Twitter Superinteressante

Blogs

Conheça um produto pelo código de barras

Débora Spitzcovsky 25 de novembro de 2009


Você está fazendo compras e se interessa por um produto, mas, antes de comprá-lo, quer ter certeza de que ele foi fabricado dentro dos padrões socioambientais. O que fazer? Voltar para casa e pesquisar a empresa que produz o artigo na internet, além de dar muito trabalho, não é nada moderno.

Na onda dos gadgets verdes, a moda agora – pelo menos nos EUA – é consultar, pelo seu celular ou iPhone, o novo aplicativo da GoodGuide – uma organização norte-americana que incentiva o consumo consciente – e descobrir, na hora, se o produto que você está comprando é ambientalmente correto. 

Apenas com o número do código de barras, o aplicativo informa ao consumidor o grau de responsabilidade social e ambiental das mercadorias e, também, das empresas fabricantes. E, tudo isso, de graça! O serviço pode ser baixado por mensagem de celular – mas apenas os norte-americanos podem fazer uso dessa opção – e, também, pelo programa iTunes, para ser usado em iPhones. (Leia aqui as instruções para fazer o download do aplicativo)

Até agora, segundo a GoodGuide, mais de 60 mil produtos e empresas já foram cadastrados no aplicativo. Como o serviço nasceu nos EUA, mais uma vez os norte-americanos levam vantagem: muitas mercadorias que fazem parte do projeto, por enquanto, são comercializadas apenas lá. Mas a empresa tem uma solução para isso: toda vez que um usuário não encontrar um produto no sistema, ele será, imediatamente, priorizado na lista de inclusão de mercadorias da GoodGuide. Assim, quanto mais brasileiros usarem o aplicativo, mais ele vai ganhando a nossa cara.

Você usaria o serviço?

Leia também:
Gadgets verdes 
Plugado na natureza 
Gadgets ao sol


E se sustentabilidade fosse legal?

Redação Planeta Sustentável 24 de novembro de 2009


Se ter hábitos sustentáveis fosse divertido (e, talvez, seja) você estaria mais disposto a adotá-los? A Volkswagen acredita que sim e, por isso, criou a Fun Theory. A ideia é incentivar as pessoas a mudarem para melhor sem precisar discursar, apenas com um estímulo à diversão.

Para provar a teoria, foram criadas três situações para estimular atitudes ecologicamente corretas:
- uma lixeira que, ao receber lixo, faz um som engraçado, simulando profundidade, como o de desenhos animados quando algum objeto ou personagem cai de um lugar muito alto;
- a escada de piano e
- um depósito de garrafas de vidro para reciclagem que acende luzes e acumula pontos à medida em que são as unidades são descartadas.

Tudo acontece de maneira bastante natural. As instalações são “abandonadas” na rua até que alguém resolva testá-las e ver como funcionam. Não foi preciso ter nenhuma placa de “experimente” para que o os pedestres preferissem a escada de piano à escada rolante, logo ao lado. A lixeira, depois que passou a  fazer barulho, recolheu 41 kg a mais que outra, comum, bem próxima dali e o coletor de garrafas foi usado por quase mil pessoas enquanto o convencional foi escolhido apenas duas vezes.

Os vídeos servem como inspiração para quem quiser publicar a própria invenção, que pode ser apresentada também no formato de fotos ou desenhos e não precisam, necessariamente, ter o meio ambiente como tema. Os 10 melhores serão selecionados em dezembro e colocados em prática e seus criadores ganharão prêmio em dinheiro. Ser sustentável pode ou não pode ser legal? Veja o que já foi feito!


O preço da fama sustentável

Thays Prado 23 de novembro de 2009


Quanto você pagaria para ver uma celebridade de quem é muito fã? Investiria um pouco mais para chegar bem, bem perto do seu ídolo? E se tivesse direito a autógrafo? Foto? Você estaria disposto a botar a mão no bolso com vontade por um drinque com o seu objeto de veneração?

Pois é mais ou menos esse o esquema montado para a “nova apresentação multimídia” de Al Gore, ex-vice-presidente dos Estados Unidos, prêmio Nobel da Paz e mundialmente conhecido pelo livro e documentário homônimos, Uma Verdade Inconveniente, que fala sobre a ameaça do aquecimento global.

