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Bitucas de cigarro são usadas para confeccionar roupas em Paris

Débora Spitzcovsky 18 de maio de 2011

 
Fotos: Le Mégot Défi  

Estudo publicado no jornal British Medical revelou que, anualmente, cerca de 845 mil toneladas de bitucas de cigarro são jogadas no chão, emporcalhando o mundo e, ainda, contaminando o solo e a água do planeta. O que fazer com todo esse lixo? A jovem francesa, de 22 anos, Flore Garcia-Bour tem a resposta na ponta da língua: um vestido!

Incomodada com a hipocrisia de seus vizinhos – que se empenhavam em fazer coleta seletiva em casa, mas viviam jogando bitucas de cigarro na rua –, Flore decidiu se mexer para diminuir a quantidade de lixo na sua cidade e, ao mesmo tempo, conscientizar a vizinhança para o problema que estavam criando: ela saiu pelas ruas de Paris recolhendo todas as pontas de cigarro que encontrava pela frente e está criando um vestido com o material coletado.

A ação ganhou um blog, batizado pela francesa de Le Mégot Défi* (O Desafio da Bituca de Cigarro, em tradução livre), e conquistou a simpatia dos moradores da cidade. Vários franceses acessam a página para acompanhar a jornada de Flore por uma Paris com menos bitucas de cigarro: em três semanas, a jovem conseguiu coletar cerca de 2.850 pontas e está finalizando seu primeiro vestido! — Já imaginou o cheiro dessa roupa?

Flore, claro, tem consciência de que, sozinha, não resolverá o problema das bitucas de cigarro em Paris, mas acredita que, com o Le Mégot Défi, pode fazer a sua parte e, ainda, inspirar outros cidadãos a fazer o mesmo. Se não for para criar um vestido, pelo menos para jogar as bitucas no lixo!

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*Le Mégot Défi   

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Aquecimento global pode acabar com o pão francês

Débora Spitzcovsky 16 de maio de 2011


Foto: Sheila Oliveira

Já pensou em ter que tirar, para sempre, da sua dieta o delicioso pão francês? Pois um estudo realizado pelos pesquisadores da Science concluiu que, por culpa do aquecimento global, estamos cada dia mais perto dessa realidade.

A pesquisa analisou o impacto das mudanças climáticas nas quatro principais culturas consumidas pela população mundial – trigo, arroz, milho e soja – e concluiu que a produção do trigo é a mais afetada pelo aumento da temperatura: atualmente, ela está 5,5% menor do que se os termômetros não tivessem subido e a tendência é essa porcentagem aumentar junto com a temperatura global.

Sendo assim, a produção de todos os alimentos à base de trigo – como pães, massas e bolachas – sofrerá redução, mas a maior ameaça é à fabricação do pão francês. Isso porque, de acordo com os pesquisadores, a iguaria – também conhecida como cacetinho, média e carioquinha, entre outros nomes, pelo Brasil afora – é uma das que possui maior teor de glúten: uma proteína encontrada na semente do trigo.

Ainda segundo os cientistas, por enquanto, os avanços nas tecnologias de produção estão dando conta de combater os efeitos da natureza e manter o ritmo de fabricação da iguaria, mas, quanto mais a temperatura subir, mais difícil será evitar o desaparecimento do pãozinho francês. Será que, com essa notícia, mais pessoas se animam a lutar contra o aquecimento global?

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McLaren promete bicicleta mais rápida do mundo com tecnologia de F1

Débora Spitzcovsky 13 de maio de 2011

Pelo menos por alguns momentos, os engenheiros da McLaren esqueceram os carros de corrida – e toda a emissão de poluentes que os acompanha – para dar atenção a um meio de transporte muito mais sustentável: a bicicleta.

A empresa está decidida a investir na bike que, segundo eles, tem potencial para ser a mais rápida do mundo. Batizada de Venge, ela surgiu da união da McLaren com a fabricante de bicicletas Specialized e foi projetada com a mesma tecnologia usada nos carros de Fórmula 1.

O resultado? A bike tem uma modelagem que gera menos atrito com o ar e, ainda, é 15% mais leve do que as demais bicicletas de corrida, o que faz com que tenha potencial para ser, pelo menos, 8% mais rápida do que qualquer outro modelo já inventado, segundo a McLaren.

Toda essa tecnologia, claro, tem um preço – que não é nada barato: apenas o quadro da bicicleta custa US$ 8 mil e o veículo completo, US$ 15 mil. Para quem estiver disposto a pagar, as encomendas podem ser feitas no site da Specialized.

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Abasteça seu carro com garrafas PET e sacolas plásticas!

