Twitter Superinteressante

Blogs

Trouxinha chique

Redação Planeta Sustentável 15 de setembro de 2009



A Fundação Japão em São Paulo* está com inscrições abertas para o “Concurso de Criação e Padronagem de Furoshiki”**. Serão selecionados três projetos para a produção do furoshiki e os trabalhos mais criativos serão premiados com ¥30,000 (cerca de R$ 600,00) cada, além do pagamento dos direitos autorais. Vale lembrar que o evento é destinado apenas a estudantes de design de todo o Brasil e vai até o dia 30 de outubro.

Para quem não sabe, furoshiki é um pano para embalagem e transporte de diversos itens, usado no Japão desde os tempos antigos. Em termos mais simples, é uma trouxinha estilizada.

Existem várias teorias sobre a origem da técnica. Uma delas é a de que, durante os banhos públicos – comuns no Japão do século 17 –, os senhores feudais levavam suas roupas em trouxinhas que traziam impresso o brasão da família. Após o banho, esse pano era usado para forrar o chão em cima do qual se trocavam. A partir dos anos 50, com a chegada das sacolas plásticas, esse costume quase desapareceu.

Hoje, devido aos acontecimentos relacionados ao aquecimento global, os saquinhos plásticos estão perdendo espaço e o furoshiki atraindo novamente a atenção, sendo usado até como ecobag. Ponto para a trouxinha!

* Fundação Japão em São Paulo

** Concurso de Criação e Padronagem de Furoshiki


O que fazer com os sutiãs usados?

Débora Spitzcovsky 14 de setembro de 2009


Por mais que nos esforcemos para colocar o “R” da reutilização em prática, existem alguns itens que não cooperam com a nossa boa vontade. Sutiãs são um bom exemplo. O que fazer quando eles perdem a utilidade? 

No Japão, a Wacoal – maior produtora de lingeries do país – está lançando uma nova tendência: reciclar as peças usadas.

Desde fevereiro, a empresa está distribuindo sacolas reutilizáveis para suas clientes, a fim de que elas encham as bolsas com sutiãs antigos e as tragam de volta às lojas da Wacoal. De lá, o material é encaminhado para cooperativas que transformam os sutiãs em combustível sólido para o país.

A iniciativa teve repercussão e, inclusive, foi copiada pela Triumph, uma fabricante de lingeries que é concorrente da Wacoal. Na prática, a ideia só está enfrentando dificuldades para decolar porque as mulheres japonesas são muito conservadoras e não querem expor sua intimidade, doando sutiãs usados.

Mas, até que ponto, a ação da Wacoal é mesmo sustentável? O que é menos impactante para o meio ambiente: acumular montanhas de sutiãs nos lixões ou queimá-los como combustível sólido?

De qualquer jeito, existem algumas iniciativas ao redor do mundo – e em especial na Inglaterra – que incentivam a doação de sutiãs usados para instituições de caridade envolvidas com moradores de rua e comunidades em situação de extrema pobreza no continente africano. Talvez a melhor iniciativa seja, mesmo, a mais óbvia…

Via Japan Today       

Foto de Xico Buny


Painel solar feito com cabelo

Redação Planeta Sustentável 11 de setembro de 2009


Milan Karki, um garoto de 18 anos que vive em uma vila do Nepal, resolveu investir na geração de energia elétrica para sua casa e, posteriormente, para seus vizinhos também. Por morar em um dos lugares mais pobres do planeta, onde o acesso a energia elétrica varia entre impossível e complicado, o primeiro impulso do garoto foi procurar por materiais baratos e por modelos sustentáveis.

Assim, Milan teve a ideia de usar cabelo humano em vez de silício- material caro normalmente usado na confecção de  painéis solares – para criar seu protótipo. Ele acredita que a melanina do cabelo, além de sensível à luz, funciona como um condutor e que, graças a essa troca, cada equipamento custaria cerca de US$38 e produziria 18 watts.

De acordo com o Daily Mail, o garoto teria dito que, se produzidos em massa, o preço cairia pela metade, o equivalente a um quarto do valor dos produtos semelhantes que circulam no mercado. O painel solar alimentaria baterias e pilhas que forneceriam luz por toda noite.

