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Blogs Superinteressante - Próxima Fase

Blog Próxima Fase
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O antigo Second Life Blog virou este Próxima Fase. O jornalista Pedro Burgos, colaborador da revista e viciado em joguinhos, conta aqui as polêmicas, os lançamentos e os assuntos mais fervidos do mundo dos games

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    Britânicos regulam videogames nas prisões

    26 Jul 2008 19:04

    Algumas notícias são interessantes pra lembrar a gente de que a realidade dos países de 1º mundo é muito diferente do Brasil. Hoje eu li que o governo britânico vai banir os videogames das penitenciárias. Aí você pensa: “o quê? E lá os presos jogam videogames?” Quase igual aqui, não? Mas lendo a notícia direito na verdade o que aconteceu foi que agora só os presos com bom comportamento terão acesso aos jogos, e os com classificação “adulta” sim, serão banidos. Ah, agora sim, nenhum preso mais vai poder jogar GTA IV, pra não correr o risco de aprender crimes novos, né? E os bons presos vão poder aliviar suas frustrações com, sei lá, Viva Piñata. Mas sério, eu acho a idéia de videogames nas prisões bem interessante. Não é um negócio tão caro assim: os britânicos gastaram 10 mil Libras (algo perto de 31 mil Reais) em 80 PlayStations 2 e 15 Xboxes para instituições criminais, especialmente para jovens. Vocês acham que funcionaria aqui?

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    O 2D morreu. Vida longa ao 2D!

    24 Jul 2008 21:40

    Tava lendo agora uma entrevista com Koji Igarashi, criador da aclamada série Castlevania. Ele cogita fazer o novo jogo do caça vampiros novamente em 2D, como era lá no Nintendinho, quando a série foi lançada há bons 20 anos. Por coincidência, semana passada a Capcom também anunciou que lançará Megaman 9 – novamente no velho estilão plataforma 2D. Com os consoles com tanta capacidade hoje em dia faz sentido voltar para o 2D? A Resposta de Igarashi: faz, porque há plataformas como o WiiWare, Xbox Live, PSN, onde cabem esses jogos. E eu acrescentaria os portáteis. Os serviços online dos consoles, onde você pode comprar coisas novas por 5 ou 10 dólares são um terreno fértil pra jogos em 2D, que podem sim ser ótimos. Omega Five, do Xbox Live Arcade, Patapon e LocoRoco do PSP vêm à minha cabeça agora entre exemplos recentes (alguém se lembra de mais algum?) mostrando que um joguinho em 2D bem polido e com uma ou outra idéia inovadora ainda tem espaço. Precisa ser estiloso – duas dimensões não é sinônimo de pobreza gráfica. E precisa ser baratinho também. Se for legal, eu pelo menos compro. E, na real, nem precisa ser tão inovador. Eu tava me divertindo com o Contra 4, para o Nintendo DS, que é o mesmo jogo há 20 anos. Mas ainda é muito fera e, pensando bem, não faz sentido em 3D.

    PS: Consertei o LocoRoco. Por que diabos eu fico me confundindo? :)

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    Vício em jogo é reconhecido como doença na França

    23 Jul 2008 11:24

    Um artigo que saiu hoje no jornal Le Monde, da França (aqui para assinantes UOL), fala de um amplo estudo realizado pelo Instituto Nacional da Saúde e da Pesquisa Médica sobre o vício em jogos. O foco é nos jogos de azar, principalmente os cassinos, mas fala também de videogames. Depois de analisar 1.500 artigos científicos, os pesquisadores concluíram que 1% a 3% da população é viciada patologicamente em algum tipo de jogo, e que esse seria o “tóxico do século 21”. Um longo caminho foi percorrido que conduziu da bebedeira e do mito do boa-vida até o reconhecimento da dependência ao álcool. Uma abordagem comparável está sendo adotada agora em relação ao jogo", diz o professor Michel Lejoyeux no início do texto.


    Acho que é claro que os jogos que envolvem dinheiro podem sim ser um problema social, como diz o texto, isso gera “empobrecimento, endividamento excessivo, problemas familiares, divórcio, delitos (furtos, abuso de confiança, etc.) ou suicídio”. Mas será que dá pra colocar no mesmo balaio jogos de videogame, ou isso seria exagero? Em países como a China e a Coréia, onde o problema é maior e tem gente que literalmente morre de jogar, os jogos online são tratados como problema de saúde pública, mas não seria um traço daquela sociedade? E aí? Picross no Nintendo DS e pôquer na Internet são o mesmo tipo de problema?

