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Fraldas e absorventes descartáveis sujos podem ser reciclados

Marina Franco 14 de setembro de 2011

Não há dúvidas de que as fraldas descartáveis geram um grande prejuízo ao meio ambiente. Elas se acumulam aos montes em lixões e aterros sanitários e demoram cerca de 500 anos para se decompor. Estima-se que um bebê use por volta de seis mil fraldas desse tipo até que passe para o pinico. Já as fraldas de pano podem ser usadas várias vezes e, mesmo demandando gasto com água para a lavagem, seu impacto é menor. A sustentabilidade, na maioria dos casos, vai na direção da reutilizaçãoe as fraldas de algodão podem ser reusadas até 100 vezes.

Mas, vamos admitir, as mães modernas têm preferência pelas descartáveis. Quando se fala em absorventes femininos, então, são pouquíssimas as mulheres que, em nome da consciência ambiental, preferem os produtos de algodão que podem ser usados de novo depois de limpos.

Já que nesse caso é tão difícil reduzir o consumo e descarte, uma empresa canadense desenvolveu uma solução interessante e inaugurou, no Reino Unido, uma usina de reciclagem de fraldas, absorventes femininos e geriátricos – sujos, é claro (leia Primeira usina de reciclagem de fraldas descartáveis).

A reciclagem tem dois processos:
- o material orgânico – ou seja, o cocô dos bebês – é separado, seco e transformado em gás para a geração de energia e
- as fraldas e absorventes são esterelizados, lavados e passam por um tratamento químico que tira o gel absorvente de resíduos líquidos.  Depois de limpo novamente, o plástico é comprimido e triturado em pequenas partes, que podem dar origem a produtos como madeira plástica, telhas e outros materiais absorventes.

A Knowaste*, empresa responsável pela solução, calcula que a reciclagem de fraldas e absorventes sujos evitará a emissão de 22 mil toneladas de carbono por ano. É uma boa contribuição… Agora, será que estamos perto de tecnologias que reciclem outros materiais sujos, como guardanapo ou papel higiênico? Aproveite e comente se você gostaria que a iniciativa chegasse por aqui e se ela ajudaria a reduzir o seu lixo que vai para os aterros sanitários.

*Knowaste

Foto: inottawa/Creative Commons

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PooPrints: contra sujeira nas ruas, americanos fazem DNA no cocô dos cães

Débora Spitzcovsky 12 de setembro de 2011


Imagem: Divulgação/PooPrints

No maior estilo CSI animal, os moradores dos EUA estão aderindo a um serviço para lá de diferente para tentar varrer as fezes de cachorro, de uma vez por todas, das ruas do país. Trata-se do PooPrints*: programa que promete desvendar quem são os donos dos cães que emporcalham o espaço público para obrigá-los a pagar multa pela falta de cidadania. E sabe como eles fazem isso? Realizando testes de DNA no cocô dos cachorros.

Funciona assim: as comunidades interessadas contratam o serviço do PooPrints, que mapeia todos os cães que vivem na região e coleta o DNA de cada um deles. O material fica arquivado em laboratório e cada vez que um morador encontrar um cocô “abandonado” na rua, deve recolhê-lo e entrar em contato com a empresa, que descobre o dono da sujeira por meio de teste de DNA. O responsável pelo cachorro, então, é multado e, ainda, obrigado a arcar com os custos do exame genético que o “dedurou”.

A ideia é que, sabendo da contratação do PooPrints, os donos de cães adquiram, de uma vez por todas, o hábito de recolher as fezes de seus animais – já que, do contrário, terão prejuízos no bolso. Você acha que essa é uma boa forma de educar?

Por enquanto, o PooPrints está fazendo sucesso nos EUA, principalmente nos condomínios – onde, por serem espaços fechados em que a entrada de terceiros é menos provável, o serviço funciona melhor. O que você acharia caso a moda de fazer teste de DNA em cocô de cachorro, para evitar a sujeira nas ruas, pegasse no Brasil?

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*PooPrints

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Publique uma foto do seu estilo de vida sustentável no site da Rio+20

Marina Franco 9 de setembro de 2011


Foto: Reprodução

A Rio+20, ou Conferência das Nações Unidas em Desenvolvimento Sustentável, reunirá no ano que vem, no Rio de Janeiro, líderes mundiais para discutir dois assuntos, resumidamente: como o mundo alcançará uma economia verde e como se organizará para implementar uma gestão mundial em relação ao clima (leia Rio+20 tratará de governança global, diz Besserman).

A maior expectativa possível é que o mundo saia da Rio+20 com diretrizes para um novo paradigma para o modo como produzimos, consumimos e nos relacionamos com os outros e com a natureza. E para levantar a discussão desde já, o site oficial da Conferência da ONU convoca internautas a refletir sobre como será o novo estilo de vida sustentável. Você já pensou sobre como seu comportamento deve mudar?

