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Word on the Water: barco passa por reforma e vira sebo itinerante

Marina Franco 8 de fevereiro de 2012

Esta embarcação dos anos 1920 foi construída para transportar carvão na Holanda. Quarenta anos depois, foi transformado em uma casa. Desde o ano passado tem uma nova função: levar diversos livros de segunda mão por cidades da Europa e vendê-los a preços acessíveis em diferentes vizinhanças.

O sebo chama Word on the Water e está circulando por Londres nessas semanas. Estão à venda – por preços camaradas – títulos da literatura clássica, bem como livros sobre política, filosofia e para o público infantil.

Para escolher seus livros, os clientes contam com um ambiente aconchegante como a sala de uma casa – o barco, aliás, é o lar de um de seus funcionários. Batizada de Ahoy, a embarcação tem visual retrô. Parte de sua mobília é original, parte recuperada ou feita com peças de madeiras que foram reaproveitadas. Algumas prateleiras de livros, por exemplo, são antigas caixas de vinho.

Além disso, a energia consumida no interior do barco é produzida a partir do Sol. Isso porque o Ahoy é equipado com três painéis fotovoltaicos, instalados na sua plataforma superior. De transportador de uma matéria-prima poluente, o barco passou a usar fonte de energia renovável, reduzindo seu impacto, e virou uma livraria independente.

Para acompanhar seu roteiro, siga a página do projeto no Facebook e no Twitter. Conhece alguma iniciativa deste tipo pelo Brasil?

Foto: Marie Phillips / londonist

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‘Solmáforo’ mede incidência de raios UV e alerta para risco de exposição ao sol

Débora Spitzcovsky 6 de fevereiro de 2012

Os chilenos andam sofrendo com a radiação solar: de acordo com a Universidad de Santiago, a incidência de raios UV – Ultravioleta aumentou 10% neste verão, em comparação a 2008, por conta de uma redução de 1% na densidade da camada de ozônio. O resultado? Os casos de câncer de pele têm crescido muito entre a população e, só em 2009, mais de 200 pessoas morreram por conta da doença.

Para tentar minimizar os estragos do aumento da radiação solar – que, vale lembrar, é reflexo da ação do homem –, a Conac – Corporacion Nacional del Cancer*, em parceria com a empresa Optoelectrónica Icalma*, criou o Solmáforo: espécie de semáforo que revela o grau de incidência dos raios UV no local em que está instalado e o classifica em baixo, médio, alto, perigoso ou extremo.

O aparelho, que já foi implantado em diversos pontos movimentados do país, ainda conta com um quadro informativo, que revela qual o tempo máximo que pessoas de pele clara e escura podem ficar expostas ao sol, nas condições indicados pelo Solmáforo.

A intenção da iniciativa é conscientizar a população a respeito da importância do uso diário de protetor solarindependente do sol estar forte ou estarmos na praia – e, assim, controlar os casos de câncer e cegueira no país. E você, usa protetor solar diariamente?

Imagem: Divulgação/Optoelectrónica Icalma

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*Conac
*Optoelectrónica Icalma

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CDs beneficentes ainda conseguem levantar fundos para causas humanitárias?

Marina Franco 3 de fevereiro de 2012

Sting, Adele, Elvis Costello, Johnny Cash, Patti Smith, Cage the Elephant, Kesha e Diana Krall são alguns dos artistas que regravaram canções de Bob Dylan para o pacote de quatro CDs e 73 faixas Chimes of Freedom*. O motivo para um elenco de diversos gêneros e gerações se reunir para homenagear Dylan é o 50º aniversário da Anistia Internacional*, organização que trabalha pela defesa dos direitos humanos.

O dinheiro da venda destes CDs, que apresentam só novas versões – exceto por Chimes of Freedom, gravada em 1964 por Dylan – será revertido para os trabalhos que a ONG realiza em todo o mundo. Uma boa causa, não? Mas agora que o modo de se consumir música está mudando, por conta de serviços online como streaming ou iTunes, será que vale apostar nessa forma de arrecadar recursos?

Antes de as vendas de CDs caírem pela metade devido as novas tecnologias, diversos projetos parecidos com este levantaram milhões de dólares para causas humanitários. Eis alguns:
- Help (1995) e Heroes (2009), que ajudaram a War Child e
- Red, Hot & Blue (1990) e Dark Was the Night (2009), da organização Red Hot que beneficia ONGs que atuam com a Aids.
A própria Anistia Internacional promoveu, no fim da década de 1970 e começo dos anos 80, shows e turnês de artistas como U2 e Bruce Springsteen para popularizar suas iniciativas.

