500 famílias da Reserva Extrativista Chico Mendes – nome dado em homenagem ao seringueiro assassinado em 1988 – pagando dois salários mínimos para cada seringueiro. Estima-se que a população, assim, terá um ganho de renda de aproximadamente R$ 2,2 milhões por ano.
Além de tudo isso, a produção da Natex – como será chamado o preservativo – fez com que fossem instaladas 200 unidades de saneamento básico e 170 kits de energia solar nas residências dos 24 seringais que participam do projeto.
E nem pense que o produto será caro. Pelo contrário, será de graça! A camisinha faz parte do programa do governo de combate à Aids. Então, os 100 milhões de preservativos fabricados por ano (o governo pretende aumentar para 270 milhões) serão distribuídos para todos nos postos de saúde.
Agora, nada mais falta para ser sustentável!
