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Como a vida na cidade melhoraria se as marginais de rios fossem mais verdes

Marina Franco 26 de março de 2012

A ilustração acima, feita por Jonatan Sarmento para a revista National Geographic Brasil, parceira do movimento Planeta Sustentável, mostra como ficariam as marginais do rio Tietê, em São Paulo, caso suas áreas de várzea voltassem a ter verde. Esses espaços foram impermeabilizados para dar lugar a asfalto. Uma das conseqüências: alagamentos e enormes enchentes na cidade durante a época de tempestades.

Implementar corredores verdes nas áreas de várzea do rio Tietê não é impossível, mas leva tempo. Na reportagem Como ficaria a marginal do rio Tietê se o verde retornasse? – publicada na edição de março da revista –, Thiago Medaglia, editor assistente da NG Brasil, apresenta a proposta de um grupo de arquitetos da USP – Universidade de São Paulo para a revitalização da área que deu origem à projeção acima. A história é tão bacana que se tornou um viral no Facebook com o slogan “Quero uma São Paulo assim” (leia Reportagem da National é viral no Facebook).

Em Singapura, a restauração de 2,7 quilômetros do rio Kallang, que também passava por um canal de concreto, mostrou que é possível ter menos inundações, mais refrigeração natural e oportunidades de recreação na cidade. A revitalização do rio durou três anos e foi concluída neste mês, com 62 hectares reabertos aos moradores de Singapura.

O parque linear do Kallang inclui um playground aquático e um jardim comunitário. As plantas – que não são cultivadas com produtos químicos – ajudam a manter a qualidade da água e acabaram atraindo animais selvagens para a região. O vídeo abaixo, com legendas em inglês, mostra o resultado desta transformação:

Agora comente como você acha que a sua relação com a cidade em que mora poderia mudar depois de transformações como estas.

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Aplicativo ajuda você a economizar água ao fazer o número dois

Marina Franco 23 de março de 2012

O barulho de chuveiro ligado costuma ser uma arma infalível para quem está no trono e quer disfarçar os sons que emite ao fazer o número dois. Ninguém quer constranger os que estão fora do banheiro com os sons desagradáveis, não é mesmo?

Mas imagine o quanto essa brincadeira não gasta de água limpa, tratada e escassa! Apenas cinco minutos de chuveiro ligado a cada dia equivale a 13,4 bilhões de litros de água por mês. Isso seria suficiente para abastecer, pelo mesmo período, uma cidade com 2,9 milhões de habitantes – maior do que Salvador.

Pensando em situações como a do disfarce do barulho no vaso sanitário, e também, é claro, no abuso de torneira aberta ao escovar os dentes, tomar banho ou lavar a louça, o Instituto Akatu* lançou ontem, no Dia Mundial da Água, o aplicativo Fake Shower. Como o nome indica, ele simula o barulho de água corrente, na vazão e no volume escolhido por você.

Quando o usuário “fechar” o Fake Shower, a ferramenta indica quantos litros de água seriam gastos naquele tempo em que esteve aberto e corresponde o resultado a medidas do cotidiano, como galão de água, banheira, piscina e, até, a Lagoa Rodrigo de Freitas. A quantidade de água poupada pode ser compartilhada com outros usuários. Assista abaixo ao vídeo de lançamento do aplicativo:

Lançado em parceria com a agência Leo Burnett Tailor Made, o Fake Shower é compatível com iPhone e estará em breve na AppleStore. Brincadeiras a parte, trata-se de uma bela ajuda para monitorar o consumo pessoal do recurso e motivar-se a reduzir o desperdício. Você estará consciente de quanto deixará de abusar da água!

Você já repensou seu consumo de água? Conte para nós em que situações economiza este recurso.

*Instituto Akatu

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Quer entender o Código Florestal?

Débora Spitzcovsky 22 de março de 2012

Amanhã, 23/03, o Planeta Sustentável promove o debate Para entender o Código Florestal e você poderá acompanhar essa rica e esclarecedora discussão, ao vivo, a partir das 9h30 da manhã, na home do nosso portal – e também na Exame.com. Para assistir, não é necessário fazer inscrição prévia. Basta acessar o site!

