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O fenômeno #CalabocaGalvão e a farsa ambiental

Thays Prado 14 de junho de 2010

A hashtag #CalabocaGalvão, que ocupou a primeira posição do trending topics mundial do Twitter durante o final de semana, foi mais longe do que se poderia imaginar. Em nome da continuidade da liderança do tópico na rede social, o movimento inventou que a expressão “Cala boca” significava “salve” e que “Galvão” era uma espécie de pássaro em extinção, vítima de matança para a confecção de fantasias de carnaval. Um vídeo no Youtube, postado ontem,  convidava o mundo a twittar a hashtag e contribuir com a salvação dos pássaros.

Até ontem, o What the trend definia #CalabocaGalvão assim: “Os brasileiros estão ajudando o Instituto Galvão, que tem a intenção de salvar os pássaros Galvão, uma espécie rara em extinção. Cada tweet com #CalaBocaGalvao gera a doação de U$0,10 para o Instituto Galvão. Lady Gaga também está trabalhando em uma música chamada Cala Boca Galvão para ajudar a campanha”.

Assista ao vídeo:

Até um cartaz (veja acima) com o suposto apoio do governo federal, do IBAMA e do Ministério do Meio Ambiente circulou pela web.

A pegada ambiental tocou os estrangeiros, sempre de olho na biodiversidade brasileira. Mas não por muito tempo. Depois de uma matéria publicada, hoje, no jornal espanhol El País, desmistificando o assunto,  o What the trend já trazia a definição correta: “‘Cala boca Galvão’ means ‘Shut up Galvao’. Galvão Bueno é o nome de um dos mais importantes locutores de programas esportivos no Brasil, mas seus bordões prepotentes e seu patriotismo excessivo levam a comentários estúpidos durante os jogos do Brasil. Não, não é sobre salvar um pássaro raro”.

E depois a gente ainda quer ser levado a sério quando o assunto é a preservação do meio ambiente.

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Comentários

Flávio disse:

Simplesmente, genial !!!

rodrigo disse:

Parece que vocês não entenderam o humor da coisa.

É óbvio que a campanha não tem absolutamente nada contra natureza, carnaval, aves e afins. E nem contra o Galvão.

É sobre a mania do brasileiro de falar uma coisa e fazer outra. Todo mundo critica o Galvão, mas assiste. Todo mundo fica indignado com a “farsa ambiental”, mas não faz absolutamente nada pra preservar. É contra o uso da pena de ave em fantasias mas assiste ao carnaval, não? Sem contar os pseudo-moralismos.

E os “bordões prepotentes”, “patriotismo excessivo” e “comentários estúpidos durante os jogos do Brasil” aplicados ao Galvão podem ser usados para definir qualquer torcedor brasileiro. Qualquer um.

Nas entrelinhas, é uma crítica a nós mesmos, brasileiros. Estamos rindo de nós mesmos. Eu, você e o Galvão. Como sempre.

thais helena disse:

Ah, fala sério! Foi só uma brincadeira no twitter. Não existe isso de “depois a gente ainda quer ser levado a sério quando o assunto é a preservação do meio ambiente”.

Foi uma piada, não era uma grande dificuldade descobrir que não existia nenhum instituto nem pássaro Galvão.
Se campanha no twitter for a coisa mais séria que pudermos fazer pelo meio ambiente, aí sim não merecemos ser levados a sério.

Se liga!

melissa bryar disse:

Inacreditável!!!!! Cm tem gente que ainda defende uma falsa campanha. Os meios nãos justificam os fins. Se queremos lutar por dignidade e justiça, que vivenciemos estes valores antes de pedi-los! Fiquei indignada com tamanha farsa, manipulação em nome da preservação da natureza. Quando for verdadeiro não vão acreditar e aí teremos ajuda!

Marcelo Venturi disse:

Que merda mano… Tb odeio o Galvão Bueno… mas queimar o filme do Brasil assim é muita idiotice!

gUEDES disse:

Thays Prado,….. TRISTEEEEZA POR FAVOR VÁ EMBOÓÓÓÓÓÓÓÓRAAAAAA

kETHREK disse:

Eu ri … save the Galvao Birds !
Quer falar sério, faz o cheque … se não, vou rir que é melhor.

Ricardo Moll Mascarenhas disse:

Maldita hora que popularizaram a “capacidade de indignaçao”. Agora volta e meia aparecem uns pseudo-moralistas sub-engajados falando um monte de asneira a respeito de simples piadas… todos deveriamos rir, afinal è a maior piada interna do mundo… ehauehuaheuahue

Luiz Augusto disse:

Quando você era novinha, chegou a fazer alguma graça ou ao menos rir de alguma graça dos seus colegas do fundo da sala? Será que você era daquelas que faziam questão de entregar os colegas “engraçadinhos”? Já conseguiu rir de si mesma alguma vez? Já beijou no corredor da escola mesmo sendo proibido?
O fenômeno “CALA BOCA GALVAO” resgata em cada um aquele mesmo espírito juvenil, de “aprontar” (sem fazer realmente mal a ninguém), além de mostrar a infinita capacidade criativa e meio irreverente desse nosso povo FELIZ.
Mas pelo visto há quem goste de levar tudo a ferro e fogo. Essas devem cuidar da saúde…

jordane disse:

nada a ver: o verdinho é um papagaio hahhaahhaha

Raphael disse:

Essa noticia foi feita por aquela moça da propaganda das Havaianas com o Marcos Palmeira. “Estamos no meio de uma crise mundial e vocês ai rindo, se divertindo como se nada tivesse acontecendo?!?!”

Daqui a pouco será tarde para começarmos uma campanha de preservação da presença de espirito e bom humor.

“Tristeza, por favor va embora…”

Vai dar ruim para alguém, isso daí…

Só cuida…

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