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    Relançamentos são as grandes "novidades" da semana

    22 Jul 2008 13:47

    Semana meio paradona em lançamentos de games. Os 2 maiores destaques são 1942: Joint Strike para o Xbox 360 e PS3 e Final Fantasy IV, para o Nintendo DS. O “problema”: os dois são remakes. Foram lançados pela primeira vez, respectivamente, em 1984 e 1991. Muito jornalista que cobre games detesta essa história de relançar jogos. “Prova” da falta de criatividade da indústria e tudo o mais. Mas eu não sou tão automaticamente contra. Acho que o problema é o seguinte: nem todo mundo é velho o suficiente para ter jogado, digamos, Chrono Trigger quando ele foi lançado, 15 anos atrás – apesar de que os jornalistas certamente jogaram o original, de uma forma ou de outra. Mas é um jogo que vale a pena ser jogado por basicamente todo mundo, e se for com gráficos atualizados, jogabilidade aparada, música legal, então às vezes vale até ser jogado de novo. Ao que parece esse Final Fantasy IV pro DS está excelente, espero poder joga-lo. Eu ficaria bem feliz se pegassem outros jogos antigos e refizessem. Super Mario Bros 3 do NES seria legal no Wii, Starflight, do Mega Drive, também faria bonito hoje. Há outras coisas legais sendo refeitas: o subestimado Colonization está ganhando uma atualização, assim como o genial Master of Magic... Golden Axe voltará nos videogames de últimas geração e por aí vai. Alguém gostaria de ver uma “refilmagem” específica em games?

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    Pós-E3 - candidatos a jogo do ano

    20 Jul 2008 23:55

    Já que eu falei sobre as 3 grandes, vamos aos grandes jogos da E3, coisas pra gente ficar de olho nos próximos meses. Sem falações, um trailerzinho, uma breve descrição e o que me deixa ansioso pela estréia de cada.


    Fable 2. Um RPG do gênio Peter Molyneaux (Populous, Black & White) que chegou tarde demais no Xbox com mais idéias que realizações, finalmente encontrou sua casa. É uma mistura bizarra de Oblivion com The Sims.


    Gears of War 2. Pra quem ainda diz que o PS3 tem gráficos infinitamente superiores ao Xbox 360, mais Gears of War – definitivamente, pelo que já foi mostrado, o mais bonito do console. A quantidade de inimigos na tela é insana, e o melhorado modo multiplayer promete.


    LittleBig Planet. Ah, não canso de falar disso. Depois de jogar pérolas no PSP como RocoLoco e Patapon, vi que levar seus bichinhos de um lado a outro da fase usando os modos mais bizarros (pense Worms e Lemmings) sempre pode oferecer desafios maneiros. LBP promete total liberdade aos usuários – de mexer tudo na fase até criar objetivos. Se a comunidade do PlayStation curtir o jogo e criar desafios legais, teremos não só um novo game de sucesso, mas uma nova cultura.


    Killzone 2 Não se sabe por que diabos a Sony mostrou apenas um trailer mais ou menos do jogo em sua coletiva e deixou apenas aos jornalistas, a portas fechadas, verem o quanto que o modo multiplayer desse jogo de tiro promete. Pode ser o jogo definitivo de tiro em primeira pessoa para o PS3 quando (?) for lançado. 


    MadWorld. Lembra o filme Sin City, estilosíssimo e o mais sangrento jogo que a Sega já fez. Para o WII? Pois é, isso que parece mais bizarro. Mas depois de jogar No More Heroes, vi que o Wiimote foi feito para ser usado como espada, e não raquete.


    Um adendo: deixei de fora o Lips, que ganhou um post à parte e o novo WiiSports, que ganhou trailer também aqui já. Quem tiver um Xbox faça o favor de baixar esse trailer em alta-definição. E um último PS aqui. No último post alguém em outro comentário disse que eu estava sendo “imparcial” (parcial, na verdade) falando mal da Nintendo na E3 e o Templar me apontou para um post dizendo que as pessoas reclamavam demais da falta da Nintendo. Que fique claro: meu problema não é com jogos casuais, ou a Nintendo só fazendo isso. De forma alguma. O jogo mais jogado no meu Wii foi Wii-Fit e no Xbox 360, Rock Band. O problema é que a Nintendo não anunciou basicamente coisa alguma, casual ou hardcore. E sim, eu tenho direito de reclamar, todo o mundo o fez. A crítica da IGN é genial nesse sentido. Obrigado.

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