Redação Planeta Sustentável 25 de setembro de 2007

A cada 14 dias uma língua some do mapa em algum canto do mundo. Se mantida essa velocidade, metade das 7 mil línguas ainda sobreviventes estarão extintas em 2010. Muitas delas morrem sem deixar um rastro sequer: nenhuma gravação em CD, LP ou MP3. Nenhuma gramática. Nada! E pior, levam consigo cultura, conhecimentos sobre a natureza, mitos, músicas e história de muitos povos. A pesquisa, financiada pela National Geographic Society, mostra onde estão as regiões mais críticas.
Somente na Nigéria, 500 línguas estão em risco. Na Austrália, são 153 línguas aborígenes severamente ameaçadas. Em julho deste ano, um grupo da National Geographic Enduring Voices foi para lá para conhecer (e registrar) as vozes desses últimos falantes. Foram encontrados números nada animadores: três falantes da Magati Ke (ou Marti Ke) e apenas um da Amurdag (Amarag) – cujo último sobrevivente não usava a língua há 50 anos.
O Brasil também aparece nesse levantamento. Povos que vivem em Rondônia têm a sua língua sob muito alto risco de desaparecer, e outras populações do centro-sul têm alto risco. Em terras tupiniquins, hoje restam apenas 180 línguas indígenas das mais de mil que havia por aqui quando Pedro Álvares Cabral chegou, em 1500. Calcula-se que duas línguas indígenas desapareceram por ano, depois da vinda dos portugueses, seja por causa da extinção de tribos ou pelo desuso das línguas – trocadas pelo idioma do colonizador.
O programa da National Geographic Enduring Voices pretende dar oportunidades para que as línguas que estão caindo em desuso não sumam. Incentivar o aprendizado da línguas pelas crianças das comunidades e a manutenção do uso pelos mais velhos podem ser boas idéias para que o conhecimento continue a ser transmitido de geração em geração. Imagine só que triste uma mãe não poder usar a sua língua para contar estórias para o filho dormir?
FONTE: Folha de S.Paulo
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Redação Planeta Sustentável 24 de setembro de 2007
“Como uma onda no mar / Como uma onda no mar”. Na música de Lulu Santos, na qual não adianta fugir e mentir, todas as aflições humanas parecem ser reparadas com o mar. E eis que a onda também surge como uma solução energética para o mundo.
Uma equipe da COPPE/UFRJ (Coordenação dos Programas de Pós-Graduação da Universidade Federal do Rio de Janeiro) elaborou a tecnologia para produzir energia elétrica a partir do movimento das ondas marítimas. A usina-piloto, que será construída no Ceará, terá 20 módulos, com a capacidade de gerar 500 kW. Por enquanto, os pesquisadores prevêem a construção de dois módulos até 2008.
Para o Brasil, com seus mais de 8 mil km de costa, essa tecnologia é uma alternativa interessantíssima. Ela é cinco vezes mais barata e produz 70% mais energia do que a solar – o que equivale à hidrelétrica. Os pesquisadores crêem que se nos próximos 10 anos o país investir em usinas de ondas, em 2017 poderíamos contar com 15gW de energia só por essa tecnologia. O potencial dos oceanos é 100 vezes maior do que o das hidrelétricas, que chega a 100gW.
Como uma onda no mar…
Para entender melhor como funciona a tecnologia, veja o vídeo e leia a reportagem.
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Redação Planeta Sustentável 21 de setembro de 2007
O que mais você pode ter nas vagas de estacionamento das ruas além de carros? Por que não grama, plantas, flores e bancos?
No vídeo acima dá pra ver um bando de voluntários da Rebar criando oásis no meio do caos urbano, para conversar, ler livros, fazer piquenique ou, melhor, não fazer absolutamente nada! Essa é a idéia do National Park(ing) Day: promover espaços abertos, parques e outras áreas públicas.
Hoje, 21 de setembro, várias cidades nos Estados Unidos participaram do movimento. Tudo começou em novembro de 2005, em São Franciso – onde os veículos individuais ocupam 70% da área central. Durante duas horas, vagas de carros transformaram-se num pequeno parque, com direito a sombra, lugar para sentar e água fresca. Londres, Berlin, Utrecht, Barcelona, Munique e, até o Rio de Janeiro, também entraram na onda da vaga verde.
No Rio, no ano passado, duas vagas foram ocupadas, por 10 horas, na Rua Senador Dantas, em pleno centro da cidade. Tinha até som da floresta e violão. Nada melhor para ficar relax, numa tranqüila, numa boa…e ainda pedir por uma cidade mais verde e agradável. E, para fazer isso, você só precisa de uma vaga e alguns metros de grama. Veja o passo-a-passo aqui.
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Redação Planeta Sustentável 20 de setembro de 2007