Débora Spitzcovsky 11 de maio de 2011


Foto: Luciana Tancredo

Que tal, ao invés de jogar no lixo as garrafas PET e sacolas plásticas que consome, utilizá-las como matéria-prima para a locomoção do seu carro? A ideia foi do japonês Akinori Ito, que não perdeu tempo para colocá-la em prática: com a ajuda da empresa onde trabalha, a Blest, o asiático inventou uma máquina que transforma plástico em gasolina, diesel e, até mesmo, querosene.

Como? Pura química: os objetos plásticos devem ser jogados, limpos, dentro da máquina, que aquece o material até ele se dissolver e, posteriormente, virar gás. Em seguida, esse gás é encaminhado para um “apêndice” da máquina, que possui água, e é do encontro desses dois materiais que se forma um óleo refinado, capaz de ser usado como combustível veicular.


Foto: Divulgação

Segundo Akinori, durante o processo, a máquina não queima o plástico – o que poderia resultar na emissão de um bocado de poluentes nocivos ao meio ambiente e à saúde dos seres vivos – e, sim, o converte a um novo estado físico, utilizando, apenas, calor e eletricidade.

Por enquanto, o aparelho – que, com 1 kg de plástico é capaz de produzir um litro de combustível – está sendo utilizado para apresentações em escolas e eventos ambientais, com a intenção de alertar as pessoas sobre o potencial do lixo que costumamos descartar sem muita cerimônia. Mas a comercialização em grande escala está nos planos da Blest.

Vale lembrar, no entanto, que a invenção japonesa não é perfeita: afinal, a máquina pode resolver o problema do lixo plástico, mas não o da poluição causada pela queima de combustível fóssil. Ainda assim, você acha que a inovação é válida?

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Pescadores vão coletar lixo plástico no mar

Ana Luiza Vastag 9 de maio de 2011


Foto: FLORIDA KEYS NEWS BUREAU/Divulgação

Certamente, você sabe que a maior parte das embalagens plásticas que jogamos no lixo vão parar no mar. Se não sabe, veja o caminho que ele faz ao ser levado pelas águas no infográfico A viagem do lixo, criado pela revista National Geographic Brasil. Toda essa poluição sobre as águas causa danos irreparáveis à vida marinha e à humanidade. No ano passado, essa mesma revista, que é parceira do Planeta Sustentável, enviou a jornalista Liana John, autora do blog Biodiversa –, em uma expedição de cientistas, realizada para analisar a presença de plásticos no Oceano Atlântico (leia a reportagem Pesquisadores fazem expedição para avaliar ilhas de lixo no Atântico).

A situação é caótica, sem dúvida, e agrava as condições dos oceanos que já sofrem com o aquecimento global e a poluição provocada por elementos tóxicos jogados no mar por navios e barcos ou pela extração de petróleo. Ao mesmo tempo, já há uma lei de preservação dos oceanos que deverá ser colocada em prática em breve, pela União Européia, e punirá os pescadores que praticarem a pesca predatória, que resulta na morte e devolução de peixes mortos aos oceanos. As estimativas apontam que 2/3 dos peixes pescados aleatoriamente são devolvidos ao mar, geralmente mortos, já que os pescadores priorizam os peixes grandes, de maior valor.

Por conta disso, a União Européia lançou um projeto inovador para resolver o problema da poluição dos oceanos por plásticos e que pode ajudar a evitar o “desemprego” dos pescadores. E é na cidade de Fiskardo, na Grécia, que ele será testado. Lá, além de pescar peixes – seguindo a nova lei, claro! -, os pescadores vão recolher dejetos plásticos que serão encaminhados para reciclagem.

Inicialmente, o projeto será patrocinado pelos países membros da UE, mas a ideia é que esse trabalho se torne, com o tempo, auto-sustentável, ou seja, que todos os pescadores envolvidos passem a vender diretamente o material recolhido para reciclagem.

Realmente, uma ótima ideia que poderá ser replicada pelo mundo. Mas dar a esses pescadores uma nova fonte de renda com base na limpeza dos oceanos é apenas um paliativo para um problema tão grave, que se alastra a cada dia. O que está claro é que a gente tem que mudar hábitos e reduzir o consumo de plásticos de qualquer natureza no dia a dia, inclusive das famigeradas sacolinhas (participe da campanha do Planeta Sustentável).

Os relatos diários de Liana, durante a expedição com os cientistas, no veleiro Sea Dragon – clique em cada barquinho, no mapa Mar de Lixo para acompanhar –, são contundentes: não só peixes, como baleias, focas, golfinhos, tartarugas e vários tipos de pássaros morrem por ingerir todo tipo de lixo plástico que jogamos nos mares. Até quando vamos deixar isso acontecer?

Veja também:
Mar plastificado (reportagem da revista National Geographic)
O diário fotográfico de Liana John (expedição)