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Para carregar celulares, brasileiro cria máscara que converte respiração em energia

Débora Spitzcovsky 5 de março de 2012

De olho no mercado cada vez mais promissor da produção de energia limpa e pensando em ajudar as tantas pessoas que, diariamente, sofrem com a falta de bateria no celular, justamente quando não há nenhuma tomada por perto, o designer brasileiro João Lammoglia projetou o AIRE.

Trata-se de uma máscara capaz de converter a respiração humana em eletricidade para carregar pequenos gadgets. Como? A invenção possui miniturbinas eólicas em seu interior, que transformam o ar expelido por quem utiliza a máscara em energia – que é transferida a pequenos eletrônicos – como celular, GPS e iPod – por meio de uma espécie de cabo USB.

De acordo com Lammoglia, o AIRE pode ser utilizado em qualquer lugar ou situação: no ônibus, durante uma corrida no parque ou ainda enquanto o usuário tira um cochilo – basta não estar nem aí para os olhares que o uso do aparelho, fatalmente, atrairá para quem colocá-lo no rosto, em público, para produzir energia.

Por enquanto, o AIRE é, apenas, um conceito – que, inclusive, já rendeu ao seu criador o prêmio internacional Best Of The Best 2011 Design, da organização Red Dot –, mas o brasileiro já tem planos para comercializá-lo. Você aprova a invenção?

Imagem: Divulgação/João Lammoglia

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Straw Wars: Restaurantes londrinos se mobilizam para diminuir consumo dos canudinhos de plástico

Marina Franco 2 de março de 2012

Eles são descartados aos milhares todos os dias. Só na rede do McDonnald’s no Reino Unido, são consumidos 35 mil canudinhos a cada 24 horas. Imagine a soma de todos os restaurantes, bares e baladas. Juntos eles têm impacto grande nos aterros sanitários, lixões e mares – onde vão parar se não são enviados para a reciclagem –, já que demoram muitos anos para se decompor e acabam sendo engolidos pelos animais marinhos.

Para diminuir o consumo exagerado desses descartáveis de vida útil muito curta, a campanha Straw Wars (Guerra dos Canudos, em inglês), que surgiu no bairro do Soho, mobiliza o comércio de Londres para parar de oferecer canudinhos. Eles só serão entregues quando o cliente pedir. Uma ação simples que faz repensar os hábitos de consumo, não é mesmo?

Os estabelecimentos interessados em evitar os canudos de plástico podem se cadastrar no site da campanha*, onde um mapa da cidade indica seus endereços. Assista abaixo ao vídeo:

Que tal reduzir o uso de canudinhos? Nem sempre eles são necessários, não é mesmo? Comente!

*Straw Wars

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Muçulmanos devem plantar árvores para casar na Indonésia

Débora Spitzcovsky 29 de fevereiro de 2012

A mais nova lei ambiental da Indonésia muçulmana afeta os noivos do país: a partir de março deste ano, para ter autorização da Igreja para casar, os pombinhos deverão plantar duas mudas de árvore de alguma espécie nativa.

A medida foi anunciada pelo Escritório de Assuntos Religiososonde se registram os muçulmanos que vivem no país e querem casar oficialmente – e, por enquanto, valerá na cidade de Medan e em distritos da ilha de Sulawesi, onde a concentração de adeptos à religião é grande.

Quando for registrar a união no Escritório, o casal receberá as duas mudas, que devem ser plantadas na casa onde os pombinhos morarão. Após o plantio, a licença para o casamento é concedida e, então, os noivos estão autorizados a realizar a cerimônia.

A estimativa é de a medida renda duas mil novas árvores, todos os meses, para as cidades participantes da iniciativa, ajudando o país – que, atualmente, está entre as dez nações que mais contribuem para o aquecimento global, segundo levantamento do BNDES – a controlar suas emissões de CO2. Você aprova a ideia?

Foto: Creative Commons

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Mission Zero: casa de 1901 é reformada para produzir a energia que consumir

Marina Franco 27 de fevereiro de 2012

Quando o casal Kelly e Matt Grocoff comprou sua casa em Ann Arbor, no estado norte-americano de Michigan, eles tinham um objetivo em mente: transformá-la em um lar autosustentável em energia. A casa, construída por volta de 1901, deveria produzir a quantidade de eletricidade que o casal consumisse – ou mais. Isso sem emissão de gases responsáveis pelo efeito estufa.

Depois de muita pesquisa e de quatro anos de trabalho duro, a casa apelidada de Mission Zero atingiu seu objetivo. Passou a produzir eletricidade a partir de placas fotovoltaicas, que captam a energia do Sol. De fevereiro de 2011 a fevereiro de 2012, produziu 892 kWh a mais do que foi consumido. Resultado: conta de luz zerada e ganho de créditos de energia renovável – sem falar, é claro, nos ganhos ao meio ambiente.

O legal desta história é que o casal postou vídeos no site que criou para a Mission Zero*, com dicas e ensinamentos sobre como fazer uma reforma e reduzir a demanda de energia da sua casa. São vídeos no estilo “faça você mesmo” sobre restauração do piso, das janelas ou reforma da cozinha. O lema do casal é: perder menos, usar menos e produzir.

Já pensou em produzir localmente a sua própria energia?

*Mission Zero

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Espécie de camaleão é descoberta com ajuda do Google Earth

Débora Spitzcovsky 24 de fevereiro de 2012

O cientista inglês Julian Bayliss, da organização Mulanje Mountain Conservation Trust, acaba de identificar uma nova espécie de camaleão em Moçambique, na África, graças às imagens de satélite do Google Earth.

Isso porque, enquanto usava a ferramenta para explorar a floresta de Mount Mabu, no norte do país, Bayliss encontrou uma mancha bastante suspeita nas imagens do Google Earth e decidiu organizar uma expedição científica para analisá-la.

A aventura deu certo: após quatro dias de exploração na floresta – que tem sete mil hectares de cobertura vegetal –, Bayliss descobriu que a mancha que encontrou no Google Earth englobava uma nova espécie de camaleão, batizada de Nadzikambia baylissi, em homenagem ao cientista.

Agora, a preocupação dos especialistas é com a sobrevivência do animal, que mal foi descoberto e já pode estar ameaçado de extinção. Isso porque, por ser muito pequeno e frágil, o camaleão é altamente suscetível às mudanças climáticas e, também, à ação do homem, que atualmente explora a pequena área de floresta onde o animal vive, para caça e produção de madeira. Será que ele aguenta a pressão?

Imagem: Divulgação/Mulanje Mountain Conservation Trust

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