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O prazer egoísta do altruísmo

Thays Prado 27 de janeiro de 2010


Em 2006, enquanto o escritor e empresário Kevin Salwen aguardava o semáforo em sua Mercedez Coupé, a sua filha adolescente, que também estava dentro do carro, via um mendigo pedindo esmola na rua.Tal fato impressionou tanto a garotinha que, a partir daí, ela começou a importunar os pais sobre a questão da desigualdade. Indignada, a mãe perguntou? “O que você quer que eu faça, vendemos a nossa casa”?

E foi isso que a família fez. Vendeu a casa de luxo, comprou uma mais modesta e doou metade do dinheiro para caridade. Para Kevin, quando a família se mudou para uma casa menor, eles ficaram mais unidos e se tornaram pessoas melhores. O acontecimento, no entanto, inspirou Kelvin e sua filha a ganharem dinheiro com isso. Neste mês de janeiro, eles lançaram o livro “The Power of Half”, que propaga o prazer egoísta pelo altruísmo. Segundo o jornal The New York Times, o altruísmo está ligado a prazeres primários como o sexo e comida.

E você, acha que vale a pena fazer da caridade um negócio lucrativo?

*The Power of Half

Leia também:
Generosidade para todos

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Comentários

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Roberta Tramontina disse:

Concordo plenamente com a Gabriela Tschá! Não há nada de errado em lucrar desde que isto seja uma conseguencia natural e não ajudar pensando no retorno que dará.

Gabriele Tschá disse:

Não é nada errado lucrar com a caridade, quando você doa por bem e obtém algum lucro como consequência. Até porque, é senso comum que tudo que você dá, você recebe em dobro, seja bom ou ruim. Agora, se você já faz a caridade pensando no que vai conseguir em troca, isso sim é um tremendo egoísmo.

hamas_kgs47-jihad disse:

Nao e o correto, do ponto de vista egoista. Ora se a pessoa lucra com a “caridade”, estabelecendo como objetivo proprio realizaçoes pessoais, nao visando o proximo, concerteza nao seria algo nada louvavel;
No entatanto, se lucra visando serem usados para expandir a “caridade”, ai sim seria algo mais do que correto.

rubens celso pereira, 27/01/2010 disse:

Sim, pois nu viemos e nu retornaremos, não troxemos nada para esse mundo e tampouco levaremos, nossa vida é fugaz, passageira, não vale a pena sermos egoístas, precisamos ser mais humanos e saber que o próximo é nosso espelho.

rubens celso pereira, 27/01/2010 disse:

Sim, pois nu viemos e nu retornaremos, não troxemos nada para esse mundo e tampouco levaremos, nossa vida é fugaz, passageira, não vale a pena sermos egoístas, precisamos ser mais humanos e saber que o próximo é nosso espelho.

Natália Nascimento disse:

Sim a caridade é um negócio lucrativo.

Natália Nascimento disse:

E eu pergunto quando é que a caridade não foi algo lucrativo?Exemplo da caridade ser algo tão lucrativo,são esses artistas que doam dinheiro e adotam crianças de países pobres,conseguindo com isso sensibilizar as pessoas para que gostem deles,aumentando dessa forma sua popularidade.Eu aprendi cedo que quando você ajuda alguém isso faz com que você se sinta melhor.Penso que a gente não é ensinado a pensar no outro,mas sim em si mesmo.

Gustavo Crivellari disse:

“o estigma que empresas são essencialmente más e objetivam apenas lucro rápido”…

Essencialmente más, creio que não. Agora, objetivar apenas o lucro rápido… bem, objetivam o lucro a longo prazo também!

Thalles Robson disse:

Sim, concerteza.

Temos que tirar o estigma que empresas são essencialmente más e objetivam apenas lucro rápido, mesmo que a qualquer preço.

Transformar a caridade em um negócio, como de certa forma faz site kiva.org é dar esta uma forma de ser auto-sustentável.

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