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Cyclisk: ode à cultura das bicicletas

Thays Prado 10 de setembro de 2010

Está previsto para outubro um evento que vai inaugurar, oficialmente, um obelisco de mais de 4.500kg e quase 20 metros, feito de 340 bicicletas e um triciclo, instalado, recentemente, na cidade de Santa Rosa, na Califórnia, que pretende consolidar sua fama de “bike-friendly”.

O projeto, dos artistas Mark Grieve e Ilana Spector, contou com o patrocínio de 37 mil dólares da Nissan, pois é lei na cidade que todas as empresas que construam seus empreendimentos ali doem o equivalente a 1% dos investimentos para a arte.

Instalado no final da Santa Rosa Avenue, o monumento se contrasta com o fluxo de veículos e pretende chamar a atenção dos motoristas e convidá-los a adotar a bicicleta como meio de transporte não-poluente.

Vale dizer que as partes de bicicletas utilizadas para a construção do monumento foram coletadas pela comunidade e estavam todas inutilizadas.

Saiba mais detalhes no site da cidade de Santa Rosa.

Foto: © Ilana Spector


Cientistas usam águas-vivas para gerar energia solar

Thays Prado 8 de setembro de 2010

Pesquisadores suecos descobriram como utilizar a proteína verde-fluorescente (GFP) das águas-vivas da espécie Aequorea victoria para gerar energia solar.

A proteína é injetada em um substrato de dióxido de silicone, entre dois eletrodos. Quando a luz ultravioleta incide sobre o circuito, a GFP absorve fótons e emite elétrons, gerando uma corrente elétrica.

Como fonte limpa de energia, eis aí uma boa solução. No entanto, é polêmica a decisão de utilizar animais para esse propósito. Os cientistas alegam que há, atualmente, uma superpopulação de águas-vivas – já que elas se reproduzem mais em oceanos com maior grau de toxidade e de acidez, como os que temos, atualmente, devido à alta concentração de carbono no planeta.

Para os pesquisadores, se usássemos o excesso de águas-vivas para produzir energia limpa, diminuiríamos as emissões de carbono e, consequentemente, conseguiríamos reequilibrar a vida nos oceanos.

Você acredita que, nesse caso, vale o uso de animais em experiências científicas?

Foto:  © Ryan Kozie


Give Your Stuff Away Day: deixe o que não te serve na calçada

Thays Prado 6 de setembro de 2010

Se você estiver  nos Estados Unidos no dia 25 de setembro deste ano, poderá ver, ao vivo, uma série de objetos disponíveis, gratuitamente, pelas calçadas de várias casas em todo o país. É o “Give Your Stuff Away Day” (ou, Dia de Doar Suas Coisas, em tradução livre).

Mike Morone, idealizador da iniciativa, quer que isso ocorra no mundo todo, duas vezes por ano, com o propósito de ajudar pessoas que não possuem coisas básicas para sua sobrevivência e bem-estar, reduzir a quantidade de lixo e, até mesmo, diminuir a bagunça que temos em casa – quantas coisas você sabe que não vai mais usar e, mesmo assim, continuam em algum canto, desperdiçadas?

O plano é que, no próximo dia 25, todos os americanos levem suas coisas não mais desejadas, mas ainda com potencial de uso, para a calçada. Algumas regras precisam ser seguidas. Não vale levar: lixo, material ilegal, itens perigosos, comida, drogas, produtos químicos e armas.

Depois, é só participar da diversão, observando como alguns objetos que não têm a menor importância para algumas pessoas podem ter muito valor para outras e mesmo passeando pelas calçadas da vizinhança, garimpando peças de seu interesse.

Mesmo que você não esteja nos Estados Unidos, que tal combinar com as pessoas da sua rua, do seu bairro ou mesmo da sua cidade e fazer o mesmo? Apenas se lembre de avisar à prefeitura para evitar que alguma ação policial detenha a iniciativa. E se alguns objetos não forem pegos em até dois dias, tenha o cuidado de recolhê-los de volta, não vá deixá-los virar lixo fora do lugar.

*Give Your Stuff Away Day


Plano “Bee”: salvem as abelhas

Thays Prado 3 de setembro de 2010

A população de abelhas vem diminuindo em todo o mundo – só no Reino Unido, elas caíram pela metade nos últimos vinte anos e, no ano passado, um quinto das colônias de abelhas não sobreviveram ao inverno. No entanto, cientistas e apicultores desconhecem o motivo real desse fenômeno, mas apontam possibilidades: alterações climáticas, uso de pesticidas, presença de espécies de abelhas não nativas, vírus e um ácaro conhecido como Varroa.

O assunto é sério, já que, por meio da polinização, as abelhas contribuem com a geração de um terço da comida do planeta.

Por isso, as cooperativas do Reino Unido desenvolveram um movimento que ficou conhecido como “Plan Bee” – uma brincadeira com a expressão plano b e a palavra bee, que significa abelha, em inglês.

Algumas estratégias já estão em prática: uma ação contra os pesticidas, um fundo de pesquisa voltado para o tema e uma campanha para conscientizar as pessoas sobre o assunto, de modo que todos possam cuidar da sobrevivência das abelhas em seus jardins, plantar mais flores e mesmo se transformar em apicultores urbanos.

No último domingo, foi postado, no youtube, um vídeo sobre o primeiro outdoor feito com 10 mil abelhas vivas, para chamar a atenção para a causa:


Champagne ganha nova embalagem para reduzir emissões de carbono

Thays Prado 1 de setembro de 2010

Depois de muitas pesquisas e testes, os fabricantes de garrafas de Champagne conseguiram afinar o recipiente para diminuir as emissões de carbono envolvidas em sua cadeia produtiva. Isso porque, em 2003, um estudo revelou que eram emitidas 200 mil toneladas de CO2 por ano só para distribuir a bebida pelo mundo.

As garrafas de Champagne que pesavam, originalmente, 900 gramas e possuiam três vezes mais ar comprimido do que um pneu de carro comum, pesam, agora, 65 gramas a menos. Vários produtores da bebida, entre eles Moët & Chandon e Veuve Cliquot, já substituíram suas garrafas este ano ou estão planejando fazer isso em breve.

Essa é apenas uma das estratégias da indústria de Champagne para atingir sua meta de reduzir sua pegada de carbono em 25% até o ano de 2020 e 75% até 2050. A medida, em si, diminui as emissões em 7%, pois o tamanho reduzido da embalagem permite que cada caminhão transporte 2.400 garrafas a mais.

O velho design foi mantido.