Milan quer investir na produção em massa da sua invenção por pensar que, em tempos de debate sobre mudanças climáticas e fontes de energia limpa, ela se torna ainda mais relevante. Mas muitos questionam a funcionalidade do seu painel. O cabelo é realmente condutor? Os fios suportariam o calor? Qual seria a perda energética ao substituir um material por outro. Será que funciona?

*Daily News


Contraceptivos contra o aquecimento global?

Débora Spitzcovsky 10 de setembro de 2009


Um estudo da Optimum Population Trust – ONG inglesa que luta pela redução gradual da população mundial -, sustentado pela London School of Economics, afirma que a expansão do acesso aos métodos contraceptivos, aliado a uma política de planejamento familiar, é cinco vezes mais econômico no combate às mudanças climáticas do que as tecnologias verdes convencionais.

Segundo a pesquisa Fewer Emitters, Lower Emissions, Less Cost (“Poucos Emissores, Baixas Emissões, Menos Custo” em tradução livre), se, de hoje a daqui 40 anos, cada casal gastasse US$ 7 (cerca de R$ 14) com planejamento familiar – leia-se métodos contraceptivos – seria possível reduzir em mais de uma tonelada (US$ 7/ton) as emissões de CO2. Para atingir a mesma quantidade, o emprego de tecnologias de baixo carbono (como, por exemplo, energia eólica ou energia solar) custa ao menos US$ 32.

Utilizando dados da ONU como base – onde o planejamento familiar poderia reduzir as gestações indesejadas em até 72% e, dessa forma, ter meio bilhão de pessoas a menos no planeta em 2050 -, o estudo conclui que 34 gigatons de dióxido de carbono deixariam de ser emitidos, economizando US$ 220 bilhões, caso a gravidez fosse evitada. Ou seja, o mesmo CO2 mitigado por meio das tecnologias verdes custaria aos cofres mais de US$ 1 trilhão.

Embora a pesquisa pareça um pouco chocante, ela tem lógica: o número de pessoas no planeta aumentou; a poluição e a miséria também.

Foto de Dercílio


Recusou uma sacola? Então, registre no Planeta!

Débora Spitzcovsky 9 de setembro de 2009


Você é daqueles que não consegue imaginar a vida sem sacolinhas plásticas? Ou costuma recusá-las em suas compras? Se respondeu SIM para a segunda questão, então, não pode deixar de participar da campanha do Planeta Sustentável: a cada sacola descartável recusada, um clique no contador que está na home do site.

Nosso objetivo é incentivar a discussão e a reflexão sobre o polêmico uso das sacolinhas descartáveis: será que precisamos tanto de sacolas feitas de plástico e outros materiais nocivos ao meio ambiente para carregar o que compramos? Precisamos delas no dia a dia, para embrulhar tudo o que temos e carregamos? Com um mês de campanha, os leitores já recusaram cerca de 165 mil sacolas e você pode ajudar a aumentar esse número.

De acordo com o coordenador do movimento, Matthew Shirts, o contador “cria uma outra dimensão para a ação. Cada leitor que recusar uma sacola, com certeza vai ajudar a fazer uma grande diferença no processo de conscientização”.

Embora existam diversas iniciativas pelo mundo para eliminar – ou, pelo menos, reduzir – seu uso, no Brasil ainda não há uma regulamentação válida com essa característica. Alguns estados e empresas adotaram o emprego de sacolas em plástico oxi-biodegradável ou, como no caso de algumas redes de supermercados, o desconto na compra ao recusar a sacola. Mesmo que ações como essa ainda não tenham resultados significativos, a tendência é que esse tipo de manifestação cresça. E não é pra menos!

As sacolas descartáveis ocupam espaço considerável nos aterros sanitários e lixões e demoram centenas de anos para se decompor. Além disso, elas vão parar – assim como outros produtos de plástico, como as garrafas PET – em ruas, parques, rios e oceanos, matando os animais que as engolem porque as confundem com alimento.

Recusou uma sacola, vai lá na home do site Planeta Sustentável e clique!

Para saber mais, leia o texto: Quantas sacolas descartáveis você recusa por dia?