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Blog Planeta Sustentável
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Para salvar o planeta, será preciso assumir responsabilidades, mudar hábitos, transformar o cotidiano. É sobre isso que os jornalistas Mônica Nunes, Thiago Carrapatoso e Thays Prado, do site Planeta Sustentável, falam neste blog. Outros já contaram um pouco essa história por aqui também: Daniela Silva, Isabel Braga e Danilo Romeiro

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    Energia orgânica

    05 Set 2008 20:18

    E cada vez mais surgem grandes exemplos de energias renováveis, limpas e com menos custos. Daqui a pouco, continuar investindo em fontes não-renováveis, além de ser péssimo para o planeta, será considerado muita burrice (se já não é...¬¬).

    Uma empresa criada por ex-estudantes de engenharia em Harvard criou uma maneira para que africanos consigam carregar pequenos aparelhos eletrônicos (como uma lâmpada LED ou celulares) apenas com energia feita com células combustíveis microbióticas, como informa o Technology Review.

    Qual é a idéia? É simples. Esse tipo de energia usa eletrodos dentro de restos orgânicos para carregar um pequeno motor. A Lebônê Solutions, criada com capital da Harvard Institute for Global Health, é formada por alunos e ex-alunos da universidade interessados e profundos conhecedores sobre as questões africanas. Eles pegaram esse tipo de tecnologia e desenvolveram um pequeno mecanismo que ajuda a carregar os aparelhos, evitando com que a população viaje alguns quilômetros até chegar ao gerador mais perto.

    As células de combustível, em vez de usarem hidrogênio, usam bactérias, que vivem no ânodo e se alimentam de glicose ou qualquer outra desperdício da água, e a tornam em elétrons e prótons. A bactéria, então, transfere os elétrons para o circuito, o que gera eletricidade. Além disso, a vantagem é que o mecanismo é mais barato para se construir do que um moinho e mais fácil de se fazer do que painéis solares.

    Para criar o dispositivo, eles colocam uma manta de grafite (que faz o papel do ânodo) no fundo de um vaso, conecta-o com alguns arames (o cátodo) e alguns restos orgânicos (como lama, esterco ou resíduos de plantações de café). Uma camada de areia funciona como barreira para os íons, enquanto água salgada ajuda os prótons à placa que gera a energia final. Em outras palavras, o único custo para o usuário é a placa, que deve ser importada. De resto, os pesquisadores acreditam que o sistema custe, no máximo, US$ 10.

    Para ver todo o processo e o trabalho que os estudantes fazem, acesse a galeria de imagens feita pela publicação.


    Mais tempestades a caminho

    04 Set 2008 19:42

    Quanto mais quente, mais desastres naturais no planeta. É o que aponta um estudo da Universidade da Flórida e publicado na revista científica Nature. Aparentemente, as águas mais quentes dos oceanos potencializam as grandes tempestades tropicais – incluindo furacões, tufões e ciclones -, aumentando o seu poder de destruição. O engraçado é que as pequenas, com ventos menores do que 40 m/s, não são afetadas por essa mudança climática.


    O estudo, liderado pelo professor James Elsner, diz que as alterações são mais notáveis nos oceanos Índico e no norte do Atlântico – na parte sul, teoricamente, nada muda pois as águas já são mais quentes.


    Os pesquisadores, depois de analisarem dados de 25 anos, acreditam que se a temperatura da superfície dos oceanos aumentar em 1º C, as tempestades aumentariam em um terço. É importante ressaltar que os 11 anos mais quentes desde 1850 aconteceram nos últimos 12 anos.


    Mas, calma, as tempestades não acontecem apenas por causa do aquecimento global. O aumento das tempestades tropicais também é determinado por outros fenômenos naturais, como o El Niño, que afeta a temperatura da superfície dos oceanos em diversas partes.


    com informações da BBC


    Apontando os culpados com um mapa

    03 Set 2008 16:55

    Nós adoramos mapas. Eles nos mostram rotas a ser percorridas a pé, a quantidade de metano que pode sair do gelo, o aumento da temperatura no mundo, a dimensão de uma “ilha” de plástico e até os locais que você deve evitar para que sua caminhada não pegue ares muito poluídos.