A ideia é que as pessoas fotografem os aspectos de uma vida sustentável e postem as imagens na seção Pictures of the World*. Já há registros de jardins urbanos, compostagem, projeto de preservação de espécies e sistema de trânsito inteligente – como o de ônibus de alta velocidade de Curitiba, reconhecido mundialmente como bom exemplo de planejamento urbano.

A participação brasileira na campanha, aliás, está intensa. Experiências de diversas cidades estão lá registradas. Participe desta iniciativa e conte para nós que hábitos você mudou – ou ainda vai mudar – por causa da preocupação com a sustentabilidade.

*Pictures of the World

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O que esperar da Rio+20
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Plástico de… escama de peixe!

Débora Spitzcovsky 7 de setembro de 2011


Imagens: Divulgação/Erik de Laurens

Que tal produzir qualquer tipo de objeto plástico – de escovas de dente a brinquedos infantis – usando, apenas, escamas de peixe? Essa foi a ideia defendida pelo designer inglês Erik de Laurens*, durante seu projeto de conclusão de curso na Royal College of Art, e pasme: ele foi aprovado com louvor!

Apaixonado pelo mar desde criança, Laurens foi pesquisar nos oceanos algo que o ajudasse a criar produtos de plástico menos impactantes para o planeta e encontrou nos peixes a resposta que procurava. Segundo suas pesquisas, as escamas desses animais possuem propriedades que permitem usá-las como plástico, se submetidas a banhos de calor e alta pressão.

A ideia é que toda a matéria-prima necessária para a produção do novo plástico seja fornecida pela indústria de pescado, que descarta, diariamente, quilos e mais quilos de escamas ao limpar os peixes para vendê-los para consumo. 

Para o trabalho de conclusão de curso, Laurens usou as escamas para criar copos, armações de óculos de grau e mergulho e alguns objetos de decoração – segundo ele, o colorido dos produtos fica por conta de corantes naturais. Agora, ele busca patrocínio para dar continuidade ao trabalho. Você aprova a iniciativa?

Leia também:
Copo comestível pode substituir descartáveis
 
*Erik de Laurens  

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Jogos virtuais podem solucionar problemas como as mudanças climáticas

Marina Franco 5 de setembro de 2011

Foto: gamerscoreblog/ Creative Commons

Atualmente, 500 milhões de pessoas passam, ao todo, cerca de três bilhões de horas por semana jogando games online. Se você acha que é tempo demais, para a game designer Jane McGonigal, diretora de pesquisa e desenvolvimento de games do Institute for the Future*, isso é muito pouco. O ideal seria que pessoas de todo o mundo unissem esforços para jogar por 21 bilhões de horas semanais até o final da próxima década, como sugere McGonigal. E para que? Para solucionar grandes questões da atualidade como pobreza, fome, mudanças climáticas e conflitos globais.

Mas, como os games online podem ajudar a salvar o mundo? McGonigal explica que eles nos dão alguns poderes que, se aplicados no mundo real, nos tornariam superempoderados para solucionar os problemas citados. Um deles é o otimismo urgente, ou seja, a motivação para agir imediatamente no combate ao obstáculo, combinado com a esperança por sucesso. Outro seria a construção de relações sociais mais fortes. Isso porque participar de um jogo com outras pessoas desenvolve confiança e senso de colaboração, já que estão todos atrás do mesmo objetivo. Interessante, não?

Outro poder dos gamers vem do que McGonigal chamou de produtividade bem-aventurada, que significa que eles são dispostos a trabalhar duro, por muito tempo, se dedicados ao trabalho certo – e são mais felizes ao jogar do que quando relaxam.  Concentração intensa e foco profundo em resolver um problema realmente difícil são outras habilidades.

O problema, para McGonigal, é que quando os obstáculos a serem enfrentados são reais não nos sentimos poderosos, mas ansiosos, oprimidos, frustrados, talvez até depressivos. Para estimular o exercício dos poderes virtuais – e, assim, proporcionar vitórias reais -, uma saída seria jogos que simulassem as grandes questões atuais, como o risco de sobrevivência de espécies, a escassez dos recursos naturais ou a desigualdade social. Afinal, parece mais estimulante imergir numa aventura para mudar hábitos de consumo do que promover a mudança, apenas, porque é bom para o mundo…

Aliado à ideia de que os gamers são uma fonte poderosa para mudança está o fato de que a indústria dos jogos online espera mais um bilhão de novos adeptos apenas na próxima década. Então, diga: o que achou desta proposta? Estaria disposto a investir horas livres em jogos online com esse objetivo?

*Institute for the Future

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