A ideia é discutir as principais questões que os brasileiros têm a respeito do tema. Aguardando nova votação na Câmara dos Deputados, em caráter de urgência, o Projeto de Lei que propõe uma reforma no Código Florestal brasileiro provocou divergências de opinião entre ruralistas e ambientalistas, fomentando um debate público a respeito do assunto, em que a principal questão é a proteção das florestas versus a produção agrícola.

Mas muita gente ainda tem dúvidas: afinal, o que está em jogo nessa discussão? Quais as consequências da aprovação do PL que aguarda votação na Casa dos Deputados? O Brasil pode se queimar no cenário internacional por conta da forma como está lidando com o assunto?

Essas e muitas outras questões serão debatidas por André Nassar, engenheiro agrônomo e diretor geral do Icone – Instituto de Estudos do Comércio e Negociações Internacionais, e Tasso Azevedo, engenheiro florestal e consultor para florestas e clima do Ministério do Meio Ambiente, com mediação de Matthew Shirts, coordenador do Planeta Sustentável. O debate vai pegar fogo. Não perca!

Imagem: Getty Images

DEBATE “PARA ENTENDER O CÓDIGO FLORESTAL”
Data: 23/03
Horário: 9h30 às 11h30
Transmissão ao vivo na home do Planeta Sustentável

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Carrinho de compras produz energia limpa para supermercados

Débora Spitzcovsky 21 de março de 2012

Que tal converter a energia de movimento dos carrinhos de compras em eletricidade para suprir a demanda energética dos supermercados? Essa é a proposta do E~cart, criado pelos designers coreanos Kitae Pak e Inyong Jung.

Dotado de rodinhas especiais, o carrinho faz a conversão da energia cinética em elétrica, enquanto é empurrado pelos clientes pelos corredores do supermercado. A eletricidade, então, é armazenada em pequenas baterias, acopladas ao E~cart, que ao ser devolvido a sua base, após o uso, descarrega a energia em uma unidade de armazenamento, para que ela possa ser usada pelo próprio estabelecimento.

De acordo com os designers, o uso de E~carts renderia aos supermercados mais de um GWh de eletricidade, todos os anos – que pode ser usado nos serviços de refrigeração de alimentos, iluminação e nos ar-condicionados do estabelecimento, entre outros –, reduzindo significativamente a emissão de CO2 desses locais.

Por enquanto, o E~cart é, apenas, um conceito, mas agradou os coreanos. E você, aprova o uso de “carrinhos de compras ecológicos” nos supermercados brasileiros?

Imagem: Divulgação

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Contaminação por mercúrio pode provocar tendências homossexuais nas aves

Débora Spitzcovsky 19 de março de 2012

Estudo liderado pelos pesquisadores Peter Frederick e Nilmini Jayasenadas universidades da Flórida e de Peradeniya, respectivamente – apontou que, ao ingerir mercúrio, os machos de uma espécie de pássaro aquático chamado íbis-branco (Eudocimus albus) podem virar homossexuais.

Para chegar à conclusão, os cientistas observaram, durante três anos, 160 aves da espécie, que foram divididas em quatro grupos. As que foram alimentadas com variadas doses de mercúrio apresentaram, com o tempo, tendências gays entre os machos, que passaram a paquerar e construir ninhos em conjunto com íbis-brancos do mesmo sexo.

E mais: a pesquisa concluiu que, quanto maior a dosagem de mercúrio ingerida pelos pássaros da espécie, maior será a chance dos machos apresentarem comportamento homossexual.

O estudo preocupou a comunidade científica – que ainda desconfia que o poluente pode causar o mesmo desequilíbrio em aves de outras espécies –, já que a contaminação do meio ambiente com resíduos industriais que contêm mercúrio é cada vez mais frequente em todo o mundo. Se virarem gays, a reprodução dos íbis-brancos estará comprometida e, consequentemente, a espécie poderá correr risco de extinção.

Confira o estudo, na íntegra, em inglês.

Imagem: Today is a good day/Creative Commons

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