Hoje, vários pontos da Região Metropolitana de São Paulo indicavam qualidade inadequada do ar, segundo a Cetesb. Tosse seca, cansaço, ardor nos olhos, nariz e garganta são sintomas "normais" em dias como esse. A qualidade do ar, medida hoje em Cubatão industrial, foi considerada regular. A cidade, que já foi apontada a mais poluída do mundo, deu a volta por cima depois do Programa de Controle da Poluição Ambiental, iniciado em 1983.
A fonte de poluição de Cubatão – principalmente originada em seu pólo siderúrgico e petroquímico – é diferente da de São Paulo. Por aqui, carros, caminhões, ônibus e motos são os principais vilões, representando 92% da poluição atmosférica da região. E a emissão de poluentes não pára de crescer: 5%, em média, por ano. Todos os dias, são 870 veículos a mais circulando pela cidade, ou 317 550 por ano. Problema para a saúde pública, para o trânsito, para a chuva ácida, para os pulmões, narizes e gargantas. Insustentável.
Se continuarmos emitindo toneladas e toneladas de monóxido de carbono, hidrocarbonetos e muitas outras partículas de nomes ameaçadores, podemos ter um futuro nada animador. Segundo o Instituto de Climatologia da USP, em 2020 respiraremos o mesmo ar poluído que respirava Cubatão – quando ela era a capital da poluição, ou o Vale da Morte. Animador, não? Desse jeito, quem sabe, em 2040, consigamos alcançar o ranking das 10 cidades mais poluídas do mundo do Blacksmith Institute?
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Redação Planeta Sustentável 19 de setembro de 2007

Parece utopia: um carro veloz, eficiente, que não polui e que pode ser abastecido em casa. Muito se tem falado em substituir a gasolina pelo álcool, mas a verdade é outra. O primeiro carro verde era elétrico. No passado! Pois ele foi inventado e "assassinado". Ou melhor, destruído.
O EV-1 foi desenvolvido e comercializado pela General Motors, em 1996. Uma lei do governo da Califórnia decretava que todas as concessionárias deveriam investir em tecnologia e destinar parte de sua frota a carros menos poluidores. A GM saiu na frente e lançou o potente carro elétrico.
Ele surgiu nas revendedoras sem muito alarde, com propagandas que até denegriam sua imagem. A compra era feita por meio de leasing, ou seja, a empresa automobilística seria dona do veículo até que todas as prestações fossem quitadas. Em 2003, ainda em posse dos veículos, a GM convocou todos os donos, avisando que o carro deveria ser recolhido. Por quê? Ninguém sabe.
Para tentar responder a essa pergunta, Chris Paine – um ex-dono de um EV-1 – dirigiu o documentário "Quem matou o carro elétrico?". Por meio de entrevistas com consumidores, vendedores, engenheiros e até famosos, como Tom Hanks e Mel Gibson, Paine mune o espectador de argumentos para que ele consiga achar a reposta.
Afinal, quem matou o carro elétrico?
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