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Dê uma multa moral para quem não anda na linha

Thays Prado 17 de maio de 2010

Agora, ninguém mais precisa ser policial ou agente público para multar os engraçadinhos que estacionam na faixa de pedestres, que alimentam os pombos em locais inapropriados, fingem que não vêm o cocô do próprio cachorro, não separam o lixo que o condomínio inteiro separa, usam mangueira para varrer a calçada, jogam bitucas de cigarro no chão e por aí segue uma lista de atitudes sem-noção.

A ONG Árvore da Vila, de São Paulo, criou um talão de Multa Moral com os dizeres “Muito bonito, hein? Você está se aproveitando da ineficiência da fiscalização para arrepiar o direito de outros cidadãos”.

O fiscalizador cidadão marca o quadrinho com a infração correspondente ou escreve o que viu, caso não conste na lista e ainda seleciona outros dois tópicos que dizem:

- Por favor, sinta-se obrigado a doar R$ 50,00 para uma instituição de caridade

- E prometa nunca mais fazer travessuras nas ruas de nosso bairro (ou de qualquer outro).

Ainda que o infrator não cumpra com o que foi estabelecido pela multa moral, ele ficará, pelo menos, sem graça em receber a advertência. Pode ser uma boa maneira de começar a educar as pessoas sobre pequenos hábitos que fazem toda a diferença.

Qualquer um pode solicitar um talão de multas para a ONG, que envia um pdf para ser impresso.


Carros elétricos podem ter trilha sonora

Débora Spitzcovsky 14 de maio de 2010

Uma equipe de pesquisadores da Universidade de Warwick, no Reino Unido, está realizando uma série de testes em carros elétricos, para encontrar a trilha sonora perfeita para esse tipo de veículo.

Ao contrário do que muitos podem pensar, o projeto não se trata de uma “frescura” dos donos de elétricos. De acordo com uma pesquisa realizada na Universidade da Califórnia, a  falta de ruídos produzidos por carros elétricos, que a princípio é vista como vantagem por muitos, não é tão boa assim para a segurança dos motoristas e pedestres.

O estudo mostrou que, quando os motoristas são surpreendidos por adversidades no trânsito, os carros elétricos, mais silenciosos, freiam 40% mais perto de pedestres e outros carros do que os veículos que funcionam com motores de combustão, o que significa que o barulho dos carros evita mais acidentes do que imaginamos.

Levando isso em conta, a solução encontrada pelos pesquisadores da Universidade de Warwick foi testar nos carros elétricos sons que sirvam de alerta aos pedestres e outros motoristas, mas não produzam uma poluição sonora como a que temos hoje no trânsito, onde predominam os veículos com motor de combustão.

A cada semana, os pesquisadores estão fazendo testes com um tipo de ruído diferente. Algumas músicas famosas, sons de natureza e, até, trilhas sonoras de ficção científica, como Star Wars, já foram usadas nos testes, mas por enquanto nenhum desses barulhos agradou aos pesquisadores. Você tem alguma boa sugestão para a trilha sonora dos carros do futuro?

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Doe seu cabelo para salvar o mar

Thays Prado 12 de maio de 2010

Cabelos e pêlos de animais são a nova solução encontrada pela ONG Matter of Trust, sediada em São Francisco (Califórnia), para conter o óleo que tem chegado às praias do Golfo do México desde o dia 22 de abril, após o afundamento da plataforma de petróleo Deepsater Horizon, da British Petroleum. Uma semana depois, a Guarda Costeira dos Estados Unidos calculava o vazamento de cerca de 5 mil barris de petróleo por dia.

A Matter of Trust explica que os cabelos são muito eficientes na absorção de óleos, inclusive de petróleo. Por isso, eles estabeleceram parcerias com fazendeiros e cabeleireiros de todo o mundo para conseguir reunir quantidade suficiente de fibras naturais e limpar as praias. Até agora, cerca de 370.000 salões de beleza estão coletando cabelos para a campanha e mais de 200 toneladas de fios chegam à sede da ONG diariamente.

Colocados em meias de náilon, por voluntários, como na foto acima, os cabelos serão deixados na areia das praias.

Para fazer uma doação, preencha o formulário* no site da Matter of Trust. Depois, coloque seus cabelos – de qualquer tipo, desde que sejam da cabeça – em um saco de lixo e armazene em uma caixa. É importante doar cabelos limpos, ou sua capacidade de absorção de óleo já será reduzida. A ONG também aceita pêlos de animais, mas alerta que não seja enviado lixo junto ao material, afinal voluntários vão manusear os fios. Eles também aceitam doação de meias compridas de náilon, em caixas separadas.

O endereço da ONG é enviado por e-mail depois que a pessoa faz o cadastro no site.

*Matter of Trust 

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Para onde vão as sacolas plásticas descartáveis?

Débora Spitzcovsky 10 de maio de 2010

Elas duram cerca de 400 anos, mas deixam de ser úteis para nós bem antes disso. Você faz ideia do que acontece com as sacolas plásticas depois que as jogamos no lixo? O diretor americano Ramim Bahrani tentou responder a essa pergunta, de forma poética, no curta-metragem Plastic Bag.

Narrado pelo cineasta alemão Werner Herzog, o curta de pouco mais de 18 minutos mostra toda a “trajetória de vida” de um saquinho plástico, após ser jogado por sua dona em uma lata de lixo comum. A atitude leva a sacolinha a vagar pelo mundo, passando por lixões, florestas, praias e oceanos.

Durante a jornada, o saco plástico se depara com situações desagradáveis – como quando é arrastado pela chuva ou no momento em que peixes tentam comê-lo – e acaba vivendo alguns “dilemas existenciais”. No final do curta, a sacolinha conclui que, se pudesse fazer um desejo, pediria para sua dona para ser feita de um material com vida mais curta.

A intenção do filme é questionar o público: afinal, é correto “deixar” no planeta um material que durará muito mais do que a nossa própria existência? O que você acha?

Assista, abaixo, ao curta-metragem, na íntegra.

Leia também:
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Apartamento chinês tem 24 cômodos em 1

Thays Prado 7 de maio de 2010

O arquiteto chinês Gary Chang tem bons motivos para pensar em soluções que utilizem pouco espaço com muita eficiência. Ele mora em Hong Kong, um dos maiores centros urbanos do país mais populoso do mundo.

Por ali, a ordem é aproveitar cada mínimo espaço. Por isso mesmo, as casas costumam ser minúsculas. Enquanto morava com a família, Gary vivia em um apartamento de dois cômodos: os pais ficavam em um quarto, as irmãs em outro e ele, no corredor, que também fazia as vezes de sala.

Hoje, ele vive em um apartamento com 24 cômodos! Revolta? Ostentação? Não. O lar de Gary Chang tem pouco mais de 30m². Sua grande sacada foi fazer paredes móveis que possuem rodinhas e se deslocam por trilhos instalados no teto. “A casa se move para mim”, diz Chang.

Além de ocupar pouco espaço, a ideia também contribui com o meio ambiente graças aos espelhos instalados no teto que, não só disfarçam os trilhos e dão a impressão de que o ambiente é maior, como aproveitam melhor a luz natural que entra pela única janela.

Um filtro alaranjado nas venezianas também intensifica o efeito da luz que vem de fora e torna o local mais aconchegante. “Quase nunca preciso acender as luzes”, conta.

A genialidade de Gary Chang foi descoberta pelo programa World’s Greenest Homes, que, como o nome já diz, vai atrás dos inventores das casas mais verdes do mundo.

Veja como funciona o “lar doce lar” chinês:


Via FacingPages

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