    Em outras palavras, os mapas conseguem demonstrar muitas coisas que não percebemos. Assim como as fotografias podem ilustrar os problemas do aquecimento global, os mapas possibilitam novas percepções. O Worldmapper possibilita que se veja os países conforme seus índices em determinados assuntos. Por exemplo, emissões de CO2. Na imagem acima, graças às distorções dos territórios dos países, pode-se perceber – com grande destaque – que a China, Índia e os EUA são alguns dos grandes emissores do gás.


    Mas por que o Brasil, um dos maiores emissores do mundo, está tão pequeno? Os dados, infelizmente, são de 2000, mas ao lado de cada mapa há uma explicação interessante sobre cada assunto. Sobre poluição, você pode ver como eram as emissões em 1980, quanto de nitrogênio é expelido, quantos gases causadores do efeito estufa, entre outros. Há a possibilidade de se ver também a quantidade de carros e motos no mundo.


    A lista é bem grande: pobreza, violência, saúde, educação, etc, etc, etc.


    É um belo meio de realmente se ver quais países são responsáveis pelo o quê.


    Um avião para dormir!

    02 Set 2008 19:37

    Nós já pedimos para que a sua viagem seja consciente, com os cálculos das suas emissões e quantas árvores deveriam ser plantadas para neutralizar o traslado. Mas já parou para pensar o que acontece com os aviões quando eles não podem mais voar?


    Alguns são mandados para o meio do deserto para ser desmembrados ou, apenas, curtir a paz eterna. Outros, aliás, um toma outros ares e é reciclado para ser usado com outro fim: ser a sede de um albergue.


    Em Estocolmo, na Suécia, um jumbo 747 construído em 1976 vai servir, a partir de dezembro deste ano, como uma hospedaria a poucos metros do aeroporto da cidade. Todos os 450 lugares do avião foram retirados para dar lugar a 25 quartos com 85 camas no total. Além da acomodação, o Jumbo Hostel ainda dá a possibilidade de se andar pela asa da aeronave.


    Para os que possuem maior verba, podem aproveitar a cabine do piloto, que foi transformada em uma suíte de luxo - mas com alguns atrativos da antiga função da "casa" -, e aproveitar a visão panorâmica do aeroporto da cidade.


    Infelizmente, a construção do albergue foi feita como qualquer outra casa, mantendo o aquecimento interno e o consumo de energia. Mas, de qualquer forma, está aí um belo exemplo de que tudo pode ser reutilizado... para tudo!


    Concurso premia fotógrafo ambientalista do ano

    01 Set 2008 19:05

    De tanto falar sobre as mudanças climáticas, às vezes é bom mostrar imagens que exemplifiquem esse fenômeno. Já comentamos sobre o tapete que ilustra o derretimento das calotas polares, o ARG que questiona o fim do mundo, os atuns que ganharam uns quilinhos a mais por causa do aquecimento global. Desta vez, mostramos imagens do que o aumento da temperatura causa na sociedade em que vivemos.


    A Chartered Institution of Water and Environmental Management (ou Instituição para o Gerenciamento de Água e do Meio Ambiente, em tradução livre) promoveu um concurso de fotografias tendo as mudanças climáticas como principal tema – além de outras quatro categorias. A imagem vencedora (que você vê acima) se chama “Happy in her own world” (Feliz em seu próprio mundo) e, segundo o seu autor, Abhijit Nandi, ilustra o relacionamento entre o meio ambiente e as pessoas.


    Cerca de 1.400 fotografias foram mandadas para o concurso “Fotógrafo Ambientalista” de 2008, que buscavam expressar as conseqüências e possíveis soluções para este tão famigerado problema.


    As imagens ganhadoras e finalistas ficarão expostas em Londres, mas você pode conferir as fotografias aqui (ou, também, na galeria que o The Guardian fez).


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