A apresentação é baseada em seu segundo livro, Our Choice, em que ele mostra as soluções para sairmos do cenário trágico que apontou no primeiro volume. A data escolhida para o evento é estratégica: a dois dias do final das negociações em Copenhague, quando a coisa estará para lá de quente, apesar das temperaturas negativas da Dinamarca.

Conforme a posição da cadeira escolhida pelo interessado, o preço para assisti-lo vai de 199 a 1.499 coroas dinamarquesas, o que equivale a uma variação entre R$68 e R$519 – mais taxas.

E se apenas ouvir o ícone mundial das mudanças climáticas não bastar, você pode ter uma “experiência única” com Al Gore, como define o site Billetlugen, que vende os ingressos. Os fãs do moço terão a oportunidade de conhecê-lo – rapidamente – e até mesmo de tirar uma foto com ele! O participante ainda leva um exemplar do Our Choice no pacote do evento VIP, que dura uma hora e meia e sai pela bagatela de R$2.000.

E você, não vai garantir o seu lugar neste evento "sustentável"?


Água em gel para regar as plantas

Redação Planeta Sustentável 20 de novembro de 2009


Enquanto há quem insista em lavar calçadas, outros se preocupam em não cometer excessos nem ao regar as plantas. De fato, em tempos de escassez de água e de esgotamento do recurso em velocidade maior do que se quer acreditar, toda economia é válida. Um dos produtos que permite essa experiências é o Dry Water (também conhecido como Suplemento de Irrigação), fabricado pela Rain Bird.

Trata-se de um gel composto por 98% de água e 2% de celulose, que deve ser enterrado junto às raízes da planta. Ao entrar em contato com as bactérias do solo, seus compostos sofrem quebras, o gel passa para o estado líquido e libera umidade, lentamente, em um processo que pode durar entre 30 e 90 dias, de acordo com a aplicação, que depende das necessidades da planta.

Segundo os fabricantes, o Dry Water é 100% biodegradável, não tóxico e foi criado para aumentar o tempo entra as irrigações em vasos e outros tipos de recipientes, embora o andamento dependa de fatores como temperatura, vento e precipitação.

O produto é indicado para irrigação temporária ou suplementar e para irrigação definitiva em pequenos recipientes, como vasos e é comercializado no Brasil.

Leia também:
Maude Barlow alerta sobre a causa da água

A nova obsessão verde


Energia solar em órbita

Débora Spitzcovsky 19 de novembro de 2009


A ideia não podia ter vindo de outro lugar. Os japoneses, que investem cada vez mais em projetos de energia solar, anunciaram mais uma maneira – dessa vez, bem inusitada! – de obter esse tipo de energia: coletá-la do espaço.

A iniciativa é da agência espacial do país asiático, a Jaxa, que contratou um grupo de empresas e pesquisadores para dar início ao projeto, que consiste em construir uma central solar espacial. A ideia é captar a energia do sol, em órbita, e retransmiti-la para o planeta na forma de lasers ou microondas, que seriam captadas por antenas parabólicas gigantes e convertidas em eletricidade.

O projeto é baseado em uma pesquisa da própria Jaxa que aponta que coletar energia solar em órbita barateia o custo do processo, que cairá para um sexto do preço atual, caso a ideia funcione. Isso porque já é provado que a energia do Sol é, pelo menos, cinco vezes mais abundante no espaço.

A agência espacial pretende colocar a tecnologia em operação a partir de 2030, mas, para isso, existem dois empecilhos: primeiro, os testes precisam provar que a técnica, realmente, é possível e, depois, o governo precisa tornar o projeto atraente para os japoneses. Isso porque, de acordo com uma outra pesquisa da Jaxa, as palavras “laser” e “microondas” provocam medo nos asiáticos e levantam dúvidas a respeito da segurança do projeto.

E você, o que acha de captarmos energia solar do espaço?

Foto via Nasa    

Leia também:
A vez da energia solar
O missionário da energia
Energia solar pode ficar mais barata  
Energia caída dos céus  

*Jaxa