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Blog Planeta Sustentável
05 Maio 2008
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Para ajudar a salvar o planeta, é preciso assumir responsabilidades, mudar hábitos, transformar o cotidiano. É sobre isso que os jornalistas Mônica Nunes, Thays Prado, Manoella Oliveira e Débora Spitzcovsky, do site Planeta Sustentável, falam neste blog. Outros já contaram boas histórias aqui, também: Thiago Carrapatoso, Daniela Silva, Isabel Braga, Danilo Romeiro, Érica Georgino e Roberta Ávila.

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    Eco-tendências II

    As tendências para 2008 que o trendwatching.com fez no começo do ano não só se concretizaram, como foi preciso acrescentar mais duas. No briefing deste mês, o site reforça uma característica que eles já divulgaram, o eco-iconic, e adiciona o eco-embedded e o eco-boosters.


    No post em que comentamos essa moda eco, explicamos o eco-iconônico como:


    Eco-iconic: para o site, os produtos sustentáveis passaram por transformações durante os anos. Se antes eles eram apenas chamados de ecos, passaram a ser considerados eco-feios, por causa do design esquisito, preços salgados e sustentabilidade duvidosa. Depois de muita pesquisa e propagação da idéia, ser eco virou moda, surgindo a classificação eco-chic. Depois de toda a hype, o TrendWatching aposta no eco-iconônico, ou seja, produtos com design bonito e característico, alternativas voltadas ao meio ambiente e eficácia incontestável. Um desses itens, novamente, é o carro Prius!”


    Além do famoso carro híbrido, desta vez o trendwatching mostra uma série de outros itens que podem ser considerados como exemplos dessa tendência. A linha de produtos de limpeza da Nova Zelândia, o protótipo do carro elétrico da Tesla Motors, as bolsas feitas de papéis de bala e de bolachas, os novos tênis da Adidas – que, inclusive, já comentamos neste post por causa da propaganda de guerrilha -, bolsas com película fotovoltáica e prédios que incorporam a energia eólica em seu design.


    Embora o eco-icônico pareça algo forte e que durará por muito tempo, o site acredita que existe outra que irá superá-la. É o eco-embedded (eco-embutido, em tradução literal). A idéia dessa tendência é que as empresas não precisarão mais da força popular para desenhar e produzir artigos que demonstram preocupação com o meio ambiente. Na verdade, o consumidor não terá mais escolha. Ele será obrigado a consumir produtos sustentáveis por não haver outra opção. O conceito de sustentabilidade já estaria embutido nesse novo mercado, seja por pressão do governo, por coragem da empresa ou por brilhantismo do design. Não importa. Eles até consideram a parte de regulamentação como o quarto ‘R’, complementando o Reduzir, Reutilizar e Reciclar.


    Difícil de imaginar? Pois saiba que já falamos muito sobre isso, quando comentamos sobre a situação das sacolinhas plásticas (aqui, aqui e aqui). A preocupação com os danos que ela podem causar é tão grande que diversos países e estados já estão bolando meios para não usá-las mais. Em São Francisco, nos EUA, por exemplo, desde novembro de 2007 os mercados com mais de cinco lojas na cidade não podem mais usar as sacolas plásticas. Ou seja, os consumidores não têm escolha. As sacolas agora dadas aos clientes são recicladas e recicláveis.


    Se o eco-embutido já parece sonho, o eco-boosters está no céu! Essa dominação é dada para as empresas que fazem – ou farão – além do que realmente precisam. Em vez de apenas neutralizar as emissões que seus produtos provocam, a companhia faz muito mais do que isso, como neutralizar 120% dos gases, replantar uma floresta devastada – que nada tem a ver com a produção da empresa -, cuidar da biodiversidade, enfim, cuidar de esferas que não são atingidas diretamente pelos seus produtos.


    E o trendwatching dá alguns exemplos, como a água Fiji que “neutraliza” 120% das emissões; o serviço de carros londrinos Ecoigo, que não “neutraliza” só 120%, mas o dobro (ou seja, nem é mais neutralizar...); ou o papel que, depois de usado, pode ser plantado em um jardim.


    Agora, só falta saber qual tendência será realidade de fato...

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