Redação Planeta Sustentável 6 de agosto de 2008

Imagina se todos os dias, em vez de você ir ao banheiro, tivesse que fazer suas necessidades aí mesmo onde você está? Ou, então, quando estivesse no meio do ônibus? Ou, ainda, no meio de um churrasco familiar? Horrível, não? Então, imagine como um bebê pode se sentir, considerando as assaduras que isso pode provocar.
É para libertar os bebês que surge – e cresce – um estilo de criação chamado Elimination Communication (comunicação da eliminação, em tradução livre), que nada mais é do que libertar os pimpolhos das famigeradas fraldas. Sim, totalmente livres delas! E quanto mais cedo melhor.
A Ong DiaperFreeBaby, sediada nos EUA, é uma que suporta e propaga esse estilo de criação. A idéia é ensinar, por meio de sons e gestos, logo nos primeiros meses de vida da criança, como se comunicar quando a necessidade apertar. Para eles, os bebês já avisam quando querem fazer xixi ou cocô: cara feia, irritação, expressão de força, enfim, a lista pode ser bem grande. Os pais, então, só ensinariam um meio mais simples para que eles se expressem quando forem eliminar-o-que-deve-ser-eliminado.
Todas as vezes que os bebês são levados ao penico, os pais fazem sinais ou sons para identificar o ato com a comunicação. Dessa forma, “psss” seria para xixi e “humm hummm” para cocô, por exemplo. Daí, a criança saberia exatamente o que e quando deveria ser feito.
Alguns depoimentos de pais da Ong até surpreendem. Rachel, uma mãe que iniciou o EC desde o nascimento de Simon, avisa que quando seu filho estava com três meses e meio, ele já imitava o som que seus pais faziam quando ele urinava, avisando que ele precisava ir imediatamente para o penico.
Para o meio ambiente, a EC deve ser ótima, já que não incentiva o uso de fraldas descartáveis e muito menos as de pano – que também fazem o seu mal, pois são industrializadas, clareadas e limpas com químicos. Os defensores dessa educação defendem que isso é mais natural do que se pensa. Um bebê tem pleno controle de alguns de seus músculos, como viu Laurie Boucke, autora de um livro sobre o tema, em algumas famílias da Índia que adotam a prática como algo normal em sua cultura.
Claro que não se precisa ser tão radical e já descartar completamente as fraldas de suas vidas. Se pode aplicar a EC em etapas ou horários, sem nenhum problema. O mais importante é iniciar um canal de comunicação com o pequeno e estimulá-lo a fazer o mesmo. Mas, de qualquer forma, a DiaperFreeBaby promove desafios aos pais para estimular ainda mais a EC, como escolher um dia para que o seu bebê passe inteiramente sem fraldas.
imagem tirada por Arturo J. Paniaga
Ser sustentável é assumir responsabilidades, mudar hábitos e transformar o cotidiano para que todos vivam melhor. Essa é a ideia que o movimento Planeta Sustentável dissemina em seu site e, também, nas páginas de 38 publicações da Editora Abril (e seus sites), entre elas a revista Superinteressante. A gente acredita que é preciso fazer algo e é possível fazer muito, mas já! E isso não é utopia, como mostramos neste blog.
Mônica Nunes
É editora do Planeta Sustentável
monica.nunes@abril.com.br
Débora Spitzcovsky
É repórter do Planeta Sustentável
debora.spitzcovsky@abril.com.br
Marina Franco
É repórter do Planeta Sustentável
marina.planeta@gmail.com
Ana Luiza Vastag
É estagiária do Planeta Sustentável
ana.vastag@abril.com.br
Acho interessante a idéia, mas não vejo minha filha de 3 meses fazendo cocô no vaso sanitario, muito menos xixi, já que ela não mostra nenhum sinal quando vai fazer, tanto q faz em todo lugar quando vou troca-la! Acho que a ideia funcionária melhor depois dos 6 meses, quando eles entendem melhor o q gente fala! Vou tentar começar eliminando por volta dos 6 meses, mas ainda acho dificil!
Legal ver que o método está chegando à mídia aqui no Brasil!
Desde as primeiras semanas de vida comecei a levar minha filha para fazer coco na privada. Segurava ela de perninhas abertas em cima do vaso e ela fazia.
Pouco tempo depois uma amiga nos emprestou o livro da Ingrid Baumer e comecamos a aplicar o metodo, que realmente funciona.
Hoje ela está com 14 meses e os acidentes com o coco sao raríssimos; com xixi é mais dificil e ela ainda molha uma meia duzia de calcas por dia.
É uma crianca super esperta e que nunca teve assaduras.
Forca e disposicao a todos que queiram praticar a higiene natural!
Legal ver que o método está chegando à mídia aqui no Brasil!
Desde as primeiras semanas de vida comecei a levar minha filha para fazer coco na privada. Segurava ela de perninhas abertas em cima do vaso e ela fazia.
Pouco tempo depois uma amiga nos emprestou o livro da Ingrid Baumer e comecamos a aplicar o metodo, que realmente funciona.
Hoje ela está com 14 meses e os acidentes com o coco sao raríssimos; com xixi é mais dificil e ela ainda molha uma meia duzia de calcas por dia.
É uma crianca super esperta e que nunca teve assaduras.
Forca e disposicao a todos que queiram praticar a higiene natural!
Eu acredito que as pessoas acostumaram com essa tal ”facilidade ” que as fraldas descartaveis trazem, as mulheres ficaram preguiçosas não querem mais lavar fralda de pano, fui criada com fralda de pano e minha mãe nao teve problema com isso.
Gostei da sugestão, mas penso que esse método aplicadp desde cedo é exagerado não! Eu deixo a minha finha de 1 ano desde quando acorda sem fralda descartável, só com a de pano ou só de calcinha.
Esta fase quando os bebês estão nascendo os dentes é terrível, dá muita diarréia, daí haja fralda.
Minha filha tirou a fralda com 1 ano e meio…dava alergia nela…sabendo mostrar para a criança como faz ela aprende….não pode se aborrecer quando eles fazem no chão
Falar é facil, meu bebe de 1.8 meses não sai das fraldas, toda vez que coloco ele na privada ou penico, ele se esperneia começa a chorar e não fica quieto, ja tentei este metodo mas não funcionou, o jeito é esperar ele aprender a falar, pra dai tentar ensinar.
eu ainda não tenho filho mas assim que nascer vai ser essa a criação dele… muito bem elaborada a reportagem, e o assunto é mais que interessante é único..
Parabéns ao Arturo imagem perfeita….kkkk
Parabéns mesmo!
imagina vc fazendo hummm pro bebe e ele sair engatinhando pro pinico..
Gostei muito da divulgação desta matéria.Seria ótimo se o governo tomasse conhecimento da importância deste assunto e implantasse nas suas campanhas este gigantesco empreendimento o qual, tenho certeza, que muito contribuiria para a economia popular e muito mais ainda, para a ajuda no controle do meio ambiente.