Para o Chimes of Freedom, a entidade teve de encontrar uma forma viável para chegar a um preço atraente para a caixa de CDs. O jeito encontrado foi convencer artistas, produtores e engenheiros a doar seus trabalhos e, Bob Dylan, seus royalities de publicação.

Outras formas de arrecadar recursos com iniciativas musicais beneficentes seriam desenvolver planos mais amplos do que apenas um CD e aproveitar a presença das pessoas nas mídias sociais. Acredita-se que assim é possível atrair a atenção do público, conscientizar e levantar algum dinheiro.

Agora, a gente quer saber: você compra músicas para ajudar causas humanitárias? Acha que a crise fonográfica vai prejudicar esta forma de arrecadar dinheiro?

* Chimes of Freedom
*Anistia internacional

Imagem: Divulgação

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Rota da Reciclagem: app para iPhone indica pontos de coleta de embalagens longa vida

Débora Spitzcovsky 1 de fevereiro de 2012

A embalagem longa vida faz jus ao nome: se reciclada, ela pode ser transformada em telhas e madeira sintética e ser útil por muitos e muitos anos, ao invés de ficar ocupando espaço nos aterros sanitários. Sabia? Para incentivar os consumidores a dar um destino correto para esse resíduo e, assim, diminuir a produção de lixo no país, a Tetra Pak criou o portal Rota da Reciclagem*, que indica aos consumidores quais são os pontos de coleta seletiva e reciclagem de embalagens longa vida mais próximos de suas casas.

No ar há quase quatro anos e com mais de 3.400 locais de coleta e reciclagem, de todos os cantos do Brasil, cadastrados, o portal acaba de ganhar um aplicativo para iPhone e, também, iPad, que pode ser baixado gratuitamente na Apple Store.

Basta digitar o seu endereço no app para conhecer os principais pontos de coleta e reciclagem de embalagens longa vida – como caixas de leite, suco e molho de tomate – que existem próximos à sua casa. Os locais aparecem divididos em três categorias:
Cooperativas: que são iniciativas sociais que recebem embalagens longa vida, entre outros materiais recicláveis, para enviar – e, assim, beneficiar – recicladores;
PEVs – Pontos de Entrega Voluntária: locais, como supermercados, que recebem o resíduo para destinar à reciclagem e
Comércios: locais que compram embalagens longa vida, entre outros materiais recicláveis, também para enviar aos recicladores.

Ao criar o aplicativo para iPhone e iPad, a Tetra Pak espera conquistar cada vez mais usuários para o Rota de Reciclagem e, assim, aumentar a quantidade de embalagens longa vida que são recicladas no Brasil. Que tal aderir?

*Rota da Reciclagem 

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Camiseta transforma som em energia

Marina Franco 30 de janeiro de 2012

No último festival de Glastonbury, realizado no ano passado na Inglaterra, certamente os espectadores não ficaram na mão por falta de bateria no celular. É que o público testou uma invenção que é capaz de converter o barulho de som alto em eletricidade. A tecnologia para essa transformação já existia, mas o que a novidade tem de revolucionária é que ela foi feita na forma de camiseta!

A peça de roupa que aparece na foto acima foi desenvolvida pelas empresas britânicas Orange e GotWind. Nela foram costuradas duas camadas especiais, responsáveis pelo efeito:
- uma de filmes piezoelétricos, que funcionam como um grande microfone, absorvendo as ondas de som, e
- outra de cristais de quartzo entrelaçados, que, pela compressão das ondas de som, as converte em eletricidade suficiente para abastecer celulares.
A energia – que veio de uma fonte limpa – é então armazenada numa bateria acoplada à camiseta, chamada de Sound Charge.

De acordo com seus criadores, se a invenção absorve ruídos de 80 decibéis, o equivalente ao que é emitido em uma rua movimentada, é capaz de gerar 6 Watt-hora de energia em um final de semana. A quantidade carregaria dois aparelhos celulares. Agora imagine quantos aparelhos ela salvou em um grande festival de música, com potência de som bem mais alta do que a de uma rua.

Por enquanto, a Sound Charge ainda não foi produzida em série. Que tal se virar realidade por aqui também?

No vídeo abaixo, em inglês, seus inventores contam mais sobre seu funcionamento:

*Orange
*